quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Jesus e a Hipocrisia da Religião.
João 3.1-21
Lendo o texto do encontro de Jesus com Nicodemos pude reparar algumas coisas que me mostraram como um religioso pode ser falso.
A primeira delas foi o fato de Nicodemos ir ver Jesus de noite, muitos pregadores falam de Nicodemos como um fariseu interessado em conhecer Jesus e humilde, pois reconhece que não sabe os princípios da salvação em Cristo, eu vejo ao contrario. Vejo Nicodemos como um fariseu tão hipócrita quanto outro qualquer, que apesar de ter interesse em Jesus não tinha coragem de admitir para os outros, ele tinha vergonha de mostrar que ele tinha duvidas de alguma coisa, como todo religioso ele não queria admitir suas falhas, por isso vai a noite encontrar Jesus.
A segunda coisa que vejo na falsidade de Nicodemos é a pergunta idiota do versículo 4: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Já me falaram que ele não entendeu o que Jesus estava falando, quando eu era criança a professora da salinha de escola dominical me convenceu, mas hoje não consigo acreditar numa dessas, e francamente, o sujeito tentar dar uma de João sem braço com Jesus? É pra acabar mesmo.
Outra coisa que Nicodemos não conseguiu engolir foi que ele precisaria recomeçar de novo, ao nível de homens como os apóstolos de Jesus, homens que nada tinham a ver com a elite judaica (exceto Judas Iscariotes, e mesmo assim olha no que deu...).
Depois de Nicodemos ouvir Jesus falar que ele não iria pro céu se ele não recomeçasse, e que nessa nova vida ele teria liberdade (coisas absurdas para um religioso, ou seja, pra ele o que Jesus estava falando era besteira), depois disso tudo ele ainda ouve que Deus ama o mundo, e deu Seu Filho para salvar o mundo, ou seja, pessoas indignas como gregos ou romanos teriam o mesmo direito que ele no reino de Deus, um Galileu ainda vai, mas um romano, seria um pouco de exagero divino não...
Passando pra os dias de hoje vemos isso em nossas igrejas sendo incentivado, ninguém precisa nascer de novo, basta assistir aos cultos, dar o dizimo e pronto, você já é um crente com direito a assento especial dependendo do teu dizimo, não existe mais um discipulado, existem células, não existe um crescimento, existe agora a multiplicação, o Espírito Santo não age livremente, tudo tem que estar na ordem correta das coisas, o Espirito não sopra onde quer, há uma liturgia bem estabelecida e se Deus quiser agir precisa obedecer as regras.
Diante disso, como esta a tua igreja? Qual o teu entendimento sobre Deus? O que o novo nascimento diz a você?
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
A Casa de Deus não é Mercado
A primeira coisa que vemos no texto é um fato que desmascara uma mentira antiga imposta a nós, a de que Jesus não tinha irmãos. Jesus tinha irmãos assim como eu tenho irmãos, Jesus também tinha, só não sei se eram chatos como os meus.
Jesus fez algo bom com os mercadores. Vimos muitas coisas que nos aproximam de Jesus, porém aqui esta uma que afasta Jesus de qualquer um: usar a casa de Deus para lucrar, para comércio.
Os responsáveis pelo templo estavam vendendo animais no pátio do templo, só que esses animais custavam muito mais caro que animais comuns, pelo fato de serem animais “santos”. O povo sofria por estar escravizado por Roma, e pela exploração do templo. Eles tinham poucas opções, pois até mesmo “Deus” estava explorando o povo.
Jesus vendo toda aquela situação não pensa duas vezes e acaba com o “comercio santo” na força bruta (tomou uma atitude que eu admiro e que desejaria ter feito em seu lugar), sua ira foi grande naquele momento e fazendo uso até mesmo de violência Ele expulsa aqueles homens com seus animais santos” de dentro do templo.
A hipocrisia da religião é tão grande que até mesmo numa situação daquelas os religiosos são capazes de fazer a pergunta mais hipócrita que alguém na situação deles poderia ter feito, um deles vira pra Jesus e pergunta: “Que sinal de autoridade nos mostras, uma vez que fazes isto?” (como se Jesus fosse quem precisasse de justificativas pra fazer o que Ele fez)
Uma situação que a meus olhos foi digna de mais chicotadas no mínimo, os religiosos estavam se aproveitando do povo que vinha para festas santas, e Jesus toma a situação nas mãos e desce o chicote, literalmente.
Me pergunto se a situação esta diferente hoje em dia, a resposta que tenho é um “não” rápido e certeiro, pois vejo igrejas e mais igrejas onde o balcão de utensílios “santos” fica ao lado do púlpito. Passo a contar um fato que aconteceu comigo.
É muito comum entre os “irmãos” nessas igrejas o falatório de quem comprou o melhor livro, eu “freqüentei” uma dessas igrejas a um certo tempo, lembro de um sermão (o termo esta tão banal que até esses caras dizem que fazem um), o pregador falou sobre ser servo e qual o procedimento do servo. Foi um amontoado de besteiras, mas se não me engano somente eu percebi, porque o resto do publico estava fazendo uma variedade enorme de coisas, o meu “amigo” do lado estava trocando torpedos com uma menina que ele dizia que Gizuiz tinha dado pra ele. Um outro cara atendeu o celular no inicio da “pregação” e ficou o sermão inteiro falando no celular do lado de fora do templo. Varias “irmãzinhas estavam numa conversa tão interessante que esqueceram que estavam na igreja (posso chamar aquilo de igreja?). Vi uns adolescentes jogando no celular, outros combinavam alguma coisa, perdi metade da fala do pregador observando essas coisas.
Depois de constatar o fato eu me voltei pra pregação e peguei uma ilustração interessante, era mais ou menos assim: “temos que ser servos obedientes, como o servo do mestre da palavra que seu mestre do meio de uma grande viagem na qual ele estava rodando o mundo pregando o evangelho, esse mestre liga pra seu discípulo e diz que seu discípulo deveria queimar os livros de certa prateleira, mas duas horas depois ele lembra que tinha muitos livros excelentes e liga novamente para seu discípulo dizendo que não queimasse os livros, mas seu discípulo diz que era tarde pra falar aquilo porque ele já tinha queimado, a seguir ele diz que o bom servo é obediente em tudo e é por isso que ali os servos de Deus deveriam ser obedientes e que aqueles que fossem rebeldes iriam pro inferno e que sendo obedientes eles deveriam comprar os livros que estavam sendo vendidos ali na frente, deveriam comprar as apostilas de suas respectivas células, deveriam comprar camisetas pra que eles pudessem sair na rua mostrando que eram membros daquela igreja, enfim, tinham que comprar, comprar e comprar.
Eu pensei: uau!! Que exemplo, vou fazer assim também, quero ser um otário da fé também, por que não?
O sermão foi desse nível, e pra o público não fez a mesma diferença que os sermões do Edir Macedo fazem na minha vida (eu não vejo nenhum sermão do Edir Macedo).
Chegou a hora do apelo, o pregador falou com ousadia que quem quisesse uma mudança em seu jeito de ser servo deveria ir a frente, que Gizuiz estava chamando a todos para serem seus discípulos, tinham funcionários treinados pra levar o povo a frente, então eles começaram seu “serviço”, e assim foi um a um levado a frente, e eu comecei a olhar ao meu redor e vi que algumas pessoas estavam indo a frente, inclusive meu amigo que guardou o celular no bolso pra ir a frente receber a “bença”. Varias pessoas começaram a chorar e outros começaram a rir, alguns clamavam “glorias e aleluias”, outros diziam estarem invocando deus (talvez Mamon), foi algo incrível, todo mundo saiu dali mais espiritual do que nunca. Eu fiquei sem saber o que fazer...
Hoje lendo esse texto eu imagino que minha atitude poderia ter sido diferente ali, ah se eu tivesse um chicotinho... mas a diferença é que Jesus fez o que ele fez na casa de Deus (nada a ver com aquela igreja).
Não é raro encontrar esse tipo de coisa hoje em dia. Entendo a atitude de Jesus pois essa é minha vontade também quando eu passo na frente dessas igrejas, vejo pastores que acredito que Deus realmente chamou pra o ministério, pregadores chamados por Deus de verdade, mas venderam Jesus por 30 moedas de prata.
Jesus fez algo bom com os mercadores. Vimos muitas coisas que nos aproximam de Jesus, porém aqui esta uma que afasta Jesus de qualquer um: usar a casa de Deus para lucrar, para comércio.
Os responsáveis pelo templo estavam vendendo animais no pátio do templo, só que esses animais custavam muito mais caro que animais comuns, pelo fato de serem animais “santos”. O povo sofria por estar escravizado por Roma, e pela exploração do templo. Eles tinham poucas opções, pois até mesmo “Deus” estava explorando o povo.
Jesus vendo toda aquela situação não pensa duas vezes e acaba com o “comercio santo” na força bruta (tomou uma atitude que eu admiro e que desejaria ter feito em seu lugar), sua ira foi grande naquele momento e fazendo uso até mesmo de violência Ele expulsa aqueles homens com seus animais santos” de dentro do templo.
A hipocrisia da religião é tão grande que até mesmo numa situação daquelas os religiosos são capazes de fazer a pergunta mais hipócrita que alguém na situação deles poderia ter feito, um deles vira pra Jesus e pergunta: “Que sinal de autoridade nos mostras, uma vez que fazes isto?” (como se Jesus fosse quem precisasse de justificativas pra fazer o que Ele fez)
Uma situação que a meus olhos foi digna de mais chicotadas no mínimo, os religiosos estavam se aproveitando do povo que vinha para festas santas, e Jesus toma a situação nas mãos e desce o chicote, literalmente.
Me pergunto se a situação esta diferente hoje em dia, a resposta que tenho é um “não” rápido e certeiro, pois vejo igrejas e mais igrejas onde o balcão de utensílios “santos” fica ao lado do púlpito. Passo a contar um fato que aconteceu comigo.
É muito comum entre os “irmãos” nessas igrejas o falatório de quem comprou o melhor livro, eu “freqüentei” uma dessas igrejas a um certo tempo, lembro de um sermão (o termo esta tão banal que até esses caras dizem que fazem um), o pregador falou sobre ser servo e qual o procedimento do servo. Foi um amontoado de besteiras, mas se não me engano somente eu percebi, porque o resto do publico estava fazendo uma variedade enorme de coisas, o meu “amigo” do lado estava trocando torpedos com uma menina que ele dizia que Gizuiz tinha dado pra ele. Um outro cara atendeu o celular no inicio da “pregação” e ficou o sermão inteiro falando no celular do lado de fora do templo. Varias “irmãzinhas estavam numa conversa tão interessante que esqueceram que estavam na igreja (posso chamar aquilo de igreja?). Vi uns adolescentes jogando no celular, outros combinavam alguma coisa, perdi metade da fala do pregador observando essas coisas.
Depois de constatar o fato eu me voltei pra pregação e peguei uma ilustração interessante, era mais ou menos assim: “temos que ser servos obedientes, como o servo do mestre da palavra que seu mestre do meio de uma grande viagem na qual ele estava rodando o mundo pregando o evangelho, esse mestre liga pra seu discípulo e diz que seu discípulo deveria queimar os livros de certa prateleira, mas duas horas depois ele lembra que tinha muitos livros excelentes e liga novamente para seu discípulo dizendo que não queimasse os livros, mas seu discípulo diz que era tarde pra falar aquilo porque ele já tinha queimado, a seguir ele diz que o bom servo é obediente em tudo e é por isso que ali os servos de Deus deveriam ser obedientes e que aqueles que fossem rebeldes iriam pro inferno e que sendo obedientes eles deveriam comprar os livros que estavam sendo vendidos ali na frente, deveriam comprar as apostilas de suas respectivas células, deveriam comprar camisetas pra que eles pudessem sair na rua mostrando que eram membros daquela igreja, enfim, tinham que comprar, comprar e comprar.
Eu pensei: uau!! Que exemplo, vou fazer assim também, quero ser um otário da fé também, por que não?
O sermão foi desse nível, e pra o público não fez a mesma diferença que os sermões do Edir Macedo fazem na minha vida (eu não vejo nenhum sermão do Edir Macedo).
Chegou a hora do apelo, o pregador falou com ousadia que quem quisesse uma mudança em seu jeito de ser servo deveria ir a frente, que Gizuiz estava chamando a todos para serem seus discípulos, tinham funcionários treinados pra levar o povo a frente, então eles começaram seu “serviço”, e assim foi um a um levado a frente, e eu comecei a olhar ao meu redor e vi que algumas pessoas estavam indo a frente, inclusive meu amigo que guardou o celular no bolso pra ir a frente receber a “bença”. Varias pessoas começaram a chorar e outros começaram a rir, alguns clamavam “glorias e aleluias”, outros diziam estarem invocando deus (talvez Mamon), foi algo incrível, todo mundo saiu dali mais espiritual do que nunca. Eu fiquei sem saber o que fazer...
Hoje lendo esse texto eu imagino que minha atitude poderia ter sido diferente ali, ah se eu tivesse um chicotinho... mas a diferença é que Jesus fez o que ele fez na casa de Deus (nada a ver com aquela igreja).
Não é raro encontrar esse tipo de coisa hoje em dia. Entendo a atitude de Jesus pois essa é minha vontade também quando eu passo na frente dessas igrejas, vejo pastores que acredito que Deus realmente chamou pra o ministério, pregadores chamados por Deus de verdade, mas venderam Jesus por 30 moedas de prata.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Teologia do Sofrimento - Mark Driscoll
o que sabemos sobre sofrimento? Frequentei uma igreja neo-pentecostal a um certo tempo e o pastor pregava que sofrimento é fruto de nossos pecados e pessoas que sofrem deveriam pedir perdão a Deus pelos seus pecados, veja o video e verá que muitas de suas convicções tambem muidarão
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
A lição de Jó, a Soberania de Deus e a tragédia no Haiti
Imagem: Jó, sua mulher e seus "amigos-da-onça"
Pastor Olavo Ribeiro
O livro de Jó é o mais antigo da Bíblia e, apesar disso, ainda há pessoas que cometem a tolice de tentar explicar a causa de tragédias como a do terremoto no Haiti. Tornam-se verdadeiros “amigos de Jó” ou amigos-da-onça. O livro nos ensina que a melhor coisa que podemos fazer aos que sofrem é calar a boca, sentar e chorar com eles. Os amigos de Jó foram bem até este ponto (Jó 2:11-13). Quando começaram a tentar explicar o inexplicável, só pioraram a situação e entraram para a História como péssimos amigos.
Hoje, alguns líderes evangélicos tentam explicar a tragédia do Haiti e causam um estrago ainda maior à imagem que muitos fazem de nós: a imagem de que somos um bando de ignorantes que servem a um Deus vingativo.
Diante da tragédia do outro, o melhor modelo é o do samaritano (Lc 10:25-37), o modelo da misericórdia que socorre e não tenta explicar os porquês.
Eu, pessoalmente, creio que Deus é soberano sobre absolutamente tudo. Como harmonizar isso com as tragédias? Não sei. Não tento resolver esta equação porque a Bíblia não resolve. Na eternidade, talvez compreendamos. Enquanto isso, caminhemos por fé, chorando com os que sofrem e servindo-os com o propósito de aliviar a sua dor.
Publicado em Cinco Linhas e enviado por Solis Limberger do blog Buscai o Reino por e-mail
Pastor Olavo Ribeiro
O livro de Jó é o mais antigo da Bíblia e, apesar disso, ainda há pessoas que cometem a tolice de tentar explicar a causa de tragédias como a do terremoto no Haiti. Tornam-se verdadeiros “amigos de Jó” ou amigos-da-onça. O livro nos ensina que a melhor coisa que podemos fazer aos que sofrem é calar a boca, sentar e chorar com eles. Os amigos de Jó foram bem até este ponto (Jó 2:11-13). Quando começaram a tentar explicar o inexplicável, só pioraram a situação e entraram para a História como péssimos amigos.
Hoje, alguns líderes evangélicos tentam explicar a tragédia do Haiti e causam um estrago ainda maior à imagem que muitos fazem de nós: a imagem de que somos um bando de ignorantes que servem a um Deus vingativo.
Diante da tragédia do outro, o melhor modelo é o do samaritano (Lc 10:25-37), o modelo da misericórdia que socorre e não tenta explicar os porquês.
Eu, pessoalmente, creio que Deus é soberano sobre absolutamente tudo. Como harmonizar isso com as tragédias? Não sei. Não tento resolver esta equação porque a Bíblia não resolve. Na eternidade, talvez compreendamos. Enquanto isso, caminhemos por fé, chorando com os que sofrem e servindo-os com o propósito de aliviar a sua dor.
Publicado em Cinco Linhas e enviado por Solis Limberger do blog Buscai o Reino por e-mail
sábado, 13 de fevereiro de 2010
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