A primeira coisa que vemos no texto é um fato que desmascara uma mentira antiga imposta a nós, a de que Jesus não tinha irmãos. Jesus tinha irmãos assim como eu tenho irmãos, Jesus também tinha, só não sei se eram chatos como os meus.
Jesus fez algo bom com os mercadores. Vimos muitas coisas que nos aproximam de Jesus, porém aqui esta uma que afasta Jesus de qualquer um: usar a casa de Deus para lucrar, para comércio.
Os responsáveis pelo templo estavam vendendo animais no pátio do templo, só que esses animais custavam muito mais caro que animais comuns, pelo fato de serem animais “santos”. O povo sofria por estar escravizado por Roma, e pela exploração do templo. Eles tinham poucas opções, pois até mesmo “Deus” estava explorando o povo.
Jesus vendo toda aquela situação não pensa duas vezes e acaba com o “comercio santo” na força bruta (tomou uma atitude que eu admiro e que desejaria ter feito em seu lugar), sua ira foi grande naquele momento e fazendo uso até mesmo de violência Ele expulsa aqueles homens com seus animais santos” de dentro do templo.
A hipocrisia da religião é tão grande que até mesmo numa situação daquelas os religiosos são capazes de fazer a pergunta mais hipócrita que alguém na situação deles poderia ter feito, um deles vira pra Jesus e pergunta: “Que sinal de autoridade nos mostras, uma vez que fazes isto?” (como se Jesus fosse quem precisasse de justificativas pra fazer o que Ele fez)
Uma situação que a meus olhos foi digna de mais chicotadas no mínimo, os religiosos estavam se aproveitando do povo que vinha para festas santas, e Jesus toma a situação nas mãos e desce o chicote, literalmente.
Me pergunto se a situação esta diferente hoje em dia, a resposta que tenho é um “não” rápido e certeiro, pois vejo igrejas e mais igrejas onde o balcão de utensílios “santos” fica ao lado do púlpito. Passo a contar um fato que aconteceu comigo.
É muito comum entre os “irmãos” nessas igrejas o falatório de quem comprou o melhor livro, eu “freqüentei” uma dessas igrejas a um certo tempo, lembro de um sermão (o termo esta tão banal que até esses caras dizem que fazem um), o pregador falou sobre ser servo e qual o procedimento do servo. Foi um amontoado de besteiras, mas se não me engano somente eu percebi, porque o resto do publico estava fazendo uma variedade enorme de coisas, o meu “amigo” do lado estava trocando torpedos com uma menina que ele dizia que Gizuiz tinha dado pra ele. Um outro cara atendeu o celular no inicio da “pregação” e ficou o sermão inteiro falando no celular do lado de fora do templo. Varias “irmãzinhas estavam numa conversa tão interessante que esqueceram que estavam na igreja (posso chamar aquilo de igreja?). Vi uns adolescentes jogando no celular, outros combinavam alguma coisa, perdi metade da fala do pregador observando essas coisas.
Depois de constatar o fato eu me voltei pra pregação e peguei uma ilustração interessante, era mais ou menos assim: “temos que ser servos obedientes, como o servo do mestre da palavra que seu mestre do meio de uma grande viagem na qual ele estava rodando o mundo pregando o evangelho, esse mestre liga pra seu discípulo e diz que seu discípulo deveria queimar os livros de certa prateleira, mas duas horas depois ele lembra que tinha muitos livros excelentes e liga novamente para seu discípulo dizendo que não queimasse os livros, mas seu discípulo diz que era tarde pra falar aquilo porque ele já tinha queimado, a seguir ele diz que o bom servo é obediente em tudo e é por isso que ali os servos de Deus deveriam ser obedientes e que aqueles que fossem rebeldes iriam pro inferno e que sendo obedientes eles deveriam comprar os livros que estavam sendo vendidos ali na frente, deveriam comprar as apostilas de suas respectivas células, deveriam comprar camisetas pra que eles pudessem sair na rua mostrando que eram membros daquela igreja, enfim, tinham que comprar, comprar e comprar.
Eu pensei: uau!! Que exemplo, vou fazer assim também, quero ser um otário da fé também, por que não?
O sermão foi desse nível, e pra o público não fez a mesma diferença que os sermões do Edir Macedo fazem na minha vida (eu não vejo nenhum sermão do Edir Macedo).
Chegou a hora do apelo, o pregador falou com ousadia que quem quisesse uma mudança em seu jeito de ser servo deveria ir a frente, que Gizuiz estava chamando a todos para serem seus discípulos, tinham funcionários treinados pra levar o povo a frente, então eles começaram seu “serviço”, e assim foi um a um levado a frente, e eu comecei a olhar ao meu redor e vi que algumas pessoas estavam indo a frente, inclusive meu amigo que guardou o celular no bolso pra ir a frente receber a “bença”. Varias pessoas começaram a chorar e outros começaram a rir, alguns clamavam “glorias e aleluias”, outros diziam estarem invocando deus (talvez Mamon), foi algo incrível, todo mundo saiu dali mais espiritual do que nunca. Eu fiquei sem saber o que fazer...
Hoje lendo esse texto eu imagino que minha atitude poderia ter sido diferente ali, ah se eu tivesse um chicotinho... mas a diferença é que Jesus fez o que ele fez na casa de Deus (nada a ver com aquela igreja).
Não é raro encontrar esse tipo de coisa hoje em dia. Entendo a atitude de Jesus pois essa é minha vontade também quando eu passo na frente dessas igrejas, vejo pastores que acredito que Deus realmente chamou pra o ministério, pregadores chamados por Deus de verdade, mas venderam Jesus por 30 moedas de prata.
Jesus fez algo bom com os mercadores. Vimos muitas coisas que nos aproximam de Jesus, porém aqui esta uma que afasta Jesus de qualquer um: usar a casa de Deus para lucrar, para comércio.
Os responsáveis pelo templo estavam vendendo animais no pátio do templo, só que esses animais custavam muito mais caro que animais comuns, pelo fato de serem animais “santos”. O povo sofria por estar escravizado por Roma, e pela exploração do templo. Eles tinham poucas opções, pois até mesmo “Deus” estava explorando o povo.
Jesus vendo toda aquela situação não pensa duas vezes e acaba com o “comercio santo” na força bruta (tomou uma atitude que eu admiro e que desejaria ter feito em seu lugar), sua ira foi grande naquele momento e fazendo uso até mesmo de violência Ele expulsa aqueles homens com seus animais santos” de dentro do templo.
A hipocrisia da religião é tão grande que até mesmo numa situação daquelas os religiosos são capazes de fazer a pergunta mais hipócrita que alguém na situação deles poderia ter feito, um deles vira pra Jesus e pergunta: “Que sinal de autoridade nos mostras, uma vez que fazes isto?” (como se Jesus fosse quem precisasse de justificativas pra fazer o que Ele fez)
Uma situação que a meus olhos foi digna de mais chicotadas no mínimo, os religiosos estavam se aproveitando do povo que vinha para festas santas, e Jesus toma a situação nas mãos e desce o chicote, literalmente.
Me pergunto se a situação esta diferente hoje em dia, a resposta que tenho é um “não” rápido e certeiro, pois vejo igrejas e mais igrejas onde o balcão de utensílios “santos” fica ao lado do púlpito. Passo a contar um fato que aconteceu comigo.
É muito comum entre os “irmãos” nessas igrejas o falatório de quem comprou o melhor livro, eu “freqüentei” uma dessas igrejas a um certo tempo, lembro de um sermão (o termo esta tão banal que até esses caras dizem que fazem um), o pregador falou sobre ser servo e qual o procedimento do servo. Foi um amontoado de besteiras, mas se não me engano somente eu percebi, porque o resto do publico estava fazendo uma variedade enorme de coisas, o meu “amigo” do lado estava trocando torpedos com uma menina que ele dizia que Gizuiz tinha dado pra ele. Um outro cara atendeu o celular no inicio da “pregação” e ficou o sermão inteiro falando no celular do lado de fora do templo. Varias “irmãzinhas estavam numa conversa tão interessante que esqueceram que estavam na igreja (posso chamar aquilo de igreja?). Vi uns adolescentes jogando no celular, outros combinavam alguma coisa, perdi metade da fala do pregador observando essas coisas.
Depois de constatar o fato eu me voltei pra pregação e peguei uma ilustração interessante, era mais ou menos assim: “temos que ser servos obedientes, como o servo do mestre da palavra que seu mestre do meio de uma grande viagem na qual ele estava rodando o mundo pregando o evangelho, esse mestre liga pra seu discípulo e diz que seu discípulo deveria queimar os livros de certa prateleira, mas duas horas depois ele lembra que tinha muitos livros excelentes e liga novamente para seu discípulo dizendo que não queimasse os livros, mas seu discípulo diz que era tarde pra falar aquilo porque ele já tinha queimado, a seguir ele diz que o bom servo é obediente em tudo e é por isso que ali os servos de Deus deveriam ser obedientes e que aqueles que fossem rebeldes iriam pro inferno e que sendo obedientes eles deveriam comprar os livros que estavam sendo vendidos ali na frente, deveriam comprar as apostilas de suas respectivas células, deveriam comprar camisetas pra que eles pudessem sair na rua mostrando que eram membros daquela igreja, enfim, tinham que comprar, comprar e comprar.
Eu pensei: uau!! Que exemplo, vou fazer assim também, quero ser um otário da fé também, por que não?
O sermão foi desse nível, e pra o público não fez a mesma diferença que os sermões do Edir Macedo fazem na minha vida (eu não vejo nenhum sermão do Edir Macedo).
Chegou a hora do apelo, o pregador falou com ousadia que quem quisesse uma mudança em seu jeito de ser servo deveria ir a frente, que Gizuiz estava chamando a todos para serem seus discípulos, tinham funcionários treinados pra levar o povo a frente, então eles começaram seu “serviço”, e assim foi um a um levado a frente, e eu comecei a olhar ao meu redor e vi que algumas pessoas estavam indo a frente, inclusive meu amigo que guardou o celular no bolso pra ir a frente receber a “bença”. Varias pessoas começaram a chorar e outros começaram a rir, alguns clamavam “glorias e aleluias”, outros diziam estarem invocando deus (talvez Mamon), foi algo incrível, todo mundo saiu dali mais espiritual do que nunca. Eu fiquei sem saber o que fazer...
Hoje lendo esse texto eu imagino que minha atitude poderia ter sido diferente ali, ah se eu tivesse um chicotinho... mas a diferença é que Jesus fez o que ele fez na casa de Deus (nada a ver com aquela igreja).
Não é raro encontrar esse tipo de coisa hoje em dia. Entendo a atitude de Jesus pois essa é minha vontade também quando eu passo na frente dessas igrejas, vejo pastores que acredito que Deus realmente chamou pra o ministério, pregadores chamados por Deus de verdade, mas venderam Jesus por 30 moedas de prata.

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