quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Águia e a Cobra



Hoje assisti in loco a um duelo entre uma águia e uma serpente. Fui levar minha esposa ao trabalho, e na volta, enquanto aguardava o sinal abrir, eu, minha filha Revelyn e meu sobrinho Pedrinho assistimos à cena inusitada. A águia veio descendo velozmente com as garras projetadas para frente, e quando pousou sobre a serpente, foi recebida com um bote. A luta continuou depois que o sinal abriu e não sabemos o resultado. Presumo que a águia tenha vencido, como geralmente acontece. É muito difícil para uma cobra, mesmo peçonhenta, resistir ao poder das garras daquela ave.
Águias e serpentes são abundantes aqui na Flórida. Recentemente, nosso quintal recebeu a visita de uma cobra. Mas desde que flagrei uma águia pousada no mesmo lado onde avistamos o tal réptil, nunca mais a cobra deu o ar de sua graça. Provavelmente, virou comida de águia.
Assistir àquele embate me fez passar o dia refletindo.
A cobra é um réptil rasteiro de sangue frio, enquanto a águia é uma ave de sangue quente que voa em alturas inatingíveis para qualquer outro animal. Enquanto a cobra troca de pele, a águia troca sua penagem. O poder da águia está na envergadura de suas asas e na força de seu bico e suas garras. Já o poder da serpente está em seu veneno.
Enquanto o povo de Deus é desafiado a ser como uma águia, renovando constantemente sua força em Deus, os ímpios são comparados à prole da serpente. As Escrituras cristãs estão repletas de imagens que sugerem esta comparação.
A águia é símbolo de renovação, de confiança, de destreza, de majestade. Mas a serpente é símbolo de traição, de astúcia, de malignidade.
A serpente é traiçoeira e mantém-se sempre escondida. Seu bote sempre acontece sem aviso prévio, com exceção da cascavel com seu chocalhe. Já a águia avisa que está chegando desde que avista a presa, dando-lhe chance de escapar. O som que emite, juntamente com a envergadura de suas asas, não a deixam passar despercebida.
Os hipócritas e traidores são verdadeiras serpentes que trocam sua pele de acordo com a conveniência. Esperam a hora certa de dar o bote. São calculistas e frios. Ainda que pareçam agir pela emoção do momento, suas atitudes são planejadas e têm como objetivo derrubar quem está em seu caminho. Trocam seu discurso como a serpente troca de pele.
Os visionários são como águia, capazes de vislumbrar o futuro. Mesmo quando pegos de surpresa pelo bote da serpente, não recoam, mas mantém os olhos fitos no alvo. Renovar as penas não é como trocar de pele. O discurso continua o mesmo. Antes de ser leal aos que o cercam, é fiel à visão que Deus lhe deu. E justamente daí vem sua lealdade para com aqueles que nele confiam. Ser fiel a Deus e leal aos amigos acaba resultando numa consciência tranqüila e forças renovadas.
Fonte: Hermes Fernandes

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Confissões de uma (ex) esposa de pastor


Confissões de uma (ex) esposa de pastor
 Ele disse um dia: em primeiro lugar está meu ministério.

Senti-me traída, a mais traída das mulheres. Posso até “competir” com outra mulher, outros lábios, outro corpo, outros abraços, outros beijos e ganhar (ou perder) a batalha. Mas com o “ministério” é demais pra mim. Foi pior que vê-lo na cama com outra.

Claro que se ele dissesse "Deus está em primeiro lugar na minha vida" eu aplaudiria e ficaria feliz, mas ministério não é Deus, e esse é o problema de muitos líderes, que confundem trabalho, atividade, serviço, com relacionamento com Deus. Lastimável!

Aos poucos, ele foi demonstrando essa preferência. Eu não estava mais na sua listinha de prioridades, nem eu, nem os filhos. Somente o ministério importava, por ele daria a vida, era algo quase insano, doentio. “Que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua família?”

De forma progressiva, suas atitudes foram se tornando agressivas e incoerentes, pois como alguém que viajava pelo mundo falando do amor de Deus não conseguia de fato amar sua própria família? Primeiramente, vieram agressões verbais, depois as físicas, a mim e aos filhos. Nada que questionasse ou desvalidasse seu ministério poderia ser refutado ou contrariado. Ele reagiria com unhas e dentes. A família não importava mais, somente seu belo e frutífero ministério.

E assim segui... fingindo por 18 anos para todos e pra mim mesma que tudo isso era normal, e que para não envergonhar o ministério (dele), eu deveria aceitar calada a situação.

Ah! Mas como Deus me ama... Me ama tanto que foi ele mesmo que disse: “Filha: chega disso!”

Foi então que liberei o tão dedicado pastor e missionário de seu jugo de ter uma família. Agora ele deve estar feliz sozinho “servindo ao Senhor”.

Seguimos eu e meus filhos rumo ao centro da vontade de Deus, que é perfeita e agradável. Um Deus que ama e que não deixa seus filhos sofrerem além do que podem suportar.

Sim, eu fui traída. Sim, ele cometeu adultério. Adulterou com o próprio ministério, em nome de Deus, destruindo a própria família. Eu já o perdoei, mas acho que nunca vou entender...

por motivos óbvios, a identidade da autora do texto será mantida em sigilo.

Fonte: Pavablog

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Dr. David Acuna - A Crucificação | Uma Perspectiva Médica



depois de ver este video pense no que Jesus significa pra voce

Eu ainda creio no homem...


Eu ainda não perdi a fé no ser humano.
Não nele, em si mesmo, porque não seria louco para tanto, mas pelo que Deus pode fazer nele e através dele.

Assim, eu ainda creio até mesmo nos cristãos, a despeito do que têm virado, tentando viver a vida, não alicerçados nos valores do Evangelho, mas nas loucuras perversas do nosso século.

Creio ainda na igreja, por extensão (não a organização, a estrutura,... mas na comunhão dos que crêem na cruz) ainda que vez por outra, essa caia na tentação e deixa de chorar a dor do pobre e do necessitado e assim, deixa de ser ovelha e passa a ser o lobo, como diria o meu amigo Caio.

Creio nela, mesmo que também ceda à tentação de oferecer ao mundo o mais perverso dos hospitais onde o doente não pode compartilhar as suas maleitas (como afirmou o Ari) e que, antes de chorar com os que choram, oferece-lhes o seu juízo e, por isso, não cure mais. A essa igreja que ora pela cura dos enfermos, por milagres e pelo que é extraordinário, mas não por amor do que sofre, mas para se ver livre de trabalho e aborrecimento.

Creio ainda nos pastores e líderes todos (meus colegas) que têm-se vendido, pregando e dizendo coisas que Cristo nunca pregou ou ensinou e, ao invés de dar a sua vida pelas ovelhas, comem da sua gordura, vestem-se com a sua lã e, com ela, constroem palácios e impérios em honra deles próprios.

Creio ainda nos políticos bandidos que vendem o moral da nação, nos juízes que ajuízam para o seu próprio bem, vendendo o direito e nos trabalhadores que, ao invés de servirem, querem e vivem só pelo salário que ganham.

Creio ainda no que Deus pode fazer neles e através deles, porque o poder de Deus, aquele que levantou Jesus da morte, ainda está ai, a agir e a transformar gente imprestável, pessoas inúteis, combustíveis do inferno, em instrumentos de justiça e promotores do amor celeste.

Se Ele não poupou o Seu próprio filho, como parte do projeto de criar novos céus, nova terra, como Deus não poderia ainda transformar ainda hoje a criatura?

Justamente, por esse motivo, não comemorei, pelo contrário, a condenação dos Nardoni, como também não comemorei o assassinato covarde daquela pobre menina. Definitivamente, não consigo fazer como enrredo de novela, onde o ruim, o perverso, nasce e morre assim, sem chance de outro script. Olhando para a minha própria história, não dá.

Creio ainda no que Deus pode fazer no mortal, pois hoje o dia todo, pensei em como Deus tem agido na minha vida - a despeito de tudo aquilo que sou - e em como, Ele ainda não acabou comigo.

Por essas coisas, o que mais tenho me recusado a fazer, é ver as pessoas como elas são - só homens - e visto o que pode o Alto, agindo neles.

Como aliás foi com o adúltero e irresponsável pai de família Davi, o religioso assassino Paulo, ao vacilante Pedro e tantos outros...

Continuo a amar o errado, mas a odiar o erro.
A amar o profeta, mas julgando a profecia, com rigor e cuidado. Sem medo. E sem querer destruí-lo, porque ainda creio naquilo tudo que Deus pode fazer em cada um de nós.

"Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." 2 Co 5:16,17
fonte: Rubinho