sábado, 23 de outubro de 2010

E se Deus nos tirasse pra dançar?


Hoje estive pensando um pouco mais sobre o episódio em que Mical, de sua janela, desprezou e censurou a Davi enquanto este dançava à frente da Arca da Aliança, em seu cortejo de volta a Jerusalém.  Dissemos num artigo anterior que para Mical, o que lhe dava o direito de julgar seu marido daquela maneira era o senso de valor próprio e o senso de justiça própria.  O primeiro, porque Davi havia lhe atribuído um valor maior do que Saul, pai de Mical, pedira como dote.  E o segundo, porque Mical havia livrado a Davi de ser assassinado pelos servos de seu pai, dando-lhe fuga pela janela de seu quarto.  Foi daquela mesma janela que Mical o desprezou. Ela se achou no direito de fazê-lo.  Fiquei imaginando se essa história não poderia servir como analogia de Cristo e a Sua Igreja.  Como Mical, muitos cristãos se acham no direito de desprezar o que Deus está fazendo do lado de fora dos seus arraias religiosos.  Afinal de contas, Deus lhes atribuiu valor muito maior do que de fato mereciam. O preço pago por sua redenção foi o sangue de Jesus. No caso de Mical, seu dote custou a morte de duzentos filisteus. No caso da Igreja, seu dote custou a morte do Filho de Deus.  O que deveria nos envergonhar, tornou-se no motivo de nossa soberba. Achamo-nos mais importantes do que o resto do mundo.  Da janela de nosso edifício teológico, desprezamos o Deus que dança com o resto da criação. Este Deus não é monopólio de ninguém. Ele é Espírito, e o Espírito é livre para soprar e dançar onde quiser.  Além desse senso de valor próprio, os cristãos também têm nutrido um profundo senso de justiça própria.  Achamos que nossas boas obras foram capazes de nos tornar credores de Deus. Se antes, nós é que tínhamos uma dívida com Ele, agora, Ele é quem nos deve. Concluímos que nossas boas obras fazem com que o preço pago por nós seja devidamente compensado. É como se estivéssemos quites com Deus. Quanta pretensão!  Em lugar de gratidão, vaidade. Em lugar de humildade, presunção.  Até quando os cristãos desprezarão o Seu Deus? Até quando se incomodarão com o que Deus está fazendo para além dos muros eclesiásticos? Até quando censurarão e repudiarão o Deus dançarino?  Tornamo-nos como o irmão mais velho do filho pródigo. Recusamo-nos a participar da festa de arromba promovida pelo Pai por causa do filho que retornou. Só dançamos se a festa for nossa, se o baile for gospel!  O desprezo de Mical a Davi lhe rendeu esterilidade por toda a vida. Até que ponto a igreja cristã também não tem se tornado estéril em nossos dias por desprezar o que Deus está fazendo lá fora?  Só há uma maneira de reverter este quadro de esterilidade espiritual: descer de nossas torres eclesiásticas e aceitar o convite que Cristo nos faz: Quer dançar comigo?
fonte: http://www.hermesfernandes.com/2010/10/e-se-deus-nos-tirasse-pra-dancar.html

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O sem-sentido da vida


por Zé Luís
São seis horas da manhã em São Caetano do Sul de uma quinta-feira comum e ordinária.

O homem desce na estação central da cidade junto a esposa, beija a mulher e se dirige para mais um dia de trabalho. A marmita ainda está quente na mochila, sua mulher vai para igreja: está em campanha de oração nesse horário.

Ele pensa se é realmente hora dele conversar com seu encarregado sobre seu salário, nas prestações da geladeira quase quitada, no churrasco na casa do Júlio... queria levar as crianças mas o carro não está legal... motor com problemas...

Alguém grita do outro lado da rua, um baque seco o derruba com violência, e tudo se apaga. Momentos depois, sua mulher, que já orara, vê a multidão aglomerada em volta de um corpo morto, seu marido, esmagado por uma imensa árvore que caprichosamente o escolheu matar quando caiu.

Há uns meses atrás, cheguei a cidade para mais um dia de trabalho, e me deparei com essa multidão, essa árvore, além dos gritos desesperados de uma mulher. Só ontem soube porque, mas mesmo assim, ao contemplar essa cena em minha mente, não vi sentido.

Uma vida deixa de existir sem aviso prévio, e isso não é lógico. Se existe algo um raciocínio em nossa alma, crente ou ateu, é que vivemos sempre na expectativa do momento seguinte. Creio que mesmo o suicida - me “acorrége” se estiver enganado – aguarda o momento seguinte após concretizar seu derradeiro feito: "Será que haverá a paz derradeira então?"

O fim, na verdade, não nos faz sentido. Por isso sei que não somos desse mundo: intimamente, sabemos que há um próximo evento. Mas...

Contemplamos o fim repentino, tão cotidiano e comum, mas preferimos acreditar que isso não nos sucederá. Nosso fim pessoal será depois de todos, cheio de vida, sem dor, depois de todas as tarefas cumpridas, todas as metas alcançadas, em paz com todos e os inimigos devidamente neutralizados.

Lembrei em meio as reflexões de como Mestre classifica gente deste presente século, que planeja construir grandes monumentos e palacetes num lugar que não se definiu: no futuro.

- “Louco! Esta noite pedirão a sua alma!” - sentencia Ele, finalizando sua parábola, em resposta ao bem sucedido empresário que só vive de projeções que só se auto-incluem e se auto-beneficiam.

- “Louco! Não é revelado a você o teu fim!”, “Meus planos não são os seus”.

A vida sempre nos mostrou que nosso tempo é para ser vivido em segundos, a cada gota, mas nos entregamos ao absurdo de querer garantir que haverá amanhã, da rotina da existência ininterrupta é para essa vida e com nossas regras.

-“Loucos”, comenta boquiaberto o Mestre, que não entende nossa absurda maneira de viver adiando a vida para um momento propício que pode nunca chegar. Protelamos perdão, amores, caridades, renúncia para uma possível situação oportuna que nunca ocorrerá.

Só assim o caos dos acontecimentos farão sentido:

Aproveite a vida enquanto a tem. Corra e faça o que há de ser feito, ninguém sabe o que há na outra esquina. No mais, se você preferir adiar, as mortes continuarão acontecendo, independente se suas crenças pessoais afirmarem o contrário.



Subvertendo as Formas Pré-Estabelecidas

Por Hermes C. Fernandes


Além de não conformar-se, isto é, ajustar-se aos padrões vigentes, o Evangelho do Reino provoca transformações profundas, tanto no indivíduo, quanto na sociedade.
No indivíduo, esta transformação começa pela renovação do seu entendimento, conforme lemos em Romanos 12:2. Portanto, parte do subjetivo. Sua cosmovisão é radicalmente afetada. A maneira como se vê, e como enxerga a realidade à sua volta muda drasticamente.
Ele passa a perceber-se como um pecador carente da misericórdia divina. Há uma expansão da sua consciência (Metanóia no grego,  ou arrependimento em português). Sua avaliação de si mesmo e do mundo passa a estar em linha com a avaliação feita por Deus. Suas opiniões particulares se rendem à verdade revelada na Palavra.
A introspecção inicial dá lugar a uma nova cosmovisão. Embora parta do subjetivo, não pára aí. Ao sentir-se transformado por Deus, o indivíduo é comissionado e desafiado a trabalhar pela transformação do mundo. Daí o caráter objetivo e abrangente da transformação proposta pelo Evangelho.
A injustiça imperante na sociedade começa a causar-lhe náuseas, porque seu coração agora bate no compasso do coração de Deus. E ele não se contenta a ser um mero espectador da história, mas almeja ser um agente subversivo do Reino de Deus.
O Espírito do Senhor que passa a habitar nele, o impulsiona a trabalhar pela restauração dos lugares há muito devastados pelo crime, pela injustiça social, pela corrupção, pela promiscuidade, e por tudo o que degenera o ser humano (Isaías 61:4).
A transformação desejada é precedida por um TRANSTORNO.
Transtornar é bagunçar o que está arrumado, para então estabelecer um novo padrão. Para dar uma faxina nada casa, é imprescindível que se tire as coisas do lugar.
Os discípulos de Jesus foram acusados de transtornar o mundo (At.17:6). Onde o Evangelho chegava, havia sempre uma desordem inicial, um alvoroço, como o que aconteceu em Éfeso, quando os comerciantes amargaram um enorme prejuízo por conta do culto a deusa Diana ter sido desacreditado.
Como já devem ter percebido, gosto muito de estudar a origem etimológica das palavras.
Algumas traduções trazem o vocábulo “alvoroço” em vez de “transtorno”. A palavra “alvoroço”, tem a mesma origem de “alvorecer”. Quando se tocava o clarim da alvorada no acampamento do exército romano, havia um alvoroço, que logo era seguido pela ordem matinal, com todos os soldados devidamente enfileirados.
A trombeta de Deus tem sido tocada, onde quer que o Evangelho do Reino seja anunciado. O alvoroço causado pela proclamação da verdade é o prenúncio de que a aurora está prestes a raiar.
Esta transformação deve abarcar todos os campos do conhecimento humano, e todos os setores da socieade. A cultura, a ciência, a legislação, a educação, a família, nada fica imune ao fluir do Rio de Deus. E onde quer que ele passe, tudo revive ( Ez.47:9).
A igreja de Cristo não tem o direito de represar o rio da vida. Não somos lagoas de águas paradas, infestadas de micróbios e larvas de insetos. Somos o canal por onde passam as águas do rio de Deus. Deixemos, portanto, que elas desaguem no mundo, a fim de transformá-lo.
Uma religiosidade intimista, circunscrita ao indivíduo e às suas experiências, não poderá romper com os diques. O rio de água viva prometido por Jesus, flui do nosso interior, e não em nosso interior. O interior do homem é o ambiente de onde as águas transformadoras jorram, mas não é o ambiente onde elas devem desaguar.

fonte: http://www.genizahvirtual.com/2010/10/subvertendo-as-formas-pre-estabelecidas.html

sábado, 9 de outubro de 2010

No princípio



João 1.1-14
Nós conhecemos Jesus de muitas formas, para uns ele é filho de Zeus que está pronto a castigar qualquer um que erre em algum aspecto da vida, para outros ele é o Silvio Santos dando dinheiro pra todo mundo que é fiel e não pensa muito, quem é Jesus então? Quem está certo? Como podemos saber quem é esse Jesus?
A resposta a última pergunta é a mais fácil de todas, pois a bíblia contém quatro evangelhos falando disso e mais um monte de epístolas que complementam. Sendo assim tudo o que temos que fazer para responder as outras duas perguntas precisamos ler a Bíblia conhecer o verdadeiro Jesus.
O evangelho de João é o que eu mais gosto, a linguagem e o fato de João estar bem velho quando escreveu sempre me chamaram a atenção. Este livro é mais que um evangelho, é o legado de um homem.
João começa diferente, ele começa de cima para baixo, Mateus começa falando da genealogia de Jesus até Abraão, João começa seu evangelho antes da criação (no principio era aquele que é a palavra...). A primeira definição que João dá para Jesus é que Jesus é Deus, o filho de Deus.
Jesus é luz, e não é uma luz qualquer, é uma luz que nos da certeza de onde estamos. Nele não há duvidas. É o caminho certo, é uma luz tão forte que mostra tudo que fazemos. Por isso os homens que praticam obras más não gostam dele, porque suas obras eram más.
Esses foram os que não entenderam quando um homem de aparência não tanto sociável apareceu no deserto anunciando o reino de Deus. Este homem era João Batista, testemunha da luz.
Jesus não é um homem que praticou o bem, Jesus é Deus encarnado (e aquele que é a Palavra tornou-se homem e viveu entre nós...). Interessante notar que na mesma porção que diz que Jesus é Deus diz também que ele viveu entre nós, cremos que Jesus não é um Deus ausente, distante, mas é um Deus que anda conosco, que habita com a gente, e que podemos ver sua glória.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Perdoe-me por me traíres

Hermes C. Fernandes



Uma das cenas que mais me marcaram entre todos os filmes que já assisti é a que retrata o momento em que William Wallace, protagonista de Coração Valente, descobre que aquele contra quem ele está lutando no campo de batalha é o mesmo pelo qual estava arriscando a própria vida.
Esta cena merecia um Oscar para Mel Gibson! O olhar, a maneira como ele engole a seco, a fisionomia expressando completa decepção e desolação. Simplesmente, impagável!
Só quem já foi traído por alguém por quem lutava sabe o quanto dói. É como uma espada traspassando nossa alma. Quando assisti a este filme, confesso que ainda não conhecia de perto este sentimento.
De todas as dores que Jesus experimentou, nenhuma o machucou mais do que a traição. Não apenas a traição de Judas, mas sobretudo a traição do povo para o qual Ele havia vindo ao Mundo. O mesmo povo que na véspera o aclamava na entrada de Jerusalém, agora gritava no pátio de Pilatos: Crucifica-o!
Doeu mais do que os cravos e a coroa de espinhos.
Trair quem luta por nós é trair a nós mesmos. É trair nossas convicções mais profundas, nossa consciência. Nada dói tanto quanto a traição.
E toda a traição é como um bumerangue. Um dia volta contra nós.
O traidor do filme pelo menos cai em si, e se arrepende. Há outros que sequer têm crise de consciência, porque as pessoas que o apóiam parecem indicar que ele está no caminho certo. Suas vozes de aclamação o impedem de enxergar o buraco que cavou, no qual sua própria alma se submergirá.
Não há moedas de prata, não há vantagem financeira ou qualquer tipo de prazer que compensem a dor provocada pela traição. Só quem não tem alma não percebe isso.
Há até quem consiga comemorar a traição como um grande acontecimento.
Lembro de um filme brasileiro estrelado por Darlene Glória, chamado "Perdoe-me por me traíres". Depois de sair traída por diversas vezes, a mulher vai ao encontro do seu marido pedir-lhe perdão. Geralmente, quem pede perdão é quem trai. Mas quando o traidor está com a consciência cauterizada, a melhor coisa a fazer é tomar a iniciativa e pedir-lhe perdão. Quem sabe ele caia em si e perceba o mal que fez e se arrependa.
Não se venda, não negocie com sua alma. Não faça ninguém sofrer. Não decepcione quem depositou tanta confiança em você. A menos que você se sinta preparado para encarar o olhar decepcionado de quem tanto te ama.
Pergunte a Pedro o que ele sentiu quando teve que encarar o olhar de Jesus. Você estaria preparado para reencontrar aquele a quem você traiu?
Olhe-se no espelho e pergunte a si mesmo se a imagem que você vê refletida é de alguém digno de confiança ou de alguém infiel à sua própria consciência.
Melhor que trair é ser sincero, jogar limpo, falar francamente, olho no olho, sem rodeios, sem meias palavras. Machuca muito menos que atraiçoar.
Foi isso que meu pai fez quando quis deixar sua antiga denominação. Ele convidou o líder da igreja para uma conversa franca. Eu estava lá e testemunhei a ombridade com que meu pai tratou aquele homem com quem havia caminhado por quase vinte anos. O nome disso é honradez. É assim que age quem é honrado. Tive muito orgulho do meu pai naquele dia.
Nem todo mundo tem a mesma ombridade e honradez. Há pessoas que são como serpentes, escorregadias e astutas, e em cuja língua há veneno. Deus as tratará!
E o pior de quem trai é ter que carregar um estigma pelo resto da vida.
Você colocaria o nome "Judas" em um filho? Mesmo que tenha havido outro Judas, que manteve-se fiel a Jesus até o fim, o nome tornou-se sinônimo de " traidor".
Não deve ser nada fácil carregar este tipo de estigma por toda a vida.
Jacó, mesmo depois de passar a ser chamar Israel, continuou sendo chamado de Jacó pelo resto da vida. O próprio Deus que mudou seu nome, continuou a chamá-lo de Jacó. Este foi o estigma que o patriarca teve que carregar por haver traído seu próprio irmão várias vezes.
Nunca vale a pena trair. Quem trai se torna seu próprio algoz.
Uns traem com um beijo, outros traem com um abraço, e outros com palavras e ações.
Seja fiel a Deus! Seja fiel à sua igreja! Seja fiel à sua família! Seja fiel aos seus filhos! Seja fiel à sua esposa! Seja fiel aos seus amigos! Seja fiel às suas convicções!
Se não dá pra caminhar juntos, pelo menos não traia tudo em que você disse acreditar por tanto tempo. Seja, no mínimo, fiel à visão celestial, como foi Paulo perante o rei Agripa.
N'Ele que jamais nos decepcionará, apesar dos homens...


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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Conversões, perversões e reconversões

O que é conversão? Segundo os estudiosos em teologia sistemática, especialmente os que se dedicam ao estudo da soteriologia (a parte da teologia que estuda a questão da salvação), a conversão é um evento único na vida de uma pessoa, distinguindo-se da santificação, que é um processo que leva toda a vida. A conversão é um impacto que faz o sujeito mudar sua rota, através do arrependimento e da fé. Bom, foi isso que estudei lendo Berkhof (para a tristeza dos liberais), apesar de não ter concordado com tudo o que esse teólogo escreveu (para a tristeza dos fundamentalistas).

Conversão, portanto, é um processo individual, nunca coletivo. Mas, através da conversão, o cristão é chamado a viver uma vida coletiva (a igreja), abandonando seu individualismo. Cada conversão é única, assim como é única a história de vida de cada um.

Alguns, porém, se cansam do caminho da conversão, e se pervertem no caminho, ou seja, partem para o arrependimento (do arrependimento anterior) e para a incredulidade. Alguns retornam (que teólogos chamam de reconversão), outros não, apostatando publicamente da fé um dia professada (Richard Dawkins é, talvez, o apóstata mais conhecido da atualidade).

Mas, o que dizer das instituições eclesiásticas, que muitos chamam de “Igrejas”, mas que prefiro chama-las de instituições mesmo, ou denominações, ou ainda, segundo Howard Snyder em Vinho novo, odres novos, entidades paraeclesiásticas? Será que, por carregarem pessoas cristãs, são, automaticamente, cristãs?

Penso que as instituições estão em séria crise de identidade. Apesar de nominalmente carregarem o nome do Crucificado, na prática muitas se esmeram em posicionamentos que mais se aproximam da turma de Anás e Caifás. Temos paulatinamente nos distanciado da simplicidade e objetividade do Senhor, que ensinava copiarmos os modelos das crianças e das donas de casa que acham moedas perdidas, e que tinha menos problemas com a pecaminosidade explícita de uma mulher moralmente torta que com a pecaminosidade recolhida dos religiosamente retos. Em vez disso, temos tentado emular o Grande Templo, com seus paramentos, seus pensamentos únicos e suas muitas e inúmeras regras. Tivemos a Inquisição no ramo católico do cristianismo, assim como a Bíblia nos mostra a Inquisição judaica contra Jesus e os primeiros cristãos; infelizmente temos pequenas inquisições veladas no seio protestante.

Aliás, não sei porque temos ainda esse nome. O protestantismo, de fato, nunca foi implantado aqui em toda a sua plenitude. O que veio foi uma diluição estadunidense do já diluído protestantismo que lhes foi ensinado da Europa, juntamente com usos e costumes que perduram até hoje. Muitos não usamos batina, mas o terno e a gravata cumprem a mesma função. Mas, contra o que mesmo protestamos? Contra a corrupção na política, especialmente lembrando dos panetones de Brasília? E a corrupção de nossa política interna, sem panetones mas com muitos manjares do rei? Será que temos protestado contra procedimentos escusos de gente de fora que se diz pertencer ao rebanho de Deus, quando muitos dos nossos tem apresentado os mesmos procedimentos? Por que será que o que o outro faz é condenável, enquanto que o que um dos nossos faz é palatável?

Entendo que o pecado é uma mácula individual. Mas também entendo que existe o pecado estrutural, ou seja, as estruturas, por serem feitas por gente pecadora, também padecem desse mal que desumaniza a criação de Deus. Entre outras conseqüências, o pecado estrutural estimula pastores a abandonarem suas vocações, transformando-se em meros gerentes, pois assim o mercado demanda. Também o pecado estrutural metamorfoseia o crente, fazendo-o um cliente exigente e chorão.

Enfim, é hora de conversão, ou reconversão. Não espero que as instituições se convertam. Mas espero que as pessoas de dentro dessas estruturas, incluindo aí eu e você, persigam o modelo de Jesus, tão desgastado em nosso tempo mercantilista, vil e apóstata.

fonte: Revdigão

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Caminhando e cantando...


O nosso país tem sido conhecido como um país de Terceiro Mundo, porque economicamente é um país fraco, não tem tanto dinheiro como alguns países europeus e tem muito menos renda que os nossos primos do norte, porém, tem um “evangelismo forte”, tem uma bancada evangélica na câmara dos deputados, temos hoje senadores evangélicos, temos pregadores de mídia, ou seja, é um país que podemos considerar alcançado pelo evangelho.
Minha pergunta e minha crítica estão exatamente aí, podemos considerar o Brasil um país alcançado pelo evangelho? Pela qualidade dos políticos que se declaram evangélicos podemos dizer que temos uma bancada decente na câmara dos deputados? Podemos dizer o mesmo dos senadores (alguns políticos são bispos...)? E dos pastores, podemos dizer o que?
É lamentável que tenhamos num país como o Brasil tantos maus crentes (se é que existe “crente” bom...). É lamentável que os cristãos estejam vendendo seus direitos por pratos de lentilhas. É lamentável que estejamos tão mal representados. É lamentável que quando vamos levantar a voz ouçamos pessoas dizendo “cale-se”. É lamentável o julgamento de que levantar-se contra as injustiças não seja de Deus...
O Brasil é um país que possui muitas riquezas, mas é um país de gente corrupta, e não digo somente dos outros, somos um povo corrupto. Infelizmente precisamos rever nossos conceitos e começar a repudiar os caras que estão corrompendo nosso país, os caras que estão corrompendo o evangelho, passou da hora de lutarmos por justiça, precisamos retomar o aprendizado com Deus e aprender que Deus não se agrada do que é errado.
Precisamos aprender qual a tolerância que Deus tem com os que pervertem o direito dos pobres, aqueles religiosos que trocam o ensino verdadeiro por mentiras sobre milagres. Os caras que estão vendendo pedaços do céu, vendem bênçãos, “abrem portas” para negócios, renegam o que é certo em troca de uma vida luxuosa.
Mas se o povo deseja isso, se desejam ir contra a vontade de Deus para ter uma vida material boa, que seja, que morram em sua recreação, que fiquem sem alegria, que fiquem sem a verdadeira paz, que morram na injustiça, mas não digam que não foram avisados...

terça-feira, 25 de maio de 2010


Jesus estava no auge de seu ministério, alguns diálogos interessantes ocorreram (Natanael, Nicodemos, a Prostituta Samaritana...). O mestre resolve voltar pra Jerusalém, para uma festa dos judeus, ou seja, uma festa de gente de classe, afinal não era festa de samaritanos ou galileus, era de judeus, os caras de sangue azul. Jesus não simpatizava muito com gente rica, mas vai por razões contrárias ao comum (como sempre).
A cidade em festa, mais ou menos como Ji-paraná em tempo de exposição, e no meio de gente em festa Jesus vai ao poço de betsaida, você já parou pra pensar em como era o lugar? Alguns detalhes ajudem a pensar um pouco: gente sem tomar banho a décadas (que fazia o cheiro ficar interessante), doente de toda espécie, macas para todos os lados, feridas expostas, leprosos com chagas abertas, etc.

Jesus vai até essa realidade (esquecida pelos grandes da cidade), Jesus vai até os caras que ninguém iria, chegando ali havia uma lenda sobre o tanque de betsaida: um anjo mexia as águas de tempo em tempo e curava o primeiro que ali chegasse. Ninguém pede a Jesus que os cure porque estavam esperando por uma lenda urbana, um mito judaico, mas eles acreditavam.
Jesus chega até ali e contempla um homem que a vida inteira esteve ali à espera de um milagre, um homem que não tinha esperança nenhuma que caminhar mais, que devia estar esquecido dos parentes e que foi jogado ali por alguém que não queria mais ajudá-lo, Jesus olha pra esse cara.

Jesus vê mais que um paralitico, Jesus vê um homem derrotado, um cara sem esperança que não tinha como levar uma vida decente num lugar daquele, porém, com grande potencial pra caminhar com Jesus, mas como fazer isso sendo que ele era paralitico e não andava? Jesus sempre dá um jeito.
Há um obstáculo, o homem não esta preso somente à sua doença, o homem está preso num mito que contaram a ele e sua crença nisso é tão forte que ele chega a afirmar que já aconteceu, como convencer esse cara de que ele deveria se desfazer disso pra seguir o Mestre? Jesus sempre dá um jeito.
Jesus pergunta ao homem se ele quer ser curado e tudo que houve é uma resposta baseada na possibilidade humana, mas a questão é que Jesus não trabalha baseado no que podemos fazer, para Ele não importa o que podemos fazer, mas sim o que Ele pode fazer através de nós. Jesus então ordena que este homem se levante porque quem esta diante dele é o próprio Deus encarnado.
Jesus hoje não quer saber onde é a festa ou quem foi convidado, Ele quer saber onde estão os que precisam dele e podem ser instrumentos de Sua Vontade, aqueles caras que podem fazer alguma coisa pelos outros mas que estão impossibilitados por alguma razão, Ele também não quer nos ver presos por limitações físicas ou em mitos que alguém contou pra gente pra nos fazer acreditar em algo legal. Jesus quer alcançar aqueles que Ele precisa, aqueles que precisam dele.

Entre prostitutas e oficiais...


João 4.32-51

Jesus desceu de volta a sua terra mesmo acreditando que não teria honra ali, pois os seus conterrâneos não acreditavam nele. Sua rotina tinha sido meio diferente, ele tinha transformado a água em vinho numa festa de casamento, depois desceu pra uma outra festa em Jerusalém e chegando lá causou uma confusão na igreja, fazendo uma anarquia contra o capitalismo selvagem dos caras que diziam que eram servos de Deus, recebeu um fariseu e discutiu com o cara, que não aceitou o fato de que tinha que nascer de novo e por último tinha passado dois dias na casa de uma prostituta samaritana (pra um judeu, duas coisas que eram imundas sozinhas, juntas, eram a pior coisa que eles poderiam imaginar) ensinando uns caras desajustados a adorar (entre outras coisas).
Quando Jesus voltou os galileus estavam meio com medo do que ele podia fazer, então receberam Jesus de forma agradável. Um oficial do rei, tipo secretario de obras, educação ou alguma coisa assim, soube que Jesus estava por ali, sabendo que Jesus podia curar ele chega com a autoridade de um oficial. E Jesus responde com a autoridade de um revolucionário: não vou porque tu não acreditas em mim. As coisas mudam e o homem baixa o tom com Jesus: Senhor, desce antes que meu filho morra. Jesus não vai, mas faz a cura.
Tem umas coisas que estão bem claras no capitulo quatro, mas vamos falar delas mesmo assim. O capitulo quatro traz duas cenas de Jesus conversando, mostra duas pessoas que foram até ele, mostra duas pessoas que precisavam dele. As semelhanças acabam aí, vamos falar das diferenças.
1.Na primeira cena a pessoa que vai até Jesus não sabe quem Jesus é porque não conhecia Jesus, na segunda o homem sabia da fama de Jesus e vai até Jesus porque sabia da fama de Jesus.
2.Na primeira cena a pessoa que vai até Jesus é uma prostituta acabada e sem honra pela vida “mundana” que levava. Na segunda cena o homem é oficial do rei, alguém com influencia política e um homem de bem.
3.Na primeira cena a mulher quer a presença de Jesus, acredita nele só pelo que ele fala. Na segunda o homem acredita em Jesus só pelos milagres que ouviu que Jesus fez.
4.Na primeira cena Jesus passou dois dias na casa da mulher, na segunda Jesus nem foi a casa do homem.

Jesus não esta interessado em quem nós somos como pessoas ou sobre nossa influencia política. Jesus não se importa se temos pecados, Ele sabe que temos pecados. Jesus não se importa com nossa fama antes dele chegar até nós porque as coisas mudam quando Ele chega.
Jesus olhou naquele cara com o filho doente e viu que ele precisava de Jesus tanto quanto aquela mulher a beira do poço, mas Jesus viu uma diferença enorme entre os dois. Para a mulher, bastava a presença de Jesus, para o político, importava mais o que Jesus podia fazer do que quem Jesus é.
Jesus hoje, assim como naquele dia da conversa com aquele político, não está tão ligado a posição social que temos ou a importância que algum homem nos dá, Jesus quer saber o que a gente quer dele.

DIÁLOGO COM UMA PROSTITUTA SAMARITANA


Havia uma tensão muito grande entre os samaritanos e os judeus nos tempos de Jesus. Os samaritanos ainda declaravam sua fé nos cinco primeiros livros do Antigo Testamento, embora tivessem se afastado das preciosidades do resto do Antigo Testamento e consideravam-se filhos de Abraão, embora praticassem uma religião sincrética cheia de paganismo, crenças e práticas ocultistas, os samaritanos provocavam tanta repulsa nos judeus, que estes raramente passavam em seu território, e quando o faziam, não era incomum que fossem detidos e agredidos simplesmente por terem entrado em Samaria.
Quando Jesus transferiu seu ministério para a Galiléia, decidiu que atravessaria Samaria, ao invés de evitar a região. Durante o percurso, ele se assentou a beira do poço de Jacó para descansar enquanto os discípulos foram à cidade comprar o almoço. Ele ainda estava descansando quando uma mulher samaritana chegou para tirar água do poço. Não sabemos qual era seu nome, mas sabemos que tinha uma má reputação. Ela era a suja e desgastada prostituta da cidade, que depois de ter passado por cinco casamentos fracassados não tinha outro recurso a não ser o de viver amasiada, trocando sexo por casa e comida.
Ela não disse uma palavra a Jesus, provavelmente por achar que um rabino judeu não estaria interessado em bater papo com uma mulher como ela. Ela havia chegado ao poço sozinha, no calor do meio-dia, porque sabia que as senhoras de respeito, que se reuniam mais cedo, quando o dia estava mais fresco, para tirar água e fofocar, a receberiam tão bem quanto a Ku Klux Klan receberia Malcon X em uma de suas reuniões.
A historia da uma virada surpreendente quando Jesus se dirige tranquilamente a ela e diz: “a senhora poderia me dar um pouco de água para beber?” Apanhada de surpresa, a mulher fez uma cara de que não estava entendendo nada e ficou ali parada, olhando para Jesus, boquiaberta, de tão chocada, porque, pelos padrões culturais do local, os homens não se dirigiam as mulheres, o judeus não mantinham contado com os Samaritanos e um bom rabino não se aproximaria de pecadores pervertidos. Mas Jesus é santo, o que simplesmente significa que Ele é diferente sem ser pecador, por isso mesmo Ele dirigiu-se a ela gentilmente, para pedir-lhe um favor, como se ela fosse sua amiga.
Os viajantes, naquela época, sempre carregavam um odre de água, mas os companheiros de Jesus aparentemente tinham levado tudo com eles para a cidade, deixando Jesus impossibilitado de tirar água. Por isso Jesus pediu um pouco do vasilhame que ela carregava. O ato de beber do vasilhame da mulher já seria considerado uma atitude pecaminosa, suja e ritualmente impura pelos judeus, desse modo, o pedido de Jesus, mesmo que não constituísse uma violação das Escrituras, por si só já contradizia o dogma moral da religião.
Com muita maestria, Jesus lança mão da água para falar com a mulher sobre salvação – ou sobre a água viva que limpa – dada por Deus. Numa sabia tentativa de expor seu pecado e sua necessidade do perdão de Deus, Jesus pede que primeiro ela vá a sua casa chamar seu marido antes de dar-lhe a água viva, ela responde com uma meia verdade, dizendo que não tem marido. Jesus então especifica seu pecado, dizendo que ela já havia tido cinco maridos, mas agora estava vivendo em pecado, com um homem com quem não era casada.
O ato de dar nome ao pecado da mulher provocou a virada na conversa, porque então a mulher reconheceu que Jesus era um profeta que merecia seu respeito, por isso ela passa a chamá-lo de “senhor”. A conversa então estava começando a fazer sentido para ela, porque os samaritanos esperavam não pelo messias, mas pelo profeta prometido, que seria como Moisés.
Em seguida, a mulher quer saber a opinião de Jesus sobre o ponto divergente que distinguia teologicamente a sua religião, raça e adoração, da dos judeus. Para onde ela deveria se dirigir para confessar seu pecado e se reconciliar com Deus? Será que devia ir ao templo dos samaritanos, perto dali, no monte Gerizim, ou teria que viajar até o templo de Jerusalém?
A resposta de Jesus foi nada menos que o primeiro tiro da revolução que continua desde então. Sua resposta objetiva pôs fim a questão da adoração, tanto dos samaritanos quanto dos judeus, em favor da adoração que requer não apenas uma tradição e ritual exteriores, porém algo mais importante, que é a verdade e a espiritualidade interior, das quais Deus se agrada. Jesus afirmou que o Pai estava sempre procurando adoradores e que Ele daria a verdade ao povo, ao enviar o Espírito Santo para ensiná-lo a adorar e que por causa da vinda do Espírito, ninguém precisaria ir mais a nenhum lugar sagrado ou templo. Ao invés disso, poderíamos adorar a Deus em qualquer lugar e em todo lugar, se déssemos as costas ao pecado para recebermos o Espírito, que passaria a habitar em nós e, desse modo, tornaria o nosso corpo (inclusive o desta mulher, que provavelmente, naquele instante cheirava a homens e bebida barata) em um novo templo, habitado pela presença de Deus.
A palavra que Jesus usou para adoração significa literalmente “inclinar-se para beijar”. Em Jesus, Deus jogou um beijo metafórico da sua graça para esta prostituta acabada e propôs um contrato de amor que, diferente de todos os que ela havia experimentado, duraria para sempre. Como era previsível, a mulher estava tão chocada que ficou imediatamente sóbria, e, desejando um coração profundamente desejoso de perdão e compreensão, disse a Jesus que esperava ansiosamente o dia em que Deus chegaria como o Cristo-Messias e lhe explicaria todas aquelas coisas. Olhando no fundo de seus olhos lacrimejantes e provavelmente fazendo uma pausa silenciosa antes de falar, Jesus simplesmente declara “eu mesmo, que estou aqui, falando com você, o sou”.
Caso não estejamos vendo a magnitude daquele momento, repare que este é o único lugar no evangelho de João em que Jesus declara ser o prometido Messias do Antigo Testamento. Ele reservou essa grande revelação não para os grandes professores dos seminários ou para os pastores titulares das megaigrejas, mas para a mulher que ele veio cortejar espiritualmente, à beira de um poço solitário, sob o calor do sol do meio-dia. Jesus revelou o pecado da mulher ao colocar o dedo no pedaço mais sujo e marcado de sua alma, que cheirava a morte, inferno e pecado. Ele limpou tudo, curou e perdoou e ainda preencheu com a graça e o Espírito Santo, como só ele poderia fazer.
Ao nascer de novo, a mulher decidiu recomeçar sua vida, o que caracteriza a essência do arrependimento. Ela saiu em disparada na direção de Sicar, porque estava cheia de novidades para contar. Ela falou para quem quisesse ouvir que tinha sido uma mulher má e doente, controlada pela solidão e perversão, mas que tudo mudou quando encontrou Jesus. Podemos imaginar a expressão das pessoas, inclusive de vários homens, que provavelmente já haviam visto ela despida, mas que nunca a tinham visto coberta de retidão. Como primeira evangelista do Novo Testamento, ela estava fazendo um trabalho missionário dentro de sua cultura, levando as pessoas a Jesus para que recebessem salvação e vida.
Muitos idólatras, heréticos e marginalizados, vieram a crer em Jesus através do testemunho dessa mulher, pessoas que conseguiram enxergá-lo perfeitamente como Salvador de todas as nações da terra, por causa de uma vida transformada. Então eles convidaram Jesus a estar com eles como amigos na pecaminosa Sicar. E Jesus ficou mais dois dias, ensinando e vendo muito mais gente ainda crer.

Extraido do livro Reformissão de :Mark Driscoll

Reflexões sobre a morte de Dio


Na semana passada, morreu o cantor Ronnie James Dio. Para muitos, um desconhecido. Mas, para quem gosta de rock, principalmente heavy metal, sabe que Dio era simplesmente o cara. Com uma carreira extensa, começando com a banda Elf, seguindo depois para o Rainbow de Ritchie Blackmore, sua fama explodiu mesmo quando substituiu Ozzy Osbourne no Black Sabbath. Saindo da banda, montou uma que levava seu nome, gravando com muita gente em projetos paralelos. Para quem não sabe, gravou até mesmo com Kerry Livgren, guitarrista do Kansas que se converteu e montou a banda AD. Dio pode ser achado no CD de Livgren Seeds of change, cantando To live for the King. Uniu-se novamente aos antigos companheiros do Sabbath, no projeto Heaven and Hell. Ficou famoso também por ter popularizado o sinal do chifrinho que, segundo ele, aprendeu com sua avó italiana, como um modo de se proteger contra o mau-olhado. Nos anos 80, inspirado pelo USA for Africa, monta o projeto Hear’n’Aid, para levantar fundos para o combate à fome naquele continente. Testemunhas dizem que Dio era um sujeito sempre cortês e gentil. Um gentleman, sem afetações e chiliques de estrelismo, tão próprios de rockstars. Um bando de lunáticos de Westboro, Estados Unidos, quer fazer um protesto no enterro de Dio.
O que me faz meditar não é sua longa carreira (morreu com 67 anos) e nem sua incrível potência vocal. O que me faz meditar é o paradoxo entre a cortesia de Dio em vida e a imbecilidade de Fred Phelps, mentor da “Igreja” (sic) Batista de Westboro, mentor do protesto anti-Dio. Também fico meditando como um homem pretensamente ímpio, como foi Dio, teve uma atitude perante a vida muito mais digna que muitos de nossas estrelinhas, starlets e wannabes gospelentos – recentemente, conversando com um irmão, ele me contou que certa cantora gospel cobrou R$ 30.000 para vir cantar em sua cidade. E o que fica pior, segundo esse mesmo irmão, é que tal cantora, assim como outros cantores gospel, não veio somente em sua cidade, mas fez uma pequena turnê em algumas cidades de Rondônia. Sempre cobrando 30 pilas em cada local. Bom, pelo menos ela não veio cantar usando playback, como alguns cantores que conheço, e que logo, logo, despontarão para o anonimato merecido…
Ou seja, Dio cantava sobre magos, bruxos, dragões, essas coisas. Nossos cantores gospel cantam sobre um deus que dá vitória em qualquer situação, já que foi “provocado” em seu sistema de freios e contrapesos cósmico – as famosas, e até hoje inexplicadas, leis do mundo espiritual. A semelhança que vejo entre Dio e nossos cantores gospel é que magos, bruxos, dragões e um deus obrigado a dar vitória pertencem à mesma categoria literária: ficção. Mas, infelizmente, Dio, o homem ímpio, teve uma vida muito mais impactante que muito “ministro” gospel. Duros os nossos dias!
fonte: http://revdigao.wordpress.com/author/revdigao/

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Orar é conspirar

Hermes C. Fernandes


“Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda piedade e honestidade.” Paulo em 1 Timóteo 2:1-2

Parece que eu posso ouvir o apóstolo Paulo alterando o seu tom de voz, para tornar enfática a sua exortação. Se quisermos ter uma vida sossegada, tranqüila, precisamos gastar mais tempo diante do Trono, intercedendo por aqueles em quem Deus tem investido autoridade. Não se trata aqui de algo banal, ou de importância secundária. Paulo tratou disso como prioridade para o povo de Deus. “Antes de tudo”, troveja Paulo. Qualquer medida adotada por eles pode afetar em cheio nossa vida e das pessoas que amamos.

Quem é que cumpre à risca esse mandamento hoje em dia? Quem é que está preocupado em orar pelos governantes de nossa pátria? Poucos são os que se entregam a tão honrosa atividade. É mais fácil criticar, caluniar, difamar, do que simplesmente orar.

Orar está longe de ser uma atividade alienante. É, em vez disso, uma atividade altamente subversiva. Orar é conspirar!

É claro que, no exercício de nossa cidadania, temos o direito de criticar, discordar, e até protestar contra alguma arbitrariedade, ou injustiça praticada por nossos governantes. Porém, precisamos exercer também a nossa cidadania celestial, orando por eles, para que Deus lhes conceda a sabedoria necessária para cumprir a contento o seu mandato.

Orar também é denunciar toda injustiça perante o Juiz e Rei de toda a Terra.

Convém lembrar que as autoridades constituídas, quer sejam crentes ou não, são ministros de Deus (Rm.13:1-7). É Deus quem as constitui, como também é Ele quem as depõe.

Devemos orar para que homens de bem sejam elevados à posição de destaque dentro do cenário político brasileiro. Precisamos ter gente comprometida com os valores do Reino de Deus ocupando lugares não apenas no poder executivo, mas também no legislativo e no judiciário. Não me refiro a crentes, mas a pessoas que, independente de seu credo, vivam a práxis da justiça e da verdade.

Que Deus levante homens e mulheres como José, Daniel, Moisés, Ester, Débora, Gideão, e tantos outros, para conduzir nosso país a um tempo de paz, prosperidade e desenvolvimento.

Não podemos deixar de orar também pelas autoridades médicas e científicas; sobretudo, por aqueles que estão envolvidos em pesquisas de novos remédios para o combate ao câncer, a Aids e a outras pestes que assolam a humanidade. Muitas das novas descobertas científicas surgem por insight. Depois de anos de pesquisa, de repente, alguém tem uma idéia genial, e resolve fazer experimentos em laboratório, até concluir que aquele insight era o que faltava. Estou certo de que é o próprio Deus, que pela Sua graça comum, assopra aos ouvidos dos cientistas, para que encontrem as respostas que buscam.

Oremos também pelas autoridades militares e policiais que velam pela manutenção da paz , e pela soberania do estado brasileiro.

Oremos por aqueles que tem nas mãos o que hoje é chamado de “o quarto poder”: a mídia. Os donos de concessões de televisão, de revistas, jornais, sites, como também os jornalistas, os apresentadores de TV, os radialistas, os escritores seculares, os autores de filmes e novelas, os formadores de opinião em geral, devem figurar na pauta de nossas orações.

E por fim, jamais deixemos de rogar a Deus em favor das autoridades eclesiásticas. Cada pastor, bispo, sacerdote, deve ser alvo de nossas constantes orações. Mesmo que discordemos de alguns deles em sua doutrina, ou na ênfase de seus ministérios, não temos o direito de agirmos com negligência, deixando de orar para que Deus os ilumine o entendimento, e lhes conduza pelas veredas da justiça e da verdade (Col.4:3).
 fonte: Genizah

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Águia e a Cobra



Hoje assisti in loco a um duelo entre uma águia e uma serpente. Fui levar minha esposa ao trabalho, e na volta, enquanto aguardava o sinal abrir, eu, minha filha Revelyn e meu sobrinho Pedrinho assistimos à cena inusitada. A águia veio descendo velozmente com as garras projetadas para frente, e quando pousou sobre a serpente, foi recebida com um bote. A luta continuou depois que o sinal abriu e não sabemos o resultado. Presumo que a águia tenha vencido, como geralmente acontece. É muito difícil para uma cobra, mesmo peçonhenta, resistir ao poder das garras daquela ave.
Águias e serpentes são abundantes aqui na Flórida. Recentemente, nosso quintal recebeu a visita de uma cobra. Mas desde que flagrei uma águia pousada no mesmo lado onde avistamos o tal réptil, nunca mais a cobra deu o ar de sua graça. Provavelmente, virou comida de águia.
Assistir àquele embate me fez passar o dia refletindo.
A cobra é um réptil rasteiro de sangue frio, enquanto a águia é uma ave de sangue quente que voa em alturas inatingíveis para qualquer outro animal. Enquanto a cobra troca de pele, a águia troca sua penagem. O poder da águia está na envergadura de suas asas e na força de seu bico e suas garras. Já o poder da serpente está em seu veneno.
Enquanto o povo de Deus é desafiado a ser como uma águia, renovando constantemente sua força em Deus, os ímpios são comparados à prole da serpente. As Escrituras cristãs estão repletas de imagens que sugerem esta comparação.
A águia é símbolo de renovação, de confiança, de destreza, de majestade. Mas a serpente é símbolo de traição, de astúcia, de malignidade.
A serpente é traiçoeira e mantém-se sempre escondida. Seu bote sempre acontece sem aviso prévio, com exceção da cascavel com seu chocalhe. Já a águia avisa que está chegando desde que avista a presa, dando-lhe chance de escapar. O som que emite, juntamente com a envergadura de suas asas, não a deixam passar despercebida.
Os hipócritas e traidores são verdadeiras serpentes que trocam sua pele de acordo com a conveniência. Esperam a hora certa de dar o bote. São calculistas e frios. Ainda que pareçam agir pela emoção do momento, suas atitudes são planejadas e têm como objetivo derrubar quem está em seu caminho. Trocam seu discurso como a serpente troca de pele.
Os visionários são como águia, capazes de vislumbrar o futuro. Mesmo quando pegos de surpresa pelo bote da serpente, não recoam, mas mantém os olhos fitos no alvo. Renovar as penas não é como trocar de pele. O discurso continua o mesmo. Antes de ser leal aos que o cercam, é fiel à visão que Deus lhe deu. E justamente daí vem sua lealdade para com aqueles que nele confiam. Ser fiel a Deus e leal aos amigos acaba resultando numa consciência tranqüila e forças renovadas.
Fonte: Hermes Fernandes

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Confissões de uma (ex) esposa de pastor


Confissões de uma (ex) esposa de pastor
 Ele disse um dia: em primeiro lugar está meu ministério.

Senti-me traída, a mais traída das mulheres. Posso até “competir” com outra mulher, outros lábios, outro corpo, outros abraços, outros beijos e ganhar (ou perder) a batalha. Mas com o “ministério” é demais pra mim. Foi pior que vê-lo na cama com outra.

Claro que se ele dissesse "Deus está em primeiro lugar na minha vida" eu aplaudiria e ficaria feliz, mas ministério não é Deus, e esse é o problema de muitos líderes, que confundem trabalho, atividade, serviço, com relacionamento com Deus. Lastimável!

Aos poucos, ele foi demonstrando essa preferência. Eu não estava mais na sua listinha de prioridades, nem eu, nem os filhos. Somente o ministério importava, por ele daria a vida, era algo quase insano, doentio. “Que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua família?”

De forma progressiva, suas atitudes foram se tornando agressivas e incoerentes, pois como alguém que viajava pelo mundo falando do amor de Deus não conseguia de fato amar sua própria família? Primeiramente, vieram agressões verbais, depois as físicas, a mim e aos filhos. Nada que questionasse ou desvalidasse seu ministério poderia ser refutado ou contrariado. Ele reagiria com unhas e dentes. A família não importava mais, somente seu belo e frutífero ministério.

E assim segui... fingindo por 18 anos para todos e pra mim mesma que tudo isso era normal, e que para não envergonhar o ministério (dele), eu deveria aceitar calada a situação.

Ah! Mas como Deus me ama... Me ama tanto que foi ele mesmo que disse: “Filha: chega disso!”

Foi então que liberei o tão dedicado pastor e missionário de seu jugo de ter uma família. Agora ele deve estar feliz sozinho “servindo ao Senhor”.

Seguimos eu e meus filhos rumo ao centro da vontade de Deus, que é perfeita e agradável. Um Deus que ama e que não deixa seus filhos sofrerem além do que podem suportar.

Sim, eu fui traída. Sim, ele cometeu adultério. Adulterou com o próprio ministério, em nome de Deus, destruindo a própria família. Eu já o perdoei, mas acho que nunca vou entender...

por motivos óbvios, a identidade da autora do texto será mantida em sigilo.

Fonte: Pavablog

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Dr. David Acuna - A Crucificação | Uma Perspectiva Médica



depois de ver este video pense no que Jesus significa pra voce

Eu ainda creio no homem...


Eu ainda não perdi a fé no ser humano.
Não nele, em si mesmo, porque não seria louco para tanto, mas pelo que Deus pode fazer nele e através dele.

Assim, eu ainda creio até mesmo nos cristãos, a despeito do que têm virado, tentando viver a vida, não alicerçados nos valores do Evangelho, mas nas loucuras perversas do nosso século.

Creio ainda na igreja, por extensão (não a organização, a estrutura,... mas na comunhão dos que crêem na cruz) ainda que vez por outra, essa caia na tentação e deixa de chorar a dor do pobre e do necessitado e assim, deixa de ser ovelha e passa a ser o lobo, como diria o meu amigo Caio.

Creio nela, mesmo que também ceda à tentação de oferecer ao mundo o mais perverso dos hospitais onde o doente não pode compartilhar as suas maleitas (como afirmou o Ari) e que, antes de chorar com os que choram, oferece-lhes o seu juízo e, por isso, não cure mais. A essa igreja que ora pela cura dos enfermos, por milagres e pelo que é extraordinário, mas não por amor do que sofre, mas para se ver livre de trabalho e aborrecimento.

Creio ainda nos pastores e líderes todos (meus colegas) que têm-se vendido, pregando e dizendo coisas que Cristo nunca pregou ou ensinou e, ao invés de dar a sua vida pelas ovelhas, comem da sua gordura, vestem-se com a sua lã e, com ela, constroem palácios e impérios em honra deles próprios.

Creio ainda nos políticos bandidos que vendem o moral da nação, nos juízes que ajuízam para o seu próprio bem, vendendo o direito e nos trabalhadores que, ao invés de servirem, querem e vivem só pelo salário que ganham.

Creio ainda no que Deus pode fazer neles e através deles, porque o poder de Deus, aquele que levantou Jesus da morte, ainda está ai, a agir e a transformar gente imprestável, pessoas inúteis, combustíveis do inferno, em instrumentos de justiça e promotores do amor celeste.

Se Ele não poupou o Seu próprio filho, como parte do projeto de criar novos céus, nova terra, como Deus não poderia ainda transformar ainda hoje a criatura?

Justamente, por esse motivo, não comemorei, pelo contrário, a condenação dos Nardoni, como também não comemorei o assassinato covarde daquela pobre menina. Definitivamente, não consigo fazer como enrredo de novela, onde o ruim, o perverso, nasce e morre assim, sem chance de outro script. Olhando para a minha própria história, não dá.

Creio ainda no que Deus pode fazer no mortal, pois hoje o dia todo, pensei em como Deus tem agido na minha vida - a despeito de tudo aquilo que sou - e em como, Ele ainda não acabou comigo.

Por essas coisas, o que mais tenho me recusado a fazer, é ver as pessoas como elas são - só homens - e visto o que pode o Alto, agindo neles.

Como aliás foi com o adúltero e irresponsável pai de família Davi, o religioso assassino Paulo, ao vacilante Pedro e tantos outros...

Continuo a amar o errado, mas a odiar o erro.
A amar o profeta, mas julgando a profecia, com rigor e cuidado. Sem medo. E sem querer destruí-lo, porque ainda creio naquilo tudo que Deus pode fazer em cada um de nós.

"Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." 2 Co 5:16,17
fonte: Rubinho

terça-feira, 30 de março de 2010

Stryper e a patrulha de plantão


A primeira banda de música cristã (não gosto do rótulo “evangélica”, e música “gospel” simplesmente é outro gênero, nada a ver com o que é chamado de gospel no Brasil) que ouvi foi Stryper. Conheci a banda antes mesmo da minha conversão, e achava interessante quatro caras cabeludos e maquiados cantarem coisas de Deus e soltando gritinhos de “aleluia”. Era o auge do glam metal, em meados dos anos 80. É, sou meio dinossauro.

Stryper acabou e voltou. Tive a oportunidade de vê-los ao vivo em Belo Horizonte. Um dos melhores show que já assisti, com certeza.
Stryper sempre foi alvo de controvérsia. No começo eles eram combatidos por (a-ham…) Jimmy Swaggart, que os acusava de jogarem pérolas aos porcos, numa referência à distribuição de bíblias no show. Foram questionados em relação à fé, por causa das roupas de palco e do som.

Agora vem uma notícia que, com certeza, atiçará o patrulhamento: Stryper gravará um disco só com covers de bandas seculares. Gravarão músicas de Iron Maiden (horror!), Kiss (horror!!), Queen (horror!!!), Judas Priest (horror!!!!), entre outros. Posso sentir o cheiro das tochas sendo acesas.

Sou um cristão protestante há exatos 22 anos. O que me entristece é que a mediocridade e o farisaísmo gerais crescem na proporção inversa do meu envelhecimento. Os evangélicos (com as exceções de praxe) são marcadamente superficiais, fúteis, irrelevantes e egocêntricos, quando deveriam trazer uma mensagem profunda, impactante, relevante e altruísta. Medimos a vida do outro com base em nossa expectativa de satisfação egoísta. O espelho virou molde. Preocupam-se com a estética, e pouco se importam com a ética.

Como disse alguém que ainda não descobrimos quem foi, devendo já ser mestres em razão do tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido. Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança; mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal (Hb 5.12-14).

Pois é. A falta de intimidade com a Palavra gera pessoas que afirmam que a oposição a seus “negócios” é fruto de “inveja”, como disse certa vez Marco Feliciano. Essa mesma falta de intimidade gera os necessários seguidores/consumidores/tietes desse tipo de gente, que confunde ministério com carreira e negócio. E, para finalizar, essa falta de traquejo faz com que pessoas impliquem com outras por gravarem músicas seculares, mas fazem ouvidos de mercador para as idiotices proferidas pelas estrelas gospel do momento.

fonte: blog do Digão

quinta-feira, 25 de março de 2010

Deus Definitivamente não Escolhe Capacitados


Eu sou um cara cheio de defeitos e até mesmo penso que não sou bom pra fazer a obra de Deus, pois um dos meus defeitos é não gostar de vários tipos de pessoas a quem eu deveria amar. Sou underground e lidero um ministério voltado pra evangelismo nessa área (Metal Discípulos), não sou muito social e meus defeitos atrapalham o movimento que eu mesmo comecei e que levo na força que Deus me deu.

Sou sozinho na parte prática da coisa e isso faz eu não gostar das pessoas que poderiam estar me ajudando e não estão e de várias pessoas que envergonham a cena do metal cristão em minha região, faz também com que eu ofenda algumas pessoas que, na minha opinião, envergonham o evangelho e a cena underground.


Confesso meus defeitos, não são poucos e talvez faça você (que está lendo esse texto) se sentir mais santo. Vejo gente mais talentosa que eu por todos os lados, vejo esses caras se dando bem e vejo que Deus realmente distribui dons a cristãos e não-cristãos. Gosto não somente de música dita “cristã”, mas sou de uma igreja e família de pessoas que tem a mentalidade de que crente só ouve musica “de crente”.


O que é então música de crente? Música boa? Se a resposta é sim então uma lista com bandas e cantores que um cristão pode ouvir com certeza não teria André Valadão ou Cassiane e no lugar deles eu facilmente colocaria Zé Ramalho e Iron Maiden.


Sou grato a Deus pela minha vida e por ser um cristão, sou grato por que Deus me escolheu mesmo esse cara cheio de defeitos, sem talento, chato, enfim (não vou me queimar totalmente aqui também). Sou mais grato ainda quando vejo músicas extremamente profundas que mostram como alguém pode ser talentoso para a música e conquistar todo mundo.


Gosto muito de heavy metal, gosto de hard rock também, ultimamente tenho ouvido a banda Scorpions e vejo que os caras são bons compositores e ótimos tocando o que escrevem também, o vídeo abaixo é uma música que acho das melhores, independente de considerarem cristãos ou não.





Segue também a tradução da musica.

Wind os Change

Eu sigo o Moskva
Até o Parque Gork
Ouvindo o vento de mudança
Numa noite de verão de agosto
Soldados passando
Ouvindo o vento de mudança
O mundo esta rodeado
Você já pensou,
Que nós poderíamos ser próximos como irmãos?
O futuro está no ar
Eu posso sentir em todo lugar
Soprando com o vento de mudança
Me leve na mágica do momento
Na noite gloriosa
Onde as crianças de amanha sonham (sonham)
No vento de mudança
Caminhando pela rua
Memórias distantes
São enterradas para sempre no passado

Eu sigo o Moskva
Abaixo do Parque Gorky
Ouvindo o vento de mudança
Me leve na mágica do momento
Na noite gloriosa
Onde as crianças de amanha compartilham seus sonhos (compartilham seus sonhos)
Com você e comigo (você e eu)
Me leve na mágica do momento
Na noite gloriosa
Onde as crianças sonham (sonham)
Os ventos de mudança sopram diretamente
Dentro da face do tempo
Como uma tempestade de vento que vai tocar
O sino da liberdade pela paz da mente
Leve sua musica balalaika
Que minha guitarra quer dizer
Me leve na mágica do momento
Na noite gloriosa
Onde as crianças de amanha compartilham seus sonhos (compartilham seus sonhos)
Com você e comigo (você e eu)
Me leve na mágica do momento
Na noite gloriosa
Onde as crianças sonham (sonham)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Hipocrisia NÃO


Diariamente vejo exemplos de hipocrisia em todos os lugares, vejo gente que só quer honrarias e seus nomes nos primeiros lugares nas listas de agradecimentos, só não vejo tais nomes em lista nenhuma de cooperação, não vejo tais pessoas prestando ajuda a quem precisa, não vejo esses hipócritas fazendo nada por ninguém.

A pergunta é bem simples: vou agradecer PELO QUÊ?
Algumas coisas na vida tem que ser combatidas, favoritismo é a primeira delas, puxar o saco, bajular, paparicar são coisas que Deus abomina.
Gente que gosta de que os outros estejam a seus pés, gente que quer estar em primeiro lugar sempre.

Dói no coração ver gente querendo fazer isso com Deus, acho que Deus tem muita paciência com a humanidade, pois em Seu lugar eu seria destruidor com pessoas assim.

É muito comum ouvir de um hipócrita frases como: “eu não sou assim!”, “eu não faço isso”, “minha banda é melhor (tenho que falar do time dos metaleiros também, ao qual eu faço parte)”, “nós fazemos assim”. São frases normais que ganham uma ênfase idiota na boca de um hipócrita. É assim que eles parecem inocentes e vitimas, é assim que enganam a muitos, eu já fui um hipócrita e sinto que as vezes ainda sou, já fui vitima e espero não ser mais, sei como é idiota um hipócrita porque me sinto um idiota só de lembrar como era e as nas vezes em que essa herança maldita ainda da sinal de vida dentro de mim.

Chega, acho que pra certas coisas temos que ser invulneráveis, chega de tolerância com esses caras abusando do poder que tem, seja esse poder algo grande ou não.

Chega de tolerar o falso evangelho, o falso underground, a falsa autoridade, a falsidade em áreas que me afetam, acho que se todo mundo tiver essa atitude a hipocrisia acaba ou enfraquece. Tenho dito.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Honestamente - Stryper

tem certas pessoas que sao diferentes e sao diferentes pra nós conhece-las
pois chegam e ocupam um lugar especial em nosso coração
são amigos, se tornam irmãos...
trago essa musica de minha banda cristã (uma das poucas que considero cristã) favorita
a musica foi feita como um dialogo entre Deus e um filho Seu,
mas quero descrever minha amizade por você dessa forma também Sib flor do campo




Honestamente, eu acredito em você
Você confia em mim?
Pacientemente, eu estou ao seu lado
Eu estarei ao seu lado fielmente
   
E através dos anos
Eu serei um amigo
Sempre e eternamente
   
Me chame e eu estarei lá por você
Eu sou um amigo que sempre será verdadeiro
E eu te amo, você não vê?
Que eu posso dizer "Eu te amo" honestamente
   
Chame a mim e Eu estou lá por você
Eu sou um amigo que sempre será um verdadeiro
E meu amor por você, você não pode ver
E eu amo você honestamente
Eu nunca trairei sua confiança em mim
E meu amor por você, você não pode ver
Mas o que Eu posso dizer é que amo você honestamente



abaixo  segue o video com a musica 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Jesus e a Hipocrisia da Religião.


João 3.1-21
Lendo o texto do encontro de Jesus com Nicodemos pude reparar algumas coisas que me mostraram como um religioso pode ser falso.
A primeira delas foi o fato de Nicodemos ir ver Jesus de noite, muitos pregadores falam de Nicodemos como um fariseu interessado em conhecer Jesus e humilde, pois reconhece que não sabe os princípios da salvação em Cristo, eu vejo ao contrario. Vejo Nicodemos como um fariseu tão hipócrita quanto outro qualquer, que apesar de ter interesse em Jesus não tinha coragem de admitir para os outros, ele tinha vergonha de mostrar que ele tinha duvidas de alguma coisa, como todo religioso ele não queria admitir suas falhas, por isso vai a noite encontrar Jesus.
A segunda coisa que vejo na falsidade de Nicodemos é a pergunta idiota do versículo 4: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Já me falaram que ele não entendeu o que Jesus estava falando, quando eu era criança a professora da salinha de escola dominical me convenceu, mas hoje não consigo acreditar numa dessas, e francamente, o sujeito tentar dar uma de João sem braço com Jesus? É pra acabar mesmo.
Outra coisa que Nicodemos não conseguiu engolir foi que ele precisaria recomeçar de novo, ao nível de homens como os apóstolos de Jesus, homens que nada tinham a ver com a elite judaica (exceto Judas Iscariotes, e mesmo assim olha no que deu...).
Depois de Nicodemos ouvir Jesus falar que ele não iria pro céu se ele não recomeçasse, e que nessa nova vida ele teria liberdade (coisas absurdas para um religioso, ou seja, pra ele o que Jesus estava falando era besteira), depois disso tudo ele ainda ouve que Deus ama o mundo, e deu Seu Filho para salvar o mundo, ou seja, pessoas indignas como gregos ou romanos teriam o mesmo direito que ele no reino de Deus, um Galileu ainda vai, mas um romano, seria um pouco de exagero divino não...
Passando pra os dias de hoje vemos isso em nossas igrejas sendo incentivado, ninguém precisa nascer de novo, basta assistir aos cultos, dar o dizimo e pronto, você já é um crente com direito a assento especial dependendo do teu dizimo, não existe mais um discipulado, existem células, não existe um crescimento, existe agora a multiplicação, o Espírito Santo não age livremente, tudo tem que estar na ordem correta das coisas, o Espirito não sopra onde quer, há uma liturgia bem estabelecida e se Deus quiser agir precisa obedecer as regras.
Diante disso, como esta a tua igreja? Qual o teu entendimento sobre Deus? O que o novo nascimento diz a você?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Casa de Deus não é Mercado

 
 
A primeira coisa que vemos no texto é um fato que desmascara uma mentira antiga imposta a nós, a de que Jesus não tinha irmãos. Jesus tinha irmãos assim como eu tenho irmãos, Jesus também tinha, só não sei se eram chatos como os meus.
Jesus fez algo bom com os mercadores. Vimos muitas coisas que nos aproximam de Jesus, porém aqui esta uma que afasta Jesus de qualquer um: usar a casa de Deus para lucrar, para comércio.
Os responsáveis pelo templo estavam vendendo animais no pátio do templo, só que esses animais custavam muito mais caro que animais comuns, pelo fato de serem animais “santos”. O povo sofria por estar escravizado por Roma, e pela exploração do templo. Eles tinham poucas opções, pois até mesmo “Deus” estava explorando o povo.
Jesus vendo toda aquela situação não pensa duas vezes e acaba com o “comercio santo” na força bruta (tomou uma atitude que eu admiro e que desejaria ter feito em seu lugar), sua ira foi grande naquele momento e fazendo uso até mesmo de violência Ele expulsa aqueles homens com seus animais santos” de dentro do templo.
A hipocrisia da religião é tão grande que até mesmo numa situação daquelas os religiosos são capazes de fazer a pergunta mais hipócrita que alguém na situação deles poderia ter feito, um deles vira pra Jesus e pergunta: “Que sinal de autoridade nos mostras, uma vez que fazes isto?” (como se Jesus fosse quem precisasse de justificativas pra fazer o que Ele fez)
Uma situação que a meus olhos foi digna de mais chicotadas no mínimo, os religiosos estavam se aproveitando do povo que vinha para festas santas, e Jesus toma a situação nas mãos e desce o chicote, literalmente.
Me pergunto se a situação esta diferente hoje em dia, a resposta que tenho é um “não” rápido e certeiro, pois vejo igrejas e mais igrejas onde o balcão de utensílios “santos” fica ao lado do púlpito. Passo a contar um fato que aconteceu comigo.
É muito comum entre os “irmãos” nessas igrejas o falatório de quem comprou o melhor livro, eu “freqüentei” uma dessas igrejas a um certo tempo, lembro de um sermão (o termo esta tão banal que até esses caras dizem que fazem um), o pregador falou sobre ser servo e qual o procedimento do servo. Foi um amontoado de besteiras, mas se não me engano somente eu percebi, porque o resto do publico estava fazendo uma variedade enorme de coisas, o meu “amigo” do lado estava trocando torpedos com uma menina que ele dizia que Gizuiz tinha dado pra ele. Um outro cara atendeu o celular no inicio da “pregação” e ficou o sermão inteiro falando no celular do lado de fora do templo. Varias “irmãzinhas estavam numa conversa tão interessante que esqueceram que estavam na igreja (posso chamar aquilo de igreja?). Vi uns adolescentes jogando no celular, outros combinavam alguma coisa, perdi metade da fala do pregador observando essas coisas.
Depois de constatar o fato eu me voltei pra pregação e peguei uma ilustração interessante, era mais ou menos assim: “temos que ser servos obedientes, como o servo do mestre da palavra que seu mestre do meio de uma grande viagem na qual ele estava rodando o mundo pregando o evangelho, esse mestre liga pra seu discípulo e diz que seu discípulo deveria queimar os livros de certa prateleira, mas duas horas depois ele lembra que tinha muitos livros excelentes e liga novamente para seu discípulo dizendo que não queimasse os livros, mas seu discípulo diz que era tarde pra falar aquilo porque ele já tinha queimado, a seguir ele diz que o bom  servo é obediente em tudo e é por isso que ali os servos de Deus deveriam ser obedientes e que aqueles que fossem rebeldes iriam pro inferno e que sendo obedientes eles deveriam comprar os livros que estavam sendo vendidos ali na frente, deveriam comprar as apostilas de suas respectivas células, deveriam comprar camisetas pra que eles pudessem sair na rua mostrando que eram membros daquela igreja, enfim, tinham que comprar, comprar e comprar.
Eu pensei: uau!! Que exemplo, vou fazer assim também, quero ser um otário da fé também, por que não?
O sermão foi desse nível, e pra o público não fez a mesma diferença que os sermões do Edir Macedo fazem na minha vida (eu não vejo nenhum sermão do Edir Macedo).
Chegou a hora do apelo, o pregador falou com ousadia que quem quisesse uma mudança em seu jeito de ser servo deveria ir a frente, que Gizuiz estava chamando a todos para serem seus discípulos, tinham funcionários treinados pra levar o povo a frente, então eles começaram seu “serviço”, e assim foi um a um levado a frente, e eu comecei a olhar ao meu redor e vi que algumas pessoas estavam indo a frente, inclusive meu amigo que guardou o celular no bolso pra ir a frente receber a “bença”. Varias pessoas começaram a chorar e outros começaram a rir, alguns clamavam “glorias e aleluias”, outros diziam estarem invocando deus (talvez Mamon), foi algo incrível, todo mundo saiu dali mais espiritual do que nunca. Eu fiquei sem saber o que fazer...
Hoje lendo esse texto eu imagino que minha atitude poderia ter sido diferente ali, ah se eu tivesse um chicotinho... mas a diferença é que Jesus fez o que ele fez na casa de Deus (nada a ver com aquela igreja).
Não é raro encontrar esse tipo de coisa hoje em dia. Entendo a atitude de Jesus pois essa é minha vontade também quando eu passo na frente dessas igrejas, vejo pastores que acredito que Deus realmente chamou pra o ministério, pregadores chamados por Deus de verdade, mas venderam Jesus por 30 moedas de prata.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Teologia do Sofrimento - Mark Driscoll

o que sabemos sobre sofrimento? Frequentei uma igreja neo-pentecostal a um certo tempo e o pastor pregava que sofrimento é fruto de nossos pecados e pessoas que sofrem deveriam pedir perdão a Deus pelos seus pecados, veja o video e verá que muitas de suas convicções tambem muidarão

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A lição de Jó, a Soberania de Deus e a tragédia no Haiti

Imagem: Jó, sua mulher e seus "amigos-da-onça"


Pastor Olavo Ribeiro

O livro de Jó é o mais antigo da Bíblia e, apesar disso, ainda há pessoas que cometem a tolice de tentar explicar a causa de tragédias como a do terremoto no Haiti. Tornam-se verdadeiros “amigos de Jó” ou amigos-da-onça. O livro nos ensina que a melhor coisa que podemos fazer aos que sofrem é calar a boca, sentar e chorar com eles. Os amigos de Jó foram bem até este ponto (Jó 2:11-13). Quando começaram a tentar explicar o inexplicável, só pioraram a situação e entraram para a História como péssimos amigos.

Hoje, alguns líderes evangélicos tentam explicar a tragédia do Haiti e causam um estrago ainda maior à imagem que muitos fazem de nós: a imagem de que somos um bando de ignorantes que servem a um Deus vingativo.

Diante da tragédia do outro, o melhor modelo é o do samaritano (Lc 10:25-37), o modelo da misericórdia que socorre e não tenta explicar os porquês.

Eu, pessoalmente, creio que Deus é soberano sobre absolutamente tudo. Como harmonizar isso com as tragédias? Não sei. Não tento resolver esta equação porque a Bíblia não resolve. Na eternidade, talvez compreendamos. Enquanto isso, caminhemos por fé, chorando com os que sofrem e servindo-os com o propósito de aliviar a sua dor.


Publicado em Cinco Linhas e enviado por Solis Limberger do blog Buscai o Reino por e-mail