sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Seu Corpo, seu Ego, seu Deus



Diários de ontem, de hoje e de amanhã
O jornal Star-Tribune, da cidade de Minneapolis, na edição de 23 e outubro de 1997 (A18), trouxe uma resenha de Mary McCarty sobre o livro The Body Project, escrito por Joan Brumberg. Esse livro aborda a diferença entre a maneira como as moças viam-se a si mesmas cem anos atrás e a maneira como se viam no final do século XX. Brumberg analisa os diários de moças dos anos 1830 aos anos 1990. A sua conclusão, de acordo com a autora da resenha, foi esta: “No século XIX e no início do século XX, os diários das moças focalizavam-se nas ‘boas obras’ e no aprimoramento do caráter. Nos anos 1990, os seus diários se fixavam em ‘boa aparência’ e aperfeiçoamento do corpo”.
Por exemplo, um diário de 1892 dizia: “Resolvi… pensar antes de falar. Trabalhar com seriedade. Ser controlada em minhas conversas e atitudes. Ter dignidade. Interessar-me mais pelos outros”. Contraste isso com a anotação de um diário de 1982: “Tentarei melhorar minha aparência da maneira que me for possível, com a ajuda de meu salário e ganho como babá. Perderei peso, comprarei lentes novas, usarei um novo corte de cabelo, uma boa maquiagem, roupas e acessórios novos”.
O que é notável a respeito desta mudança, de 1892 a 1982, é que ela corresponde exatamente ao afastamento daquilo que é descrito na Bíblia como a vontade de Deus para a mulher. Considere a mudança de foco das “boas obras” para a “boa aparência”.
Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas) — 1 Timóteo 2.9-10.
Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus… como fazia Sara,… da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma (1 Pedro 3.3-6).
O diagnóstico de Brumberg focaliza o problema; no entanto, erra o alvo. Ela escreveu: “Hoje, muitas moças se preocupam com os contornos de seu corpo… porque acreditam que o corpo é a expressão essencial de seu ego”. Isso pode ser verdade. Mas não é proveitoso, porque dá a impressão de quealguma coisa mais, além do corpo, é a expressão crucial do ego. Em outras palavras, Brumberg parece admitir que o ponto de partida é o ego, e expressá-lo é tudo o que constitui a vida. O problema, então, é descobrir qual é a “expressão essencial do ego”.
A Bíblia tem um diagnóstico radicalmente diferente acerca deste problema; bem como um ponto de partida completamente diferente. 1 Pedro 3.5 afirma: “Foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus,…” Está claro que o ponto de partida bíblico é Deus, no assunto de lidar com o temor da aparência inaceitável. Uma mulher almeja a aprovação de Deus ou a aprovação dos homens (ou de outras mulheres)? Aqui está o segredo para não temer “perturbação alguma” (1 Pedro 3.6); o segredo para ser liberta da escravidão ao espelho.
O objetivo bíblico para a vida de uma mulher não é encontrar a expressão essencial do ego (nem no corpo, nem no caráter). O objetivo bíblico para a vida é expressar a toda-suficiente dignidade e grandeza de Deus. Expressar a Deus, e não o ego, é o que uma mulher piedosa quer fazer. Preocupação excessiva com aparência, o cabelo e o corpo é um sinal de que o ego, e não Deus, tem assumido a centralidade da vida. Se Deus estiver no centro da vida (como o “sol”), satisfazendo todos os anelos de uma mulher, por beleza, significado, verdade e amor, então, a alimentação, vestes, exercícios, cosméticos, postura e aparência (como os “planetas”) permanecerão na órbita correta.
Se isso acontecer, os diários das próximas gerações provavelmente irão além da aparência e do caráter, e falarão sobre a grandeza de Deus e os triunfos de sua graça. E talvez serão mais provavelmente escritos em lugares como Calcutá, e não nos lares confortáveis dos países ricos.
Devocional extraído do livro Provai e Vede, de John Piper.
Copyright: © Editora FIEL
Permissões: a postagem de trechos deste livro foi realizada com permissão da Editora Fiel. Se você deseja mais informações sobre permissões contate-os.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A Justiça no Reino de Deus



A palavra justiça tem várias aplicações. Vamos destacar dois sentidos deste termo que consideramos de grande relevância: Justiça significa retidão, ou seja, característica de algo que corresponde ao padrão. Por exemplo: O que é uma "roupa justa"? É aquela que tem a medida exata. Não falta tecido, nem sobra. Nesse caso, o corpo é o padrão, ou modelo. A justiça diante de Deus é viver de acordo com a vontade dele, sem sobrar nem faltar. Difícil, não é? Entretanto, este é o nosso alvo. Devemos viver buscando "em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça". ( Mt 6.33). Devemos estar sempre buscando agir da melhor forma possível, sem jamais desistir. Nunca devemos achar que o pecado seja uma coisa normal e aceitável.
Outro sentido da palavra justiça é: dar a cada um o que, por direito, lhe cabe. É o que Jesus mandou: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". (Mt. 22.21). Justiça é dar a cada pessoa a recompensa devida pelo seus atos, sejam eles bons ou maus. Recompensar alguém pelos seus atos bons é algo que todos podem fazer (mas raramente fazem). Por outro lado, retribuir a alguém pelos seus atos maus pode ter ainda outros nomes: disciplina, castigo, ou vingança. Em se tratando de convívio social, estamos impedidos, pelas leis civis, de exercer esse tipo de justiça. Esta é uma das principais funções do Estado através do Poder Judiciário.
No âmbito espiritual, esse tipo de justiça é exercido por Deus. Hoje, Sua justiça se manifesta através das conseqüências, boas ou más, que recebemos por nossas ações. Para fechar todas as pendências, a Bíblia nos aponta um dia futuro em que acontecerá o Juízo Final, quando cada um de nós comparecerá diante de Deus para receber a devida recompensa pelos seus atos. Naquele dia, só se salvarão aqueles que tiveram suas injustiças purificadas pelo sangue de Jesus e passaram a viver para a sua glória.
fonte: http://linhofino.tripod.com/estudosbiblicos/id21.html

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Dia do Trabalhador



E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito
Deus é um trabalhador/a. A Bíblia começa com o trabalho de Deus, e o seu respectivo descanso. Deus trabalha, logo, o trabalho é o que existe de mais digno, Deus descansa, logo, o mérito do trabalhador é indiscutível, o trabalhador é maior do que o seu trabalho.
Depois, disse Labão a Jacó: Acaso, por seres meu parente, irás servir-me de graça? Dize-me, qual será o teu salário?
O/a trabalhador/a é quem estabelece a sua remuneração. A Bíblia diz que cabe ao trabalhador/a estabelecer o valor do seu trabalho. É o trabalhador/a que sustenta a sua dignidade, que não lhe é um favor, mas um mérito.
Se não fora o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o Temor de Isaque, por certo me despedirias agora de mãos vazias. Deus me atendeu ao sofrimento e ao trabalho das minhas mãos e te repreendeu ontem à noite.
O trabalhador tem de participar do lucro. A Bíblia não concebe uma sociedade injusta, onde o trabalhador/a não desfruta do resultado de seu trabalho, para além do salário, tem direito a participar de todo o processo que produziu.
Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro.
Toda a criatura é digna em si. A Bíblia entende que todo a criação tem direito ao descanso, à recuperação. Nenhuma criação deve ser exaurida, todos os limites e processos devem ser respeitados.
Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela manhã.
Salário não é moeda de especulação. A Bíblia classifica como sagrada a paga do trabalhador, a tempo e a hora, de modo que ele seja o privilegiado na administração de qualquer negócio.
Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.
O trabalhador/a deve ser o primeiro. A Bíblia defende que o/a trabalhador/a deve ser o primeiro a desfrutar do resultado de seu trabalho.
A sociedade da Bíblia é uma cooperativa, onde todos trabalham por todos, onde o valor é o ser humano, o mérito é o trabalho e o referencial é o trabalhador/a.
Que o Deus Trabalhador/a: Pai, Filho e Espírito Santo vos abençoe com o reconhecimento da dignidade a que fazeis jus. Que sua graça, seu amor e sua consolaçao seja convosco. Que a Trindade vos abençoe e vos guarde, que faça resplandecer o rosto sobre cada um de vós, trabalhador/a. Que a Trindade sobre vós levante o rosto e vos dê Paz.

Fonte: http://ariovaldoramosblog.blogspot.com/2010/05/o-dia-do-trabalhador_01.html

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Marcha Triunfal de Cristo



As imagens militares são abundantes nos escritos de Paulo. Nossa falta de familiaridade com os costumes de guerra limitam o seu impacto sobre nós. Observe 2 Coríntios 2:14-16: "Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem. Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida. Quem, porém, é suficiente para estas coisas?" Este texto descreve a marcha da vitória de um general. Normalmente, ele fazia desfilar os prisioneiros capturados através das ruas, enquanto incenso era queimado celebrando a conquista.
Paulo usou dois aspectos desse costume para ensinar lições espirituais. Primeiro, ele descreveu-se como um "prisioneiro de guerra", vencido por Cristo. Ironicamente, ele não lamentou, mas regozijou-se por ser um troféu no desfile da vitória de Jesus. É uma bênção ser conquistado pelo Senhor. Segundo, ele usou a prática de queimar incenso para descrever como o Senhor espalhava o evangelho. Esta figura é apropriada porque nada é mais penetrante e irreprimível do que uma fragrância. Deus pretende que os cristãos espalhem a palavra em todos os cantos do mundo. O evangelho, como o incenso, provoca reações opostas. Para o exército e para a multidão que dava as boas vindas o incenso era o perfume da vitória, mas era o odor da escravidão e da morte para os prisioneiros. Assim também, nossa resposta ao evangelho é questão de vida ou morte.
Os métodos de ensino de Paulo refletiam seu papel como prisioneiro de Cristo e como mensageiro de um evangelho decisivo. Ele não se sentia com direito a reduzir o evangelho para torná-lo mais popular, mas simplesmente manifestava a verdade (2 Coríntios 2:17; 4:2). Sentindo-se inadequado, ele nunca preencheu o perfil de um chefe auto-confiante. Ele sentiu que poderia exalar um tão potente aroma somente através de Cristo (2 Coríntios 3:4-6) e, assim, buscou somente glorificá-lo. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A Manifestação do Reino de Deus



Em seus ensinamentos, Jesus falava sempre sobre o Reino de Deus. Muitos que o ouviram pensavam que o assunto era de cunho político e perguntavam sobre quando e como se manifestaria tal reino. A um desses questionamentos, Jesus respondeu: "O Reino de Deus não vem com aparência exterior, nem dirão ei-lo aqui ou ei-lo ali, porque o Reino de Deus está dentro de vós." (Lc. 21.17.18).
Assim, Jesus mostrou como ocorre a manifestação do reino de Deus: de dentro para fora. Antes que a vontade de Deus seja feita no mundo e o seu domínio alcance as nações, isto deve ocorrer dentro de nós. Isto significa atitudes, sentimentos e pensamentos moldados de acordo com a vontade de Deus.
Devemos tomar cuidado para que o cristianismo em nossas vidas não seja apenas aparência. Jesus chamou os fariseus de "sepulcros caiados", que, por fora, são bem cuidados, mas, por dentro, estão cheios de podridão. Aqueles religiosos gostavam de orar em público, mas não oravam em casa. Se os nossos atos religiosos são praticados nas reuniões da igreja, mas em casa não oramos, não lemos a Bíblia, não louvamos a Deus, isto significa que temos aparência de cristãos, mas a nossa essência é questionável.
Paulo advertiu Timóteo sobre pessoas que teriam aparência de zelo espiritual, mas, intimamente, estariam cultivando males terríveis, como o ódio, o egoísmo e a soberba (2 Tm.3.1-6).
O Reino de Deus começa dentro de nós, libertando nossos corações de todo mal.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Dia do Trabalhador



E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito
Deus é um trabalhador/a. A Bíblia começa com o trabalho de Deus, e o seu respectivo descanso. Deus trabalha, logo, o trabalho é o que existe de mais digno, Deus descansa, logo, o mérito do trabalhador é indiscutível, o trabalhador é maior do que o seu trabalho.
Depois, disse Labão a Jacó: Acaso, por seres meu parente, irás servir-me de graça? Dize-me, qual será o teu salário?
O/a trabalhador/a é quem estabelece a sua remuneração. A Bíblia diz que cabe ao trabalhador/a estabelecer o valor do seu trabalho. É o trabalhador/a que sustenta a sua dignidade, que não lhe é um favor, mas um mérito.
Se não fora o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o Temor de Isaque, por certo me despedirias agora de mãos vazias. Deus me atendeu ao sofrimento e ao trabalho das minhas mãos e te repreendeu ontem à noite.
O trabalhador tem de participar do lucro. A Bíblia não concebe uma sociedade injusta, onde o trabalhador/a não desfruta do resultado de seu trabalho, para além do salário, tem direito a participar de todo o processo que produziu.
Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro.
Toda a criatura é digna em si. A Bíblia entende que todo a criação tem direito ao descanso, à recuperação. Nenhuma criação deve ser exaurida, todos os limites e processos devem ser respeitados.
Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela manhã.
Salário não é moeda de especulação. A Bíblia classifica como sagrada a paga do trabalhador, a tempo e a hora, de modo que ele seja o privilegiado na administração de qualquer negócio.
Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.
O trabalhador/a deve ser o primeiro. A Bíblia defende que o/a trabalhador/a deve ser o primeiro a desfrutar do resultado de seu trabalho.
A sociedade da Bíblia é uma cooperativa, onde todos trabalham por todos, onde o valor é o ser humano, o mérito é o trabalho e o referencial é o trabalhador/a.
Que o Deus Trabalhador/a: Pai, Filho e Espírito Santo vos abençoe com o reconhecimento da dignidade a que fazeis jus. Que sua graça, seu amor e sua consolaçao seja convosco. Que a Trindade vos abençoe e vos guarde, que faça resplandecer o rosto sobre cada um de vós, trabalhador/a. Que a Trindade sobre vós levante o rosto e vos dê Paz.

Fonte: http://ariovaldoramosblog.blogspot.com/2010/05/o-dia-do-trabalhador_01.html

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A melhor máquina de voar do mundo


O Criador fez os pássaros para serem as melhores máquinas voadoras. Como um avião, eles têm asas, hélices, trem de pouso e todo o necessário para a decolagem e o pouso que, por sinal, é mais bem executado por um pássaro do que por qualquer avião. 
Em outro artigo observamos o intricado desenho de suas leves penas. A estrutura óssea também mostra a sabedoria do Criador. Tudo naquele esqueleto forte e flexível está projetado para evitar o excesso de peso. Seus ossos tubulares reforçados são ocos, mas fortes. Eles contêm uma rede esponjosa que se enche de ar quando o pássaro respira. 
Na verdade, todo o sistema respiratório de um pássaro é uma parte importante de sua capacidade de permanecer no ar. Os pulmões são uma série de espaços ao redor dos tubos respiratórios. Estes estão ligados a bolsas de ar adicionais entre os músculos e a carne. Quando expira o ar usado de seus pulmões, o pássaro consegue respirar uma quantidade surpreendente de oxigênio para sua corrente sanguínea. A circulação de ar dentro do pássaro também tem um efeito refrigerador. Quanta sabedoria o Senhor demonstrou na criação dessas criaturas de penas. 
A força para voar da maioria dos pássaros vem dos músculos de seu peito, os quais estão ligados a um osso incrivelmente grande em seu peito. O osso do peito está localizado na parte inferior de seu corpo, de modo que o pássaro não fique com excesso de peso na parte de cima. O pescoço, a parte mais flexível de seu corpo, também ajuda a dar equilíbrio ao pássaro durante o vôo. Ele possui 14 vértebras - o dobro de uma girafa! 
Quase todos os pássaros são excelentes voadores, mas os mais pesados têm alguma dificuldade para decolar. Alguns, como os cisnes, precisam de uma pista. Enquanto correm pela pista, batem as asas furiosamente, para poderem sair voando. Todos eles decolam de frente para o vento, como fazem os aviões. Às vezes, depois de pousarem em lagos ou represas, alguns pássaros aquáticos necessitam de uma boa brisa para poderem ir embora. 
Outros, sabendo da dificuldade de decolar do chão, preferem pousar em lugares altos. Dali eles podem se beneficiar da força da gravidade para ganharem velocidade de vôo. Mas qualquer que seja a situação, e qualquer que seja o pássaro, Deus lhes deu os meios e habilidades para cuidarem de si mesmos de uma forma que nos maravilha. 
O Salmista, talvez pensando nestas e em outras coisas maravilhosas, escreveu: "Louvem o nome do Senhor, pois mandou, e logo foram criados... Louvai ao Senhor desde a Terra, vós... aves voadoras; reis da Terra e todos os povos... moços e moças, velhos e crianças. Louvem o nome do Senhor, pois só o Seu nome é exaltado; a Sua glória está sobre a Terra e o céu" (Salmo 148.5-13). 
Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? Mateus 6.26


terça-feira, 6 de setembro de 2011

A MÃO RESSEQUIDA



Mateus 12:9-14

A mão é a parte do corpo com a qual nós nos apropriamos e pegamos as coisas. No mundo espiritual, o instrumento de apropriação das coisas é a fé. E com ela podemos fazer o seguinte:
1.Receber a salvação (Ef.2:8,9). 2. Receber as promessas (Rm.4:18-21). 3. Cura física (At.14:8-10). 4. Executar feitos poderosos (Hb.11) 5. Viver com alegria e vitória (2 Co.5:7)

A MÃO RESSEQUIDA É A FÉ RESSEQUIDA

O homem tinha a mão mirrada, sem força para segurar, que não se abria para receber. Uma fé ressequida tem as seguintes características:
·         Não se abre para receber as bênçãos de Deus. Vive em carência espiritual, porque não se abre para recebê-las.
·         Não tem força para receber as promessas quando vêm as dificuldades. Qualquer obstáculo o desanima, por menor que seja.
·         Perde a forma sadia: fica cheia de deformidades produzidas pelas "depressões psicológicas" e pelos desvios "mentais". (pensamentos impróprios)
·         É impotente para realizar grandes feitos. Não crê que o invisível pode se tornar visível.

POR QUE AQUELE HOMEM PRECISAVA SER CURADO?

Aquele homem estava na congregação. Por isso Jesus quis cura-lo, uma vez que ele fazia parte do povo de Deus. Jesus quer trazer cura para o seu povo.
·         O homem pertence a Jesus (v.11). Assim como um animal de estimação tem um dono, nós também.
·         O homem tem grande valor (v.12).
1.       Pelo fato de ser homem
2.       Pelo fato de sua redenção
3.       Pelo fato de sua imortalidade
Porque uma fé mirrada nos coloca numa "cova" (v.11). O homem estava limitado, impedido de agir.

O QUE JESUS DIZ A NÓS?

1.       Abra o coração para as bênçãos de Deus. Creia que Deus quer fazer algo por nós.
2.       Aproprie-se das promessas da Palavra de Deus, que garantem salvação, perdão, vitória sobre o Diabo e consolo.
3.       Disponha-se a exercitar a fé. A fé é um exercício diário e deve ser alimentada com a Palavra de Deus e com oração.
O homem ficou curado (v.13). Aqueles cuja fé está ressequida devem olhar para os exemplos de fé, crendo que não é o privilégio de alguns, mas de todos que crêem em Jesus Cristo e na Palavra de Deus.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Por que Jesus teve de morrer?



por John Piper

[Jesus] a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos. 
Romanos 3.25

Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. 
1 João 4.10

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar.
Gálatas 3.13
Se Deus não fosse justo, não haveria a necessidade de seu Filho sofrer e morrer. E, se Deus não fosse amoroso,- não estaria disposto a deixar seu Filho sofrer e morrer. Entretanto, Deus é justo e amoroso. Por essa razão, seu amor se dispõe a satisfazer as exigências de sua justiça.
Sua lei exige: “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Deuteronômio 6.5). Mas todos nós amamos mais a outras coisas do que a Deus. É nisto que consiste o pecado — desonrar a Deus, preferindo outras coisas em detrimento dEle e agindo em função dessas preferências. Por essa razão, a Bíblia afirma: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Rendemos glória àquilo que mais apreciamos. E o que mais apreciamos não é Deus.
Assim, o pecado não é uma coisa pequena, pois não é uma ofensa contra um Soberano insignifi cante. A intensidade de um insulto é medida pelo grau de dignidade da pessoa insultada. O Criador do universo é infi nitamente digno de respeito, admiração e lealdade. Portanto, deixar de amá-Lo não é algo trivial — é traição. Deixar de amar a Deus é difamá-Lo e destruir a felicidade humana.
Visto que Deus é justo, Ele atenta para esses crimes e sente uma ira santa contra eles. Tais crimes merecem punição e Deus disse isso com clareza: “Porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23). “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.4).
Há uma maldição santa sobre todo pecado. Deixar de puni-lo é injusto; é apoiar a atitude de desonra contra Deus. Nesse caso, uma mentira reinaria no âmago da verdade. Por isso Deus diz: “Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las” (Gálatas 3.10; ver também Deuteronômio 27.26).
Contudo, o amor de Deus não se condiciona à maldição que pesa sobre toda a humanidade pecaminosa. Deus não se alegra em irar-se, não importa quão santa seja esta ira. Por isso, enviou seu próprio Filho para absorver essa ira e carregar, em si mesmo, a maldição em favor de todos os que confi am nEle. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar” (Gálatas 3.13).
Este é o significado da palavra “propiciação” nos textos citados anteriormente. Esta palavra se refere à remoção da ira de Deus por meio de um substituto. O substituto foi providenciado pelo próprio Deus. O substituto, Jesus Cristo, não somente anulou a ira, mas a absorveu, desviando-a de nós e direcionando-a a si próprio. A ira de Deus é justa. Ela não foi removida, mas atribuída a Cristo.
Não brinquemos com Deus, nem façamos de seu amor algo trivial. Nunca ficaremos perplexos diante do amor de Deus, enquanto não considerarmos a seriedade de nosso pecado e a justiça da ira de Deus contra nós. Mas quando, pela graça, despertamos para nossa indignidade, então, podemos olhar para o sofrimento e a morte de Cristo e dizer: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 João 4.10).

extraído do livro: Para Sua Alegria Cap.2

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Ira de Deus



Extraído do livro "Os Atributos de Deus" publicado pela Editora PES
Autor: A.W. PINK
É triste ver tantos cristãos professos que parecem considerar a ira de Deus como uma coisa pela qual eles precisam pedir desculpas, ou, pelo menos, parece que gostariam que não existisse tal coisa. Conquanto alguns não fossem longe o bastante para admitir abertamente que a consideram uma mancha no caráter divino, contudo, estão longe de vê-la com bons olhos, não gostam de pensar nisso e dificilmente a ouvem mencionada sem que surja em seus corações um ressentimento contra essa idéia. Mesmo dentre os mais sóbrios em sua maneira de julgar, não poucos parecem imaginar que há na questão da ira de Deus uma severidade terrificante demais para propiciar um tema para consideração proveitosa. Outros dão abrigo ao erro de pensar que a ira de Deus não é coerente com a Sua bondade, e assim procuram bani-la dos seus pensamentos.
Sim, muitos há que fogem de visualizar a ira de Deus, como se fossem intimados a ver alguma nódoa no caráter divino, ou algum defeito no governo divino. Mas, o que dizem as Escrituras? Quando a procuramos nelas, vemos que Deus não fez tentativa alguma para ocultar a realidade da Sua ira. Ele não se envergonha de dar a conhecer que a vingança e a cólera Lhe pertencem. Eis o Seu desafio: "Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum Deus comigo; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro; e ninguém há que escape da minha mão. Porque levantei a minha mão aos céus, e direi: Eu vivo para sempre. Se eu afiar a minha espada reluzente, a travar do juízo a minha mão, farei tornar a vingança sobre os meus adversários, e recompensarei aos meus aborrecedores" (Dt.32:39-41). Um estudo na concordância mostrará que há mais referências nas Escrituras à indignação, à cólera e à ira de Deus, do que ao Seu amor e ternura. Porque Deus é santo, ele odeia todo pecado; e porque ele odeia todo pecado, a Sua ira inflama-se contra o pecador. (Sl.7:11).
Pois bem, a ira de Deus é uma perfeição divina tanto como a sua fidelidade, o Seu poder ou a Sua misericórdia. Só pode ser assim, pois não há mácula alguma, nem o mais ligeiro defeito no caráter de Deus, porém, haveria, se Nele não houvesse "ira"! A indiferença para com o pecado é uma nódoa moral, e aquele que não odeia é um leproso moral. Como poderia Aquele que é a soma de toda a excelência olhar com igual satisfação para a virtude e o vício, para a sabedoria e a estultícia? Como poderia Aquele que é infinitamente santo ficar indiferente ao pecado e negar-Se a manifestar a Sua "severidade"(Rm.11:22) para com ele? Como poderia Aquele que só tem prazer no que é puro e nobre, deixar de detestar e de odiar o que é impuro e vil? A própria natureza de Deus faz do inferno uma necessidade tão real, um requisito tão imperativo e eterno como o céu o é. Não somente não há imperfeição nenhuma em Deus, mas também não há Nele perfeição que seja menos perfeita do que outra.
A ira de Deus é sua eterna ojeriza por toda injustiça. É o desprazer e a indignação da divina equidade contra o mal. É a santidade de Deus posta em ação contra o pecado. É a causa motora daquela sentença justa que ele lavra sobre os malfeitores. Deus está irado contra o pecado porque este é rebelião contra a Sua autoridade, um ultraje à Sua soberania inviolável. Os insurgentes contra o governo de Deus saberão um dia que Deus é o Senhor. Serão levados a sentir quão grandiosa é aquela Majestade que eles desprezaram, e como é terrível aquela ira de que foram ameaçados e a que não deram a mínima importância. Não que a ira de Deus seja uma retaliação maldosa e mal intencionada, infligindo agravo só pelo prazer de infligi-lo, ou devolver a ofensa recebida. Não; embora seja verdade que Deus vindicará o domínio como Governador do universo, ele não será revanchista.
Evidencia-se que a ira divina é uma das perfeições de Deus, não somente pelas considerações acima apresentadas, mas também fica estabelecido claramente pelas declarações expressas da Sua Palavra. "Porque do céu manifesta a ira de Deus..."(Rm.1:18). "Manifestou-se quando foi pronunciada a primeira sentença de morte, quando a terra foi amaldiçoada e o homem foi expulso do paraíso terrestre; e depois, mediante castigos exemplares como o dilúvio e a destruição das cidades da planície com fogo do céu, mas, especialmente pelo reinado da morte no mundo todo. Foi proclamada na maldição da lei para cada transgressão, e foi imposta na instituição do sacrifício. No capítulo 8 de romanos, o apóstolo Paulo chama a atenção para o fato de que a criação inteira ficou sujeita à vaidade, e geme e tem dores de parto. A mesma criação que declara que existe um Deus, e publica a Sua glória, também proclama que Ele é inimigo do pecado e o vingador dos crimes dos homens. Acima de tudo, porém, do céu se manifestou a ira de Deus quando o Filho de Deus veio a este mundo para revelar o caráter divino, e quando essa ira foi demostrada nos Seus sofrimentos e morte, de maneira mais terrível do que por todas as provas que Deus antes dera da Sua aversão pelo pecado. Além disso, o castigo futuro e eterno dos ímpios agora é declarado em termos mais solenes e explícitos do que antes. Sob a nova dispensação há duas revelações dadas do céu, uma da ira, a outra da graça"(Robert Haldane).
Mais: que a ira de Deus é uma perfeição divina está demostrado claramente pelo que lemos nos Salmo 95:11: "Por isso jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso". Duas sãos as ocasiões em que Deus "jura": quando faz promessas (Gn22:16), e quando faz ameaças(Dt.1:34). Na primeira, jura com misericórdia dos Seus filhos; na Segunda, jura para aterrorizar os ímpios. Um juramento é feito para confirmação: Hb.6:16. Em Gn.22:16 disse Deus: "Por mim mesmo, jurei". NO Sl.89:35 ele declara: "Uma vez jurei por minha santidade". Enquanto que no Sl.95:11 ele afirma: "Jurei na minha ira". Assim é que o grande Jeová pessoalmente recorre à Sua "ira" como a uma perfeição igual à sua "santidade": tanto jura por uma como pela outra! Ainda: como em Cristo "...habita corporalmente toda a plenitude da divindade"(Cl.2:9), e como todas as perfeições divinas são notavelmente manifestadas por Ele (Jo.1:18), por isso lemos sobre "... a ira do Cordeiro"(Ap.6:16).
A ira de Deus é uma perfeição do caráter divino sobre a qual precisamos meditar com freqüência. Primeiropara que os nossos corações fiquem devidamente impressionados com a ojeriza de Deus pelo pecado. Estamos sempre inclinados a uma consideração superficial do pecado, a encobrir a sua fealdade, a desculpá-lo com escusas várias. Mas, quanto mais estudarmos e ponderarmos a aversão de Deus pelo pecado e a maneira terrível como se vinga dele, mais probabilidade teremos de compreender quão horrível é o pecado. Segundopara produzir em nossas almas um verdadeiro temor de Deus: "... retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e piedade ("santo temos"); porque o nosso Deus é fogo consumidor"(Hb.12:28-29). Não podemos serví-lO "agradavelmente" sem a devida "reverência" ante a sua tremenda Majestade e sem o devido "santo temor" de Sua ira, e promoveremos melhor estas coisas trazendo freqüentemente à memória o fato de que "o nosso Deus é um fogo consumidor". Terceiro, para induzir nossas almas a fervoroso louvor a Deus por Ter-nos livrado "... da ira futura"(I Ts.1:10).
A nossa prontidão ou a nossa relutância em meditar na ira de Deus é um teste seguro de até que ponto os nossos corações reagem à Sua influência. Se não nos regozijamos verdadeiramente em Deus, pelo que ele é em Si mesmo, e por todas as perfeições que nEle há eternamente, como poderá permanecer em nós o amor de Deus? Cada um de nós precisa vigiar o mais possível em oração contra o perigo de criar em nossa mente uma imagem de Deus segundo o modelo das nossas inclinações pecaminosas. Desde há muito o Senhor lamentou: "... pensavas que (Eu) era como tu"(Sl.50:21). Se não nos alegramos "...em memória da sua santidade"(Sl.97:12), se não nos alegramos por saber que num dia que logo vem, Deus fará uma demonstração sumamente gloriosa da Sua ira, tomando vingança em todos os que agora se opõem a Ele, é prova positiva de que os nossos corações não estão sujeitos a Ele, que ainda, permanecemos em nossos pecados, rumo às chamas eternas.
"Jubilai, ó nações (gentios), com o seu povo, porque vingará o sangue dos seus servos, e sobre os seus adversários fará tornar a vingança..."(Dt.32:43). E ainda lemos: "E, depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de grande multidão, que dizia: Aleluia; Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus; Porque verdadeiros e justos sãos os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. E outra vez disseram: Aleluia..." (Ap.19:1-3). Grande será o regozijo dos santos naquele dia em que o Senhor irá vindicar a sua majestade, exercer o Seu domínio formidável, magnificar a Sua justiça, e derribar os orgulhosos rebeldes que ousaram desafiá-lO.
"Se tu, Senhor, observares (imputares) as iniquidades, Senhor quem subsistirá? (Sm. 130:3). Cada um de nós pode bem fazer esta pergunta, pois está escrito que "...os ímpios não subsistirão no juízo..." (Sl.1:5). Quão dolorosamente a alma de Cristo padeceu ao pensar na ação de Deus observando as iniquidades do Seu povo quando estas pesaram sobre Ele! Ele "... começou a Ter pavor, e a angustiar-se"(Mc. 14:33). Sua agonia terrível, Seu suor de sangue, Seu grande clamor e súplicas (Hb.5:7), Suas reiteradas orações: "Se é possível, passe de mim este cálice", Seu último e tremendo brado, "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?"- tudo manifesta que pavorosas apreensões Ele teve quanto ao que era para Deus "observar iniquidades". Bem que nós, pobres pecadores, podemos clamar: Senhor, quem subsistirá, se o próprio Filho de Deus tremeu tanto sob o peso da Tua ira? Se tu, meu leitor, ainda não correste em busca do refúgio em Cristo, o único salvador, "... que farás na enchente do Jordão?"(Jr.12:5).
"Quando considero como a bondade de Deus sofre abusos da maior parte da humanidade, não posso senão apoiar quem disse: “O maior milagre do mundo é a paciência e generosidade de Deus para com o mundo ingrato”. Se um príncipe tem inimigos metidos numa de suas cidades, não lhes envia provisões, mas mantém sitiado o local e faz o que pode para vencê-los pela fome. Mas o grande Deus, que poderia levar todos os Seus inimigos à destruição num piscar de olhos, tolera-os e se empenha diariamente para sustentá-los. Aquele que faz o bem aos maus e ingratos, pode muito bem ordenar-nos que bendigamos os que nos maldizem. Não penseis, porém, que escapareis assim, pecadores; o moinho de Deus mói devagar, mas mói fino; quanto mais admirável é agora a Sua paciência e generosidade, mais terrível e insuportável será a fúria resultante dos abusos feitos à Sua bondade. Nada é mais brando do que o mar; contudo, quando se agita e forma temporal, nada se enfurece mais. Nada é tão suave como a paciência e bondade de Deus, e nada tão terrível como a sua ira quando se inflama" (William Gurnall, 1660). "Fuja", pois, meu leitor, fuja para Cristo; fuja "...da ira futura"(Mt.3:7), antes que seja tarde demais. Nós lhe rogamos com todo o empenho, não pense que esta mensagem tem em vista outra pessoa. É para você que está lendo! Não fique satisfeito em pensar que você já fugiu para Cristo. Obtenha certeza disso! Rogue ao Senhor que sonde o teu coração e te revele o que tu és (pois o erro ou engano, será fatal e eterno).
Uma palavra aos pregadores. Irmãos, em nossos ministérios temos pregado sobre este solene assunto tanto como deveríamos? Os profetas do Velho Testamento muitas vezes diziam aos seus ouvintes que as suas vidas ímpias provocavam o Santo de Israel, e que estavam entesourando para si mesmos ira para o dia da ira. E as condições do mundo hoje não são melhores do que eram então! Nada se presta mais para despertar os indiferentes e fazer com que os crentes carnais sondem os seus corações, do que alongar-nos sobre o fato de que Deus "... se ira todos os dias" com os ímpios (Sl.7:11). O precursor de Cristo exortava os seus ouvintes a fugirem “... da ira futura" (Mt.3:7). O Salvador ordenava a quantos O ouviam: "Temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno, sim, vos digo, a esse temei" (Lc.12:5). O apóstolo Paulo dizia: "... sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens..." (2Co.5:11). A fidelidade exige que falemos tão claramente do inferno como do céu.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DO CONCEITO DE REINO



Todos nós fomos formados num contexto religioso em que a palavra Igreja é muito mais familiar do que a palavra “Reino” e, no geral não há boa compreensão por parte dos crentes sobre o que é o Reino de Deus e o que é a Igreja. Pretendemos neste trabalho trazer alguma luz, sobre este assunto, esperando que além de melhor compreensão, traga aos leitores algum benefício prático. Estamos cientes de que será apenas um vislumbre desse assunto que é tão vasto, profundo e desafiador; contudo julgamos que isto possa constituir a base para se construir sobre ela um esquema de doutrina de suma importância prática para nossa vida cristã.
Pretendemos que em nossa abordagem fique claro que Igreja e Reino de Deus não são a mesma coisa e que Deus e a Igreja estão trabalhando para formar o Reino e que no céu não haverá Igreja, haverá Reino.
Vamos tratar do assunto na forma de perguntas e respostas, para facilitar a exposição e a própria compreensão da matéria. Vamos primeiramente desenvolver a idéia de Reino para depois então contrastar com a idéia de Igreja e a conseqüente aplicação prática do assunto.
1.    Desde Quando Existe o Reino de Deus?
Desde que Deus criou o mundo, Ele é Rei sobre tudo e sobre todos. Na narrativa da criação, em Gênesis 1 e 2, fica claro que Deus criou todas as coisas, inclusive o homem para submeter ao Seu domínio. Ao criar o homem deu-lhe três mandatos que ele teria de obedecer para ser eternamente feliz: um mandato cultural (Gên. 1:26; 2:15 e 20); um mandato social (1:28; 2:18, 21-23 e um mandato espiritual (2:16-17). Deus dominava sobre o homem e o homem dominava sobre a criação (2:28) como um vice-gerente de Deus na terra e tudo funcionava em perfeita harmonia. Deus como Rei de toda criação provia de alimento o homem e os animais (Gên. 1:29-30). O Reino funcionava em perfeita ordem.
2.    O Que Aconteceu Após a Queda?
Após a desobediência dos nossos primeiros pais e o conseqüente pecado, foi quebrada a harmonia desse Reino. O que vemos daqui em diante é uma raça humana prejudicada cultural, social e espiritualmente. A palavra “queda” define bem esta nova situação. Deus ainda é o Rei como sempre será Rei, mas a raça humana, ou seja os servos do reino estão afetados pelo pecado, foram atingidos pela queda e portanto estão sem condições de cumprir, pelo menos de forma correta, os mandatos estabelecidos no início.
3.    Que Atitude Deus Tomou Diante Desse Quadro?
Em Gênesis 3:15, em cima das ruínas do desmoronamento do Reino, Deus faz uma promessa de restauração, prometendo um Restaurador. Aquele que viria esmagar a cabeça de Satanás, autor do pecado e iniciador de um reino de trevas, pecado e desobediência. Um dia todo este domínio pecaminoso estará sujeito ao Restaurador, ou seja: debaixo dos pés do Senhor Jesus Cristo. A partir da promessa, começaram as providências para a chegada desse reino restaurado.
4.    O Que Cristo Veio Restaurar?
O Restaurador veio não só para restaurar o homem, mas toda a criação, todo o reino atingido pelo pecado. A terra foi amaldiçoada com o pecado (Gn 3:17-18); os animais sofrem as conseqüências do pecado (Os 4:3). Paulo disse em Romanos 8:22 que “toda a criação geme”, aguardando a restauração. Em Colossenses 1:20 Paulo fala que Cristo veio para reconciliar com Ele mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus. No livro de Apocalipse, que retrata o fim da obra restauradora de Cristo, está expresso: “eis que faço nova todas as coisas” (Ap 21:5). Em I Coríntios 15, onde Paulo está falando das coisas do fim, no verso 24, diz: “depois virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai e quando houver aniquilado todo império, toda potestade e força (do mal)". Portanto, o Reino dos céus, que é o Reino de Jesus, não compreende só pessoas, mas todas as coisas. Ele é o Restaurador de tudo.
5.    Por Que os Evangelhos Falam Tanto em Reino?
Os Evangelhos empregam por mais de cem vezes a palavra “reino”, isso porque eles registram a chegada de Cristo em cumprimento das promessas; e a chegada de Cristo aqui foi descrita por João Batista e pelo próprio Cristo como a chegada do Reino de Deus (Mt 3:2; 4:17). Com a vinda de Cristo e Sua obra, e a obra dos apóstolos, implantou-se o Reino que está em desenvolvimento até à consumação dos séculos.
Jesus ilustrou o crescimento do reino com as diversas parábolas quando sempre ensinava: “O Reino dos céus (ou de Deus) é semelhante...”. Na oração Dominical Ele nos ensinou a orar pedindo entre outras coisas: “venha o teu reino”. Em Mateus 6, no Sermão do Monte, Ele nos ensinou que a nossa preocupação deve ser com o reino de Deus, quando disse: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas”.
Interessante que em Mateus 6, Jesus falou do Reino de modo abrangente, mostrando que Deus cuida de homens, animais e plantas.
O Evangelho que nos foi deixado é chamado o “Evangelho do Reino” (Mt 4: 23; 4:35; 24:14); esta mensagem restauradora é a “Palavra do Reino” (Mt 13:19). Os que são de Cristo, os quais foram alcançados pelo Evangelho do reino, são chamados “filhos do reino” (Mt 13). Para Jesus, o importante para o pecador é que ele entre no Reino de Deus, pela porta da regeneração, do novo nascimento: “Se alguém não nascer de novo não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3:4). A ênfase dos Evangelhos é que preguemos o “Evangelho do Reino”, para a entrada de pecadores arrependidos e regenerados no “Reino de Deus”.
6.    Por Que os Evangelhos Falam Tão Pouco de Igreja?
Os quatro Evangelhos só se referem à Igreja em duas oportunidades (Mt 16:18 e 18:17). A primeira referência é à promessa de Jesus de edificar a Igreja, no futuro: “Edificarei a minha Igreja”. O Reino estava presente, mas a Igreja ainda não. Após a morte e ressurreição de Cristo e a vinda do Espírito Santo, o Reino haveria de crescer muito. Jesus disse a Pedro no mesmo texto onde fez a promessa de edificar a Igreja: “Eu te darei as chaves do Reino dos céus...” (Mt 16:19). E foi no dia de pentecostes, em Atos 2, que Pedro usou essas chaves, e quase três mil pessoas entraram para o Reino, através do arrependimento e da Fé em Cristo. Usando as chaves pela segunda vez, pregação da palavra, em Atos 3, por ocasião da cura do coxo, diz-nos Lucas que o número dos discípulos chegou a quase cinco mil (At 4:4). Até então ainda não havia aparecido a palavra "Igreja" em Atos. Ela vai aparecer pela primeira vez em Atos 5:11, por ocasião da disciplina aplicada sobre Ananias e Safira. A partir daí, até Apocalipse 3, é citada a palavra por mais de cem vezes. No contexto do crescimento do Reino, pela entrada de milhares e milhares de pessoas, é que surgiu a Igreja ou as igrejas.
7.    O Que É a Igreja?
Na maioria das vezes a palavra aparece no singular “Igreja”, referindo-se a um grupo de crentes em determinada cidade, ou aparece no plural “igrejas”, referindo-se a diversos grupos de crentes em certas regiões. Neste contexto, Igreja é a forma visível do Reino; é a sua estrutura organizacional e administrativa. As igrejas são grupos organizados de servos do Reino a serviço do Reino. Ainda hoje chamamos de “Igreja” um determinado número de crentes estruturados sobre certos princípios. Um grupo que tenha seu pastor, seus presbíteros e seus diáconos, para a sua administração.
Portanto, as igrejas e as denominações se organizam para o serviço do Reino. Neste sentido as igrejas podem ser chamadas de “as agentes do Reino de Deus”. Foi Jesus quem criou esta estrutura orgânica do seu Reino aqui na terra. Neste sentido nós não servimos à Igreja, servimos ao Reino e para tanto nos organizamos em Igreja.
Em Atos 19: 8; 20:25; 28:23 e 31 Lucas diz que Paulo “pregava o Reino”... Também é interessante que nas Escrituras somos chamados de “servos”; isto porque o Reino tem “servos”; e a Igreja tem “membros”. Ainda deve ser observado que no contexto da vinda de Cristo, do arrebatamento e do futuro eterno do povo de Deus, não aparece a palavra Igreja. Em Apocalipse, a palavra "Igreja" só aparece até o capítulo 3, falando de igrejas locais; depois só torna a aparecer no capítulo 22, verso16, referindo-se ainda às igrejas locais.
No céu não terá Igreja; a estrutura orgânica do reino desaparecerá. No céu terá o Reino eterno de Deus e de seu Filho Jesus Cristo (Ap 11:15). Como Jesus dirá na Sua vinda: “vinde benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25:34).
O Reino de Deus foi entregue a Cristo; Ele é o Rei e será Rei para todo sempre; todo poder foi dado a Ele nos céus e na terra (Mt 28:18 e Dn 7:14); Ele é rei sobre os crentes, sobre os Seus servos que entraram em Seu Reino e fazem a Sua vontade, exercerá juízo e condenará todos os ímpios. Um dia Ele entregará novamente o Reino restaurado ao Pai (I Cor 15:24 e Ap 11:15).
8.    Qual a Importância da Idéia de Reino?
Desenvolver esta idéia é muito importante, pois julgamos que uma grande maioria dos crentes só se preocupa em atender algumas exigências para se manterem como membros de uma Igreja e nada fazem a favor do Reino. Outros se esforçam muito quando o esforço visa fortalecer à estrutura local de sua Igreja e pouco ou quase nada fazem a favor do Reino. Devemos nos lembrar que a Igreja não é um fim em si mesma; nós não trabalhamos, em primeira mão para o crescimento da Igreja e sim para o crescimento do Reino. Embora o crescimento seja recíproco porque o Reino crescendo, cresce também a Igreja e sua estrutura. Uma Igreja deve cuidar bem de sua estrutura e de sua organização, visando melhor trabalhar a favor do Reino dos céus.
Esta visão do Reino tira-nos dos limites das quatro paredes de nossos templos, eleva os nossos olhos além da estrutura orgânica de nossas igrejas para uma obra muito mais ampla e para desafios muito maiores. Devemos nos lembrar que antes de sermos membros da Igreja, somos servos do reino; servir a Igreja e não servir o Reino é estar fora dos propósitos do Rei Jesus. Não pode haver bons membros da Igreja sendo maus servos do Reino. Se formos bons servos do Reino, certamente seremos também bons membros da Igreja. Quantos crentes que desagradam da Igreja e deixam de trabalhar e de contribuir; estes são maus membros e maus servos.
Sejamos bons membros e bons servos. Assim poderemos orar: “Venha o teu Reino”; assim teremos motivação para “buscar primeiro o Reino de Deus” antes de qualquer outra preocupação.
Irmãos, “vamos nós trabalhar, somos servos de Deus”. Amém!!!
Rev. Edival José Vieira