fonte: http://www.hermesfernandes.com/2010/10/e-se-deus-nos-tirasse-pra-dancar.html
sábado, 23 de outubro de 2010
E se Deus nos tirasse pra dançar?
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
O sem-sentido da vida
por Zé Luís
São seis horas da manhã em São Caetano do Sul de uma quinta-feira comum e ordinária.
O homem desce na estação central da cidade junto a esposa, beija a mulher e se dirige para mais um dia de trabalho. A marmita ainda está quente na mochila, sua mulher vai para igreja: está em campanha de oração nesse horário.
Ele pensa se é realmente hora dele conversar com seu encarregado sobre seu salário, nas prestações da geladeira quase quitada, no churrasco na casa do Júlio... queria levar as crianças mas o carro não está legal... motor com problemas...
Alguém grita do outro lado da rua, um baque seco o derruba com violência, e tudo se apaga. Momentos depois, sua mulher, que já orara, vê a multidão aglomerada em volta de um corpo morto, seu marido, esmagado por uma imensa árvore que caprichosamente o escolheu matar quando caiu.
Há uns meses atrás, cheguei a cidade para mais um dia de trabalho, e me deparei com essa multidão, essa árvore, além dos gritos desesperados de uma mulher. Só ontem soube porque, mas mesmo assim, ao contemplar essa cena em minha mente, não vi sentido.
Uma vida deixa de existir sem aviso prévio, e isso não é lógico. Se existe algo um raciocínio em nossa alma, crente ou ateu, é que vivemos sempre na expectativa do momento seguinte. Creio que mesmo o suicida - me “acorrége” se estiver enganado – aguarda o momento seguinte após concretizar seu derradeiro feito: "Será que haverá a paz derradeira então?"
O fim, na verdade, não nos faz sentido. Por isso sei que não somos desse mundo: intimamente, sabemos que há um próximo evento. Mas...
Contemplamos o fim repentino, tão cotidiano e comum, mas preferimos acreditar que isso não nos sucederá. Nosso fim pessoal será depois de todos, cheio de vida, sem dor, depois de todas as tarefas cumpridas, todas as metas alcançadas, em paz com todos e os inimigos devidamente neutralizados.
Lembrei em meio as reflexões de como Mestre classifica gente deste presente século, que planeja construir grandes monumentos e palacetes num lugar que não se definiu: no futuro.
- “Louco! Esta noite pedirão a sua alma!” - sentencia Ele, finalizando sua parábola, em resposta ao bem sucedido empresário que só vive de projeções que só se auto-incluem e se auto-beneficiam.
- “Louco! Não é revelado a você o teu fim!”, “Meus planos não são os seus”.
A vida sempre nos mostrou que nosso tempo é para ser vivido em segundos, a cada gota, mas nos entregamos ao absurdo de querer garantir que haverá amanhã, da rotina da existência ininterrupta é para essa vida e com nossas regras.
-“Loucos”, comenta boquiaberto o Mestre, que não entende nossa absurda maneira de viver adiando a vida para um momento propício que pode nunca chegar. Protelamos perdão, amores, caridades, renúncia para uma possível situação oportuna que nunca ocorrerá.
Só assim o caos dos acontecimentos farão sentido:
Aproveite a vida enquanto a tem. Corra e faça o que há de ser feito, ninguém sabe o que há na outra esquina. No mais, se você preferir adiar, as mortes continuarão acontecendo, independente se suas crenças pessoais afirmarem o contrário.
Subvertendo as Formas Pré-Estabelecidas
Por Hermes C. Fernandes
Além de não conformar-se, isto é, ajustar-se aos padrões vigentes, o Evangelho do Reino provoca transformações profundas, tanto no indivíduo, quanto na sociedade.
No indivíduo, esta transformação começa pela renovação do seu entendimento, conforme lemos em Romanos 12:2. Portanto, parte do subjetivo. Sua cosmovisão é radicalmente afetada. A maneira como se vê, e como enxerga a realidade à sua volta muda drasticamente.
Ele passa a perceber-se como um pecador carente da misericórdia divina. Há uma expansão da sua consciência (Metanóia no grego, ou arrependimento em português). Sua avaliação de si mesmo e do mundo passa a estar em linha com a avaliação feita por Deus. Suas opiniões particulares se rendem à verdade revelada na Palavra.
A introspecção inicial dá lugar a uma nova cosmovisão. Embora parta do subjetivo, não pára aí. Ao sentir-se transformado por Deus, o indivíduo é comissionado e desafiado a trabalhar pela transformação do mundo. Daí o caráter objetivo e abrangente da transformação proposta pelo Evangelho.
A injustiça imperante na sociedade começa a causar-lhe náuseas, porque seu coração agora bate no compasso do coração de Deus. E ele não se contenta a ser um mero espectador da história, mas almeja ser um agente subversivo do Reino de Deus.
O Espírito do Senhor que passa a habitar nele, o impulsiona a trabalhar pela restauração dos lugares há muito devastados pelo crime, pela injustiça social, pela corrupção, pela promiscuidade, e por tudo o que degenera o ser humano (Isaías 61:4).
A transformação desejada é precedida por um TRANSTORNO.
Transtornar é bagunçar o que está arrumado, para então estabelecer um novo padrão. Para dar uma faxina nada casa, é imprescindível que se tire as coisas do lugar.
Os discípulos de Jesus foram acusados de transtornar o mundo (At.17:6). Onde o Evangelho chegava, havia sempre uma desordem inicial, um alvoroço, como o que aconteceu em Éfeso, quando os comerciantes amargaram um enorme prejuízo por conta do culto a deusa Diana ter sido desacreditado.
Como já devem ter percebido, gosto muito de estudar a origem etimológica das palavras.
Algumas traduções trazem o vocábulo “alvoroço” em vez de “transtorno”. A palavra “alvoroço”, tem a mesma origem de “alvorecer”. Quando se tocava o clarim da alvorada no acampamento do exército romano, havia um alvoroço, que logo era seguido pela ordem matinal, com todos os soldados devidamente enfileirados.
A trombeta de Deus tem sido tocada, onde quer que o Evangelho do Reino seja anunciado. O alvoroço causado pela proclamação da verdade é o prenúncio de que a aurora está prestes a raiar.
Esta transformação deve abarcar todos os campos do conhecimento humano, e todos os setores da socieade. A cultura, a ciência, a legislação, a educação, a família, nada fica imune ao fluir do Rio de Deus. E onde quer que ele passe, tudo revive ( Ez.47:9).
A igreja de Cristo não tem o direito de represar o rio da vida. Não somos lagoas de águas paradas, infestadas de micróbios e larvas de insetos. Somos o canal por onde passam as águas do rio de Deus. Deixemos, portanto, que elas desaguem no mundo, a fim de transformá-lo.
Uma religiosidade intimista, circunscrita ao indivíduo e às suas experiências, não poderá romper com os diques. O rio de água viva prometido por Jesus, flui do nosso interior, e não em nosso interior. O interior do homem é o ambiente de onde as águas transformadoras jorram, mas não é o ambiente onde elas devem desaguar.
fonte: http://www.genizahvirtual.com/2010/10/subvertendo-as-formas-pre-estabelecidas.html
sábado, 9 de outubro de 2010
No princípio
João 1.1-14
Nós conhecemos Jesus de muitas formas, para uns ele é filho de Zeus que está pronto a castigar qualquer um que erre em algum aspecto da vida, para outros ele é o Silvio Santos dando dinheiro pra todo mundo que é fiel e não pensa muito, quem é Jesus então? Quem está certo? Como podemos saber quem é esse Jesus?
A resposta a última pergunta é a mais fácil de todas, pois a bíblia contém quatro evangelhos falando disso e mais um monte de epístolas que complementam. Sendo assim tudo o que temos que fazer para responder as outras duas perguntas precisamos ler a Bíblia conhecer o verdadeiro Jesus.
O evangelho de João é o que eu mais gosto, a linguagem e o fato de João estar bem velho quando escreveu sempre me chamaram a atenção. Este livro é mais que um evangelho, é o legado de um homem.
João começa diferente, ele começa de cima para baixo, Mateus começa falando da genealogia de Jesus até Abraão, João começa seu evangelho antes da criação (no principio era aquele que é a palavra...). A primeira definição que João dá para Jesus é que Jesus é Deus, o filho de Deus.
Jesus é luz, e não é uma luz qualquer, é uma luz que nos da certeza de onde estamos. Nele não há duvidas. É o caminho certo, é uma luz tão forte que mostra tudo que fazemos. Por isso os homens que praticam obras más não gostam dele, porque suas obras eram más.
Esses foram os que não entenderam quando um homem de aparência não tanto sociável apareceu no deserto anunciando o reino de Deus. Este homem era João Batista, testemunha da luz.
Jesus não é um homem que praticou o bem, Jesus é Deus encarnado (e aquele que é a Palavra tornou-se homem e viveu entre nós...). Interessante notar que na mesma porção que diz que Jesus é Deus diz também que ele viveu entre nós, cremos que Jesus não é um Deus ausente, distante, mas é um Deus que anda conosco, que habita com a gente, e que podemos ver sua glória.
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