quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A IGREJA, O CRISTÃO E A POLÍTICA



1. A IGREJA

A igreja de Cristo é a agência do Reino de Deus na terra. O apóstolo Pedro em sua primeira epístola nos dá o perfil da igreja de Cristo em sua essência quando se referindo a ela afirmou que a igreja é a "...geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Vós que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia" (I Pe. 2.9-10). Deus elegeu Israel para ser o seu povo, mas Israel não correspondeu ao amor de Deus. Deus elegeu então a igreja em Cristo Jesus para tornar-se eternamente o seu povo. "Fui buscado dos que não perguntavam por mim; fui achado daqueles que me não buscavam. A um povo que se não chamava do meu nome eu disse. Eis-me aqui" (Isaias 65:1). É glorioso sabermos que somos um povo do qual Deus inspirou escatologicamente ao profeta para expressar que este povo estranho o buscaria de tal modo, que Deus se faria presente. Em Cristo se cumpriu a profecia de Isaias e Jesus orando por seus discípulos deixou bastante claro quando se expressou dizendo: "Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me hás amado antes da fundação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci; e estes conheceram que tu me enviaste a mim. E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles e eu neles esteja" (João 17: 24-26).
A igreja é a grande eleita na eleição de Deus. Voltando ao texto de Pedro verificamos que o apóstolo deixou bem claro e definido critérios para serem observados pela igreja de Cristo como geração eleita de Deus. "Sujeitai-vos, pois a toda a ordenação humana por amor do Senhor: quer ao rei, como superior; quer a governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos; como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus". E Pedro conclui dizendo: "Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao Rei. (I Pe 2:13-17). A luz deste texto entendemos que é a vontade de Deus que Sua igreja, respeite os poderes constituídos. O testemunho da igreja deve estar de tal modo evidenciado, que possamos tapar a boca dos homens ímpios. O sacerdócio real está sobre a igreja e como sacerdotes e profetas de Deus que somos, devemos ser instrumentos de transformação do mundo pelo amor. Devemos colocar as autoridades diante de Deus, conforme o Apóstolo Paulo chamou à atenção de Timóteo, dizendo: "Admoesto-te pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações intercessões, e ações de graças por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador." (I Tim. 2:1-3). Aí está o grande ensino do Novo Testamento para o comportamento da igreja como povo de Deus. Escrevendo a Tito, o apóstolo Paulo reportou-se ao mesmo assunto, dizendo: "Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda a boa obra; que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens". (Tito 3:1-2). Diante destes textos concluímos que Deus abomina a desobediência às autoridades que por Ele mesmo foram constituídas sobre as nações e Reinos. "...afim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens, e os dá a quem quer, e até ao mais baixo dos homens constitui sobre eles" (Dan. 4:17).

2. O CRISTÃO

Não deve haver dicotomia entre o comportamento pessoal do cristão diante dos poderes constituídos e o comportamento da igreja de Cristo como todo. Isto significa que a orientação da igreja segue a revelação de Deus sobre o assunto, e como tal deve ser obedecido por todos os membros do corpo de Cristo. Imaginemos uma mão intencionando fazer uma coisa e a outra mão intencionando fazer outra coisa. Ambas não realizariam nada porque não poderiam atuar em projetos diferentes. Ou, se a cabeça ordenasse a mão que se posicionasse numa determinada direção e a mão se dirigisse em outro sentido. Nada se realizaria. Igualmente o corpo de Cristo que é a igreja não poderá se dissociar dos ensinos da Palavra revelada. Deve haver coerência, metas e objetivos a serem alcançados. Assim, os mesmos princípios aplicados a igreja devem ser aplicados a todos os crentes isoladamente.
A participação do crente na política tem sido muito questionada em nossos dias. O que mais chama à atenção da comunidade cristã no exercício dos cargos eletivos, é que os testemunhos daqueles que tem alcançados os cargos públicos. Tanto na área do legislativo como do executivo, e até mesmos em cargos de confiança dos governos, tanto a nível federal como estadual, tem deixado muito a desejar, pelo menos é o que temos observado entre muitos dos que tem sido eleitos.
Após a abertura democrática no país, verificamos uma crescente ascendência de evangélicos ingressando na carreira política. Ao mesmo tempo temos visto que muitos destes irmãos não conseguiram sua reeleição, em eleições posteriores, pelo simples fato de terem fracassado como políticos. Muitos escandalizaram o evangelho de tal modo que tornaram-se opróbrio no meio do povo de Deus. Decepção e escândalo para o evangelho e para a Igreja de Cristo. Não estavam aptos para exercerem os cargos eletivos à luz da palavra e testemunho do evangelho como sal da terra e luz do mundo. O seu sal tornou-se insosso para a terra e a luz apagou-se no meio das trevas.
O crente pode e deve encarar a carreira política como algo natural, como se fosse uma outra carreira qualquer, dentro da nossa sociedade. Os cargos eletivos e de confiança nos diversos escalões do governo estão tanto para o ímpio como para o cristão. E, a Bíblia em nenhum momento menciona a desaprovação de Deus quanto a fazer acepção de pessoas, para o exercício do poder. Na história do povo hebreu vimos que José foi vendido por seus irmãos. No Egito ele não se corrompeu diante das tentações da mulher do Ministro Potifar e pagou caro pela sua fidelidade ao seu Deus. Foi preso e castigado, mas levantou-se quando o Rei precisou de quem interpretasse o seu sonho. José interpretou o sonho e em seguida foi nomeado Governador, tornando-se uma benção para o Egito e mais tarde para o povo hebreu. (Gen. 41:38-40).
No cativeiro babilônico Daniel preferiu não se alimentar dos manjares do rei. Tornou-se tão belo e forte quanto os demais cativos do reino destinados a serem instruídos nas letras e língua dos caldeus. (Dan. 1:4). Daniel foi ricamente abençoado por Deus no meio de um povo estranho tornando-se príncipe no meio deste povo estranho (Dan. 6:2). Foi condenado à cova dos leões, mas não se prostrou, nem prestou adoração ao rei Dario, antes manteve-se fiel a Deus. Passada a noite Daniel manteve-se vivo pela proteção de Deus que fechou a boca dos leões. Daniel saiu amparado pelo Rei Dario que já havia se arrependido de seu edito. Agora fez um novo decreto publicado e divulgado para cumprimento em todo o domínio do império para que todos os homens temessem e tremessem diante do Deus de Daniel. "...porque ele é o Deus vivo e para sempre permanente, e o seu reino não se pode destruir; o seu domínio é até o fim. Ele livra e salva, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele livrou Daniel do poder dos leões" (Dan. 6:26-27). Deus foi glorificado na vida de seu servo Daniel. O cristão glorifica a Deus e é uma benção para os homens e para as nações quando se mantém fiel ao Senhor.

3. A POLÍTICA

A política é um instrumento da democracia. A pluralidade de partidos pressupõe que existe livre-arbítrio, a ser exercido pelo povo que deve conscientemente escolher seus mandatários em escrutínio livre e secreto. Nos regimes totalitários de qualquer ideologia, não existe a liberdade democrática. Os governos são impostos pela força ou são transferidos por hierarquia. A democracia está coerente com a Palavra de Deus, porque Deus fez o homem livre. Deus abomina a escravidão, a servidão, o cativeiro, e a opressão tanto físico material, como espiritual. "Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:36). Segundo, o autor Justo Gonzalez em sua coleção "Uma História Ilustrada do Cristianismo", os imperadores romanos acusaram os cristãos de haverem desestabilizado o Império Romano, com o que tenho concordado plenamente. O cristianismo tem transformado o homem e tem mudado a história do mundo. A oração do justo pode muito em seus efeitos. O clamor da igreja derruba impérios, muros e regimes totalitários. A igreja pode mudar a história política na medida que ela coloca os povos diante do trono de Deus. Cometemos um erro grave quando imaginamos que teremos reinos de paz, justiça, tranqüilidade ou de equilíbrio econômico-social. As promessas de Deus são para a igreja de Cristo. Novos céus e nova terra (Apoc. 21:1-7).
A política é a manifestação do pensamento do homem. Ela é necessária nos regimes democráticos porque politicamente o homem pode expressar a sua vontade, aliada a vontade do grupo. A maioria partidária leva ao poder. Ainda que não seja o método mais apropriado não conhecemos outro e deste modo ele é justo.
Samuel e Deus discordaram do desejo do povo de Israel quando pediram um rei, pelo simples fato de todos os demais povos terem seus reis. Deus era o Rei de Israel. Deus estava à frente de seu povo e pelejava por ele. Não havia justificativa para exigir-se um rei. Deus acabou atendendo ao clamor de Israel e o reinado foi um fracasso (Sam. 8:5). A política como instrumento democrático deveria ser utilizada para ser uma benção para todos os povos, no entanto tem sido mais um instrumento de corrupção e de ambição. Os políticos tem legislado mais em benefício próprio do que em benefício do povo. Enquanto o povo não souber escolher bem seus representantes não terão dias melhores. O povo tem o governo que merece, diz um adágio popular, porque uma vez escolhido os governantes de modo errado, só resta democraticamente suportá-los, até nova oportunidade de mudá-los. Em qualquer situação os governos humanos serão apenas um paliativo para o problema do homem. Somente Deus através de Jesus tem a solução definitiva para o problema homem.
Augusto Bello de Souza Filho
Bel em Teologia

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O Evangelista


O Evangelista subiu ao púlpito, saudou a todos os presentes, e, abrindo a Bíblia, leu a apresentação de Paulo aos romanos: Paulo, servo de Cristo.
Fechando a Bíblia, dirigiu-se à plateia, dizendo: Servo significa escravo. Paulo era escravo de Jesus, o Cristo.
E continuou: hoje eu vim para dizer-lhes que houve uma tragédia com a humanidade: no começo de nossa história nos deixamos seduzir por um ser em estado de rebelião, e, assim, passamos a fazer parte dessa rebelião.
Perdemos a comunhão com Deus e nos tornamos prisioneiros desse ser, na dimensão da escuridão, que passou a ser o nosso ambiente. Disse ele.
Graças, porém, ao que o Deus Filho fez, antes da fundação do mundo, no seio da Trindade, quando se esvaziou e tomou a forma de servo, o que foi demonstrado na encarnação e na cruz, e ratificado na ressurreição, a nossa rebelião não foi o fim nosso e de tudo, e o nosso aprisionamento não nos deixou sem saída.  Prosseguiu o Evangelista.
O ato do Filho permitiu o favor do Pai, de modo, que o Pai decidiu salvar a humanidade. Ele salva a humanidade dando seres humanos ao Filho. Eles se tornam propriedade do Cristo, se tornam seus escravos. Acrescentou o pregador.
O Filho salvará todos os seus escravos. Começa com o fato de que os escravos de Cristo são incluídos na sua morte, e na sua ressurreição. Recebem, portanto, a própria vida do Cristo, por meio do seu Espírito, que neles passa a habitar. E eles não só são transportados da escuridão para o Reino do Cristo, como começam a andar no caminho que fará com que, também, a escuridão saia deles, e começam a, cada vez mais, fazer a vontade do Pai, pela força do Santo Espírito que, neles, passa a habitar. Complementou o evangelista.
O ato do Cristo é suficiente para o Pai libertar da prisão a quem Ele quiser. Não é, porém, o Filho que escolhe quem será seu escravo, é o Pai que dá ao Filho os seres humanos que Ele quiser dar, e o Filho, não permitirá que a morte derrote qualquer um de seus escravos, ao contrário, aos que Ele não arrebatar, Ele ressuscitará. Acrescentou o palestrante.
Ser escravo de Jesus, o Cristo é ótimo: Ele chama os seus escravos de amigos, e o Pai dele, chama aos escravos do Cristo de filhos. E, de fato, eles se tornam filhos do Pai do Cristo. Assim como o Filho não escolhe quem será seu escravo, nenhum dos prisioneiros pode escolher ser escravo do Cristo. É decisão do Pai. Expôs o evangelista.
E concluiu o Evangelista: espero que nesta noite o Pai liberte da prisão alguns do que aqui estão. E eu gostaria de conhecê-los. As pessoas que o Pai liberta e torna escravo do Filho ganham consciência de que são prisioneiros do mal, e passam a ter vontade de ser escravos de Cristo. E perguntou: Enquanto eu estava falando a vocês, alguém, inexplicavelmente, começou a ter consciência de que é prisioneiro do mal e, simultaneamente, passou a muito desejar o ser escravo do Cristo? Levante a sua mão! Eu quero conhecê-lo, e quero agradecer ao Pai por sua libertação, e quero, desde já, começar a ensiná-lo como vive um escravo do Cristo.
Surpreendentemente, algumas mãos se levantaram, e o Evangelista fez o que dissera que faria.
fonte: http://ariovaldoramosblog.blogspot.com/2010/03/o-evangelista_12.html

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A IGREJA E A POLÍTICA DOS EVANGÉLICOS NO SÉCULO 21



Um dos mais respeitáveis teólogos da atualidade, fundador da Fraternidade Teológica Latino-Americana, Samuel Escobar, considera que "o mundo de amanhã não precisa de latino-americanos que aspirem por viver na comodidade e no luxo (...), mas de latino-americanos que convençam seus parceiros norte-americanos e europeus de que se pode viver com simplicidade e alegria, com os meios estritamente necessários para realizar a obra, e um senso de satisfação que vem da fidelidade ao chamado de Deus".
No alvorecer dos século 21, os evangélicos latino-americanos reconhecem que é impossível ao homem do futuro viver a experiência da graça salvadora de Deus, sem recuperar a visão bíblica do ser humano como ser social, cuja transformação é vivida no contexto de sua própria comunidade. É na igreja que se vive as dimensões do pessoal e do comunitário da salvação.
Ao contrário do século 20, que se construiu voltado para o imediato da vida, o desgaste das grandes correntes político-ideológicas coloca o homem do século 21 diante de uma perspectiva que muitos acreditavam morta: a vivência da espiritualidade como opção válida para a construção de uma humanidade solidária.
Estamos presenciando em toda a América Latina a redescoberta da realidade da vida espiritual e da dimensão religiosa. Nesse sentido, tanto a tecnologia como a formação intelectual deixam de ser dimensões antagônicas à fé, para ocupar o lugar que sempre lhes pertenceu, de ferramentas imprescindíveis ao conhecimento humano.
É verdade, que a redescoberta da dimensão espiritual do homem nos leva a dois problemas que devem ser condenados claramente. De um lado, existem aqueles que se aproveitam da crescente fome espiritual da humanidade para acumular riquezas e poder. E por outro, é um erro olhar a Europa e os Estados Unidos como sociedades cristãs, que através de suas políticas expandem o cristianismo no mundo. O que não é verdade. A Europa e os Estados Unidos traduzem a triste realidade de culturas pós-cristãs e suas políticas nacionais pouquíssimas vezes traduzem a ética e a fraternidade propostas pelo Cristo.
Esses dois alertas são fundamentais, pois mostram que a redescoberta da espiritualidade pelo homem pós-moderno não está isenta de problemas. De todas as maneiras, é bom lembrar que dos 6 bilhões de habitantes do mundo, um terço nomeia-se cristão e que a cada dia 70 mil pessoas adotam o cristianismo como fé e religião.
Por isso, a partir de uma releitura de Sulla teologia del mondo, de Johann Baptist Metz, 1968, sugerimos a formulação de uma práxis política evangélica que deve, estrategicamente, partir de duas tarefas: uma negativa e outra positiva.
1. A pars destruens consiste em realizar a crítica da tendência da teologia à privatização. O iluminismo rompeu a unidade entre existência religiosa e existência social, e o marxismo definiu a religião como superestrutura ideológica de determinada práxis social e de determinadas relações de poder. Assim, o iluminismo e o marxismo definiram a impossibilidade do sagrado no mundo e a teologia acabou por refugiar-se na esfera do privado: "Ela [...] privatizou esta mensagem em seu núcleo essencial e reduziu a práxis da fé à decisão amundana do indivíduo. Essa teologia procurou resolver o problema surgido com o Iluminismo, eliminando-o. Para a consciência religiosa, determinada por essa teologia, a realidade social e política tem apenas uma existência efêmera. As categorias que essa teologia utiliza para explicar a mensagem [cristã] são predominantemente categorias do íntimo, do privado, do apolítico" [J. B. Metz, Sulla teologia del mondo, 1968, p. 106].
2. A pars construens consiste em desenvolver as implicações sociais da mensagem cristã. Não se trata de eliminar o problema levantado pelo iluminismo e pelo marxismo - como o fazem a metafísica e a teologia existencial --, mas em responder teologicamente aos desafios, assumindo a tarefa de desenvolver uma nova relação entre teoria e prática. A teologia pode e deve fazê-lo, pois as promessas escatológicas da tradição bíblica, de liberdade, de paz, de justiça e de reconciliação, não constituem um horizonte vazio na expectativa cristã, mas têm uma dimensão política, que é preciso fazer valer na sua função crítica do processo histórico-social.
"A salvação a que se refere a esperança da fé cristã não é uma salvação privada. A proclamação desta salvação empurrou Jesus para um conflito mortal com os poderes políticos de seu tempo. Sua cruz não está no privatissimum da esfera indivíduo/pessoa, e muito menos no sanctissimum da esfera puramente religiosa. Ela está além do umbral da reservada esfera privada ou da protegida esfera puramente religiosa. Ela está 'fora', como formula a teologia da Carta aos Hebreus. O véu do templo foi definitivamente rasgado. O escândalo e a promessa desta salvação são públicos" [Id., ibid., p. 110].
Assim, na elaboração de uma teologia política evangélica, à igreja cabe a tarefa de proclamar o evangelho da salvação, exercendo função crítica diante da sociedade. A igreja pode e deve assumir essa tarefa, apesar dos muitos erros que cometeu. Esta tarefa deve ser exercida na defesa do indivíduo, de sua pessoalidade -- que não podem ser vistos simplesmente como material e meio para a construção do futuro tecnológico -- e na mobilização do poder crítico do amor que está no centro da tradição cristã.
A função crítica da igreja frente à sociedade produzirá sempre repercussões na própria igreja: promoverá uma nova consciência no interior da igreja e criará uma transformação das relações da igreja com a sociedade.
 autor: Pr. Jorge Pinheiro dos Santos
fonte: http://www.evangelica.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=165&sg=64&form_search=&pg=1&id=1889

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS



A paixão de cristo, a partir de um ponto de vista médico

De repente, eu percebi que eu tinha tornado a crucificação de Jesus mais ou menos sem valor, durante estes anos, que havia crescido calos em meu coração sobre este horror, por tratar seus detalhes de forma tão familiar – e pela amizade distante que eu tinha com Ele. Isto finalmente aconteceu comigo quando, como médico, eu não sabia o que verdadeiramente ocasionou a morte imediata. Os escritores do evangelho não nos ajudam muito com este ponto, porque a crucificação era tão comum naquele tempo que, sem dúvida, acharam que qualquer detalhe seria desnecessário.
Eu estudei a prática da crucificação, que é a tortura e execução de alguém fixando-o na cruz.
A coluna vertical era geralmente fixada ao solo, onde seria a execução, e o réu era forçado a carregar o poste horizontal, pesando aproximadamente 55 quilos, da prisão até o lugar da execução.

EXPLICAÇÃO

A paixão física de Jesus começou no Getsêmani. Em Lucas diz: "E estando em agonia, Ele orou. E Seu suor tornou-se em gotas de sangue, escorrendo pelo chão."
Todos os estudos têm sido usados por escolas modernas para explicarem esta fase, aparentemente debaixo da impressão que isto não pode acontecer.
No entanto, pode-se conseguir muito consultando a literatura médica. Apesar de muito raro, o fenômeno de suor de sangue é bem documentado. Debaixo de um stress emocional, finos capilares nas glândulas sudoríparas podem se romper, misturando assim o sangue com o suor. Este processo causa fraqueza e choque. Atenção médica é necessária para prevenir hipotermia.
Após a prisão no meio da noite, Jesus foi trazido ao Sumo sacerdote, onde sofreu o primeiro trauma físico. Jesus foi esbofeteado na face por um soldado, por manter-se em silêncio ao ser interrogado por Caifás. Os soldados do palácio tamparam seus olhos e caçoaram d’Ele, pedindo para que identificasse quem O estava batendo, e esbofeteavam a Sua face.
De manhã cedo, Jesus, surrado e com hematomas, desidratado, e exausto por não dormir, foi levado a Jerusalém para ser chicoteado e então crucificado.
Os preparativos para as chicotadas são feitos: o prisioneiro é despido de Suas roupas, e Suas mãos amarradas a um poste, a cima de Sua cabeça. É duvidoso se os Romanos seguiram as leis judaicas quanto as chibatadas. Os judeus tinham lei antiga que proibia mais de 40 (quarenta) chibatadas. Os fariseus, para terem certeza que esta lei não seria desobedecida, ordenava apenas 39 chibatadas para que não houvesse erro na contagem.

CHICOTE DUPLO

O soldado romano dá um passo a frente com um chicote com várias pesadas tiras de couro com 2 (duas) pequenas bolas de chumbo amarradas nas pontas de cada tira.
O pesado chicote é batido com toda força contra os ombros, costas e pernas de Jesus. Primeiramente as pesadas tiras de couro cortam apenas a pele. Então, conforme as chibatadas continuam, elas cortam o tecido debaixo da pele, rompendo os capilares e veias da pele, causando marcas de sangue, e finalmente, hemorragia arterial de vasos da musculatura. As pequenas bolas de chumbo primeiramente produzem grandes, profundos hematomas, que se rompem com as subsequentes chibatadas. Finalmente, a pele das costas está pendurada em tiras e toda a área está uma irreconhecível massa de tecido ensangüentado. Quando é determinado, pelo centurião responsável, que o prisioneiro está a beira da morte, então o espancamento é encerrado.
Então, Jesus é desamarrado, e Lhe é permitido deitar-se no pavimento de pedra, molhado com Seu próprio sangue. Os soldados romanos vêm uma grande piada neste Judeu, que clamava ser o Rei. Eles atiram um manto sobre os Seus ombros e colocam um pau em Suas mãos, como um cetro. Eles ainda precisam de uma coroa para completar a cena. Um pequeno galho flexível, recoberto de longos espinhos é enrolado em forma de uma coroa e pressionado sobre Sua cabeça. Novamente, há uma intensa hemorragia (o escalpo é uma das regiões mais irrigadas do nosso corpo). Após caçoarem d’Ele, e baterem em Sua face, tiram o pau de Suas mãos e batem em Sua cabeça, fazendo com que os espinhos se aprofundem em Seu escalpo. Finalmente, cansado de seu sádico esporte, o manto é retirado de Suas costas. O manto, por sua vez, já havia se aderido ao sangue e grudado, nas feridas, justo como em uma descuidada remoção de uma bandagem cirúrgica, causa dor cruciante... quase como se estivesse apanhando outra vez – e as feridas, começam a sangrar outra vez.
A pesada barra horizontal da cruz á amarrada sobre Seus ombros, e a procissão do Cristo condenado, dois ladrões e os detalhes da execução dos soldados romanos, encabeçada por um centurião, começa a vagarosa jornada até o Gólgota. Apesar do esforço de andar ereto, o peso da madeira somado ao choque produzido pela grande perda de sangue, é muito para Ele. Ele tropeça e cai. Lascas da madeira entram na pele dilacerada e nos músculos de Seus ombros. Ele tenta se levantar, mas os músculos humanos já não suportam mais. O centurião, ansioso para a crucificação, escolhe um norte-africano, Simão, para carregar a cruz. Jesus segue ainda sangrando, suando frio e com choques. A jornada é então completada. O prisioneiro é despido – exceto por um pedaço de pano que era permitido aos judeus.
A crucificação começa: a Jesus é oferecido vinho com mirra, uma mistura para aliviar a dor. Jesus se recusa a beber. Simão é ordenado a colocar a barra no chão e Jesus é rapidamente jogado de costas, com Seus ombros contra a madeira. Os soldados procuram a depressão entre os osso de Seu pulso. Ele dirige um pesado, quadrado prego de ferro, através de Seu pulso para dentro da madeira. Rapidamente ele se move para outro lado e repete a mesma ação, tomando o cuidado de não pregar muito apertado, para possibilitar alguma flexão e movimento. A barra da cruz é então levantada, e sobre o topo, a inscrição onde se lê: "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus", é pregada.
O pé direito é pressionado contra o pé esquerdo, e com os pés esticados, os dedos para baixo, um prego é martelado atravessando os pés, deixando os joelhos levemente flexionados. A Vítima está agora crucificada. À medida que Ele se abaixa, com o peso maior sobre os pregos dos pulsos, cruciante e terrível dor passa pelos dedos e braços, explodindo no cérebro – os pregos dos pulsos comprimem os nervos médicos. Conforme Ele se empurra para cima, a fim de aliviar o peso e a dor, Ele descarrega todo o Seu peso sobre o prego em Seus pés. Outra vez, desencadeia a agonia do prego colocado entre os metatarsos se Seus pés.

EXPLICAÇÃO

Neste ponto, outro fenômeno ocorre. Enquanto os braços se cansam, grandes ondas de cãibras percorrem Seus músculos, causando intensa dor. Com estas cãibras, vem a inabilidade de empurrar-se para cima, Pendurado por Seus braços, os músculos peitorais ficam paralisados, e o músculos intercostais incapazes de agir. O ar pode ser aspirado para os pulmões, mas não pode ser expirado. Jesus luta para se levantar a fim de tomar fôlego. Finalmente, dióxido de carbono é retido nos pulmões e no sangue, e as cãibras diminuem. Esporadicamente, Ele é capaz de se levantar e expirar e inspirar o oxigênio vital. Sem dúvida, foi durante este período que Jesus conseguiu falar as sentenças registradas:
Jesus olhando para os soldados romanos, lançando sorte sobre Suas vestes, "Pai, perdoa-os, pois eles não sabem o que fazem."
Em Lucas 23:34 a forma do verbo no presente continuo indica que Ele continuou dizendo isto. Ao lado do ladrão, Jesus disse: "Hoje você estará comigo no Paraíso."
Jesus disse, olhando para baixo ao atemorizado e quebrantado adolescente João, "eis a Sua mãe" e olhando para Maria, Sua mãe disse: "eis aí o seu filho".
O próximo clamor veio do início do Salmo 22, "Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?
Horas desta dor limitante, ciclos de contorção, caibras nas juntas, asfixia parcial intermitente, intensa dor por causa das lascas enfiadas nos tecidos de Suas costas dilaceradas, conforme Ele se levanta contra o poste de cruz. Então outra dor de agonia começa. Uma profunda dor no peito, enquanto seu pericárdio se enche de um líquido que comprime o coração.
Agora está quase acabado – a perda de líquidos dos tecidos atinge um nível crítico – o coração comprimido se esforça para bombear o sangue grosso e pesado aos tecidos – os pulmões torturados tentam tomar pequenos golpes de ar. Os tecidos, marcados pela desidratação, mandam estímulos para o cérebro.
Jesus suspira de sede. Uma esponja embebida em vinagre, vinho azedo, o qual era o resto da bebida dos soldados romanos, é levantada aos Seus lábios. Ele, aparentemente, não toma este líquido. O corpo de Jesus chega ao extremo, e Ele pode sentir o calafrio da morte passando sobre Seu corpo. Este acontecimento traz as Suas próximas palavras – provavelmente, um pouco mais que um suspiro de tortura.

"ESTÁ CONSUMADO"

Sua missão de sacrifício está completa. Finalmente, Ele permite o Seu corpo morrer.
Com uma última força, Ele mais uma vez pressiona o Seu peso sobre os pés contra o prego, estica as Suas pernas e toma profundo fôlego e grita Seu último clamor: "PAI, EM TUAS MÃOS ENTREGO O MEU ESPÍRITO"
Por causa da Páscoa, a tradição dizia que os réis ainda vivos, deveriam ser retirados da cruz e quebradas as suas pernas. No caso de Jesus isto era desnecessário.

CONCLUSÃO

Aparentemente, para ter certeza da morte, um soldado traspassou sua lança entre o quinto espaço entre as costelas, enfiado para cima em direção ao pericárdio, até o coração. O verso 34 do capítulo 19 do evangelho de João diz: "E imediatamente verteu sangue e água." Isto era escape de fluido do saco que recobre o coração, e o sangue do interior do coração. Nós, portanto, concluímos que nosso Senhor morreu, não de asfixia, mas de um enfarte de coração, causado por choque e constrição do coração por fluidos no pericárdio.

A SENTENÇA DE CRISTO

Cópia autêntica da Peça do Processo de Cristo, existente no Museu da Espanha

No ano dezenove de TIBERIO CÉSAR, Imperador Romano de todo o mundo, Monarca Invencível, na Olimpíada cento e vinte e um, e na Elíada vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos Hebreus, quatro vezes mil cento e oitenta e sete, do progênio, do Romano Império, no ano setenta e três, e na libertação do cativeiro de Babilônia, no ano mil duzentos e sete, sendo governador da Judéia; QUINTO SÉRGIO, sob o regimento e governador da cidade de Jerusalém, Presidente Gratíssimo, PÔNCIO PILATOS; regente, na baixa Galiléia, HERODES ANTIPRAS; pontífice do sumo sacerdote, CAIFÁS; magnos do templo, ALIS ALMAEL, ROBAS ACASEL, FRANCHINO CEUTAURO; cônsules romanos da cidade de Jerusalém; QUINTO CORNÉLIO SUBLIME e SIXTO RUSTO, no mês de março e dia XXV do ano presente – EU, PÔNCIO PILATOS, aqui Presidente do Império Romano, dentro do Palácio e arqui-residência, julgo, condeno e sentencio à morte, Jesus, chamado pela plebe – CRISTO NAZARENO – e galileu de nação, homem, sedicioso, contra a Lei Mosaica – contrário ao grande Imperador TIBÉRO CÉSAR. Determino e ordeno por esta, que se lhe dê morte na cruz, sendo pregado com cravos como todos os réus, porque congregando e ajustando homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a Judéia, dizendo-se filho de DEUS e REI DE ISRAEL, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do sacro Templo, negando o tributo a César, tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo, com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém. Que seja ligado e açoitado, e que seja vestido de púrpura e coroado de alguns espinhos, com a própria cruz aos ombros para que sirva de exemplo a todos os malfeitores, e que, juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta sagrada, hoje ANTONIANA, e que se conduza JESUS ao monte público da Justiça, chamado CALVÁRIO, onde, crucificado e morto ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores, e que sobre a cruz se ponha, em diversas línguas, este título: JESUS NAZARENUS, REX JUDEORUM. Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano. Testemunhas da nossa sentença: Pelas doze tribos de Israel: RABAM DANIEL, RABAM JOAQUIM BANICAR, BANBASU, LARÉ PETUCULANI, Pelos fariseus: BULLIENIEL, SIMEÃO, RANOL, BABBINE, MANDOANI, BANCURFOSSI. Pelos hebreus: MATUMBERTO. Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma: LÚCIO SEXTILO e AMACIO CHILICIO.
http://www.evol.com.br/a-paixao-de-cristo-a-partir-de-um-ponto-de-vista-medico

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A ignorância da verdade é desculpa para a desobediência?



Quando ele pregou aos adoradores de ídolos em Atenas, Paulo disse:  "Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância;   agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam" (Atos 17:30).  Este versículo é muitas vezes usado para sugerir que Deus não condenará aqueles que nunca ouviram o evangelho, e para desculpar as falhas dos cristãos em ensinar seus vizinhos ou levar o evangelho às áreas mais remotas.

Mas esta interpretação não atinge o intuito do versículo e contradiz outras passagens. Paulo faz uma distinção entre os pecados da ignorância cometidos no passado (antes da vinda de Cristo e do seu evangelho) e a exigência de Deus de arrependimento agora. No passado, Deus não levou em conta os tempos da ignorância. Agora, ele exige que todos os homens, em toda parte, se arrependam. Consideremos algumas outras passagens para esclarecer este ponto.
Pedro disse que os judeus mataram Jesus por ignorância (Atos 3:17). Será que isso significava que eles poderiam ser salvos sem obedecer ao evangelho? Certamente não. Ele lhes disse que se arrependessem e se convertessem para cancelar seus pecados (Atos 3:19).
Paulo descreveu-se como o maior dos pecadores (1 Timóteo 1:15), apesar de que agiu em boa consciência (Atos 23:1) e por ignorância (1 Timóteo 1:13). Ele diz que recebeu a misericórdia de Deus por causa de sua ignorância. Isto significa que ele foi salvo sem ouvir e obedecer ao evangelho?  Claro que não. Ele teve que conhecer a Cristo, crer nele, e ser batizado para remissão dos seus pecados (1 Timóteo 1:14-16; Atos 22:16).
Em 2 Tessalonicenses 1:8, Paulo disse que Jesus punirá eternamente aqueles que "não conhecem a Deus" e aqueles "que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus". A ignorância não é defesa. Aqueles que pecam, mesmo que nunca ouçam o evangelho, estão condenados por causa de seu pecado. Os cristãos que compreendem esse fato verão a maior urgência de nosso trabalho de espalhar o evangelho. Deus "é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (2 Pedro 3:9).

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Al Capones e gangsters evangélicos





Por J. Lee Grady, editor da Revista Charisma:
Houve um tempo em que Al Capone controlava toda a cidade de Chicago. O notório gangster da década de 1920 subornou o prefeito, comprou a polícia e, como um rei, presidiu um império de cassinos, redes de contrabando e botecos em pleno vigor da Lei Seca. Ele se esquivou das balas por muitos anos e viveu acima da lei – ganhando assim a reputação de “intocável” porque ninguém podia levá-lo à justiça.
Antes que Capone fosse finalmente preso em 1932, ele justificou seus crimes dizendo: “Tudo o que faço é para atender a demanda do público.” Ele nunca assumiu responsabilidade pelo estrago que causou porque prefeitos, policiais, líderes comunitários e estelionatários o apoiaram todo o tempo.
Odeio ter que comparar ministros de Deus a um mafioso. Mas a triste verdade é que atualmente há alguns (talvez mais do que só alguns) pastores que possuem algumas das características mais abomináveis de Al Capone. São mestres do engano e da manipulação. Eles compraram seu espaço na subcultura evangélica carismática e usaram suas místicas habilidades hipnóticas para controlar grandes redes de TV cristãs.
Mas a exemplo de Al Capone, seus dias estão contados. A Justiça logo os agarrará.
Estes falsos profetas provavelmente começaram com um chamado genuíno da parte de Deus, mas o sucesso os destruiu. Eles se desviaram da fé verdadeira e foram seduzidos pela fama e pelo dinheiro; quando seus ministérios cresceram, eles apelaram a táticas questionáveis para manter a máquina religiosa rodando. Mas agora, em meio à Grande Recessão Americana, Deus está tratando com eles.
Mas antes que nos regozijemos por estes impostores estarem sendo despejados de seus púlpitos e varridos das emissoras, pausemos por um minuto e reflitamos: como tais falsos profetas alcançaram tanta popularidade? Jamais teriam conseguido sem a nossa ajuda.
Nós fomos os idiotas. Quando eles diziam: “O Senhor lhes dará riquezas incontáveis se vocês semearem mil dólares agora”, imediatamente pegávamos o telefone e nossos cartões de crédito. Que Deus nos perdoe.
Nós fomos os cegos. Quando eles diziam: “Preciso que hoje vocês façam uma oferta sacrificial para que eu possa consertar meu jatinho particular”, sequer perguntávamos por que um servo de Deus não era humilde o suficiente para voar em classe econômica para alguma nação de Terceiro Mundo. Que Deus nos perdoe.
Nós fomos os tontos. Quando ficávamos sabendo que eles estavam vivendo em imoralidade, maltratando suas esposas ou povoando cidades com seus filhos bastardos, dávamos ouvidos às suas desculpas ao invés de exigir que estes pastores vivessem como verdadeiros cristãos. Que Deus nos perdoe.
Nós fomos os ingênuos. Quando eles imploravam por dois milhões de dólares extras para tapar algum rombo no orçamento, nos sentíamos incomodados em perguntar por que eles precisavam dormir em suítes de hotel cuja diária custava dez mil dólares. Na verdade, sempre que questionávamos algo, outro cristão rapidamente retrucava: “Não critique! A Bíblia diz ‘Não toque o ungido do Senhor!’ Que Deus no perdoe.
Tratamos estes charlatões como Al Capones, como se eles fossem intocáveis, e como resultado a corrupção se espalhou pelas igrejas carismáticas como uma praga. Nosso movimento está contaminado pelo materialismo, orgulho, engano e imoralidade porque tivemos medo de dizer o que estes palhaços realmente são: inseguros, egoístas, egocêntricos e emocionalmente confusos.
Se tivéssemos aplicado discernimento bíblico há muito tempo atrás, teríamos evitado todo este caos. Jamais saberemos quantos incrédulos rejeitaram o Evangelho porque viram a Igreja apoiando pilantras que se gabavam, coagiam, mentiam, manipulavam, subornavam, roubavam e, com lágrimas, conquistavam espaço em nossas vidas – enquanto os aplaudíamos e depositávamos dinheiro em suas contas.
Sempre que cristãos bem intencionados citam 1 Crônicas 16:22 (“Não toqueis os meus ungidos e não façais mal aos meus profetas”) para encobrir a sujeira e o charlatanismo, eles cometem uma injustiça contra as Escrituras. Esta passagem não ordena que nos calemos quando um líder está abusando do poder ou enganando as pessoas. Pelo contrário, somos chamados a confrontar o pecado em amor e honestidade. E certamente não estamos amando a Igreja se permitimos que os Al Capones carismáticos de nossa geração a corrompam.
Fonte: Charisma Magazine. Fonte secundária e Tradução: Pão & Vinho.
Creio que no Brasil não precisaremos de crise para destronar estas figuras do mal.
O Senhor está abrindo os olhos do seu povo e são poucos os que ainda dizem: 
Não toquemos nos ungidos. Não critique. 
Logo, logo,  vamos pedir cadeia para esta patota.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A FESTA DA DEDICAÇÃO E A RETÓRICA

22 Celebrava-se a festa da Dedicação, em Jerusalém. Era inverno, 23 e Jesus estava no templo, caminhando pelo Pórtico de Salomão. 24 Os judeus reuniram-se ao redor dele e perguntaram: “Até quando nos deixará em suspense? Se é você o Cristo, diga-nos abertamente”.
Interessante como Jesus não age de acordo com o que querem que ele faça, ele vai onde quer, faz o que quer, e podemos confiar em sua vontade. Enquanto os dirigentes do templo queriam matá-lo ele se dirige exatamente para o templo, e ali caminha com tranquilidade. A multidão reunida na cidade para a festa e Jesus vai ao lugar em que pode encontrar seus inimigos a sós, ele não procura exibicionismo, ao contrário dos fariseus que faziam suas boas ações nas praças para serem vistos pelos homens, Jesus vai ao templo num momento em que não haviam multidão no templo, a conversa se dá entre ele e os chefes religiosos sem a intervenção de mais ninguém.
Os fariseus dizem a Jesus que já não aguentavam mais aquele suspense, eles dizem que querem uma afirmação de Jesus sobre seu messianismo, para eles, se Jesus era o messias ele precisava anunciar isso. Os fatos porém, apontavam outras razões para o que eles estavam fazendo.
Jesus iniciara o novo êxodo quando curou o inválido no tanque de Betesda, Jesus apresentou uma saída às pessoas que estavam aprisionadas não somente numa vida sem Deus, como também as pessoas que estavam servindo a um falso Deus, com isso as pessoas não precisavam mais ficar aprisionadas ao sistema religioso tradicional dos fariseus porque elas agora tinham a opção de seguir a Jesus Seguir a Jesus se eleva a muito mais do que aderir a um sistema religioso, significa mudar o pensamento a respeito de tudo, é ampliar a consciência para a realidade, é ver a realidade da forma como Deus vê.
Jesus planejou mais do que regras para uma boa vida, Jesus pretende doar sua própria vida para que as pessoas tenham vida plena, e é exatamente aí que há o atrito de Jesus com os chefes judeus, os judeus entendiam que a vida das pessoas pertencia a eles, tanto que eles aprisionavam mesmo as pessoas em seu modo de vida e faziam o que bem entendiam, eles acreditavam que as pessoas tinham direito a vida que eles davam. O modo de Jesus e a doação de vida que Jesus fez estava tirando as pessoas do domínio dos fariseus, ou seja, Jesus estava tirando as pessoas do domínio dos religiosos, e com isso sua fonte de renda, indiretamente Jesus estava tirando a vida dos fariseus. Eles queriam uma declaração verbal, mas Jesus não age como eles, que declaram muitas coisas sem se preocupar em evidenciar suas próprias palavras.
Jesus não declara com palavras que é o messias, sua declaração é em ação e quando ele diz aos fariseus que eles não creem ele os põe contra a parede pois eles não podiam negar suas obras, pois “contra fatos não há argumentos!”
Em Jesus não vemos uma ladainha de “eu faço isso!” ou “eu não faço isso!” tudo que Jesus fala é comprovado pelas suas ações, não há controvérsia entre suas palavras e suas ações. Se eles queriam uma declaração eles precisavam andar com ele, ver o modo como ele agia, diferente de muitos cristãos de hoje ele não precisava esconder nada de ninguém. Sendo assim ele pode chamar as ovelhas para andar junto com ele, estar com ele desde a manhã até a noite, 24 horas por dia.
Em qualquer atitude de Jesus ele é diferente dos dirigentes religiosos, enquanto eles precisavam da tradição para fazer o povo acreditar neles, Jesus andava com o povo, enquanto eles precisavam de muitas regras e métodos para fazerem as pessoas andarem segundo eles queriam, Jesus precisava somente de sua voz, pois como Jesus declara: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem”. Quem dera a muitos pastores hoje terem a mesma atitude de Jesus, quem dera que o amor fosse toda a base do relacionamento entre as pessoas nas igrejas fosse o mesmo amor que havia no relacionamento entre Jesus e suas ovelhas.
É possível entender um pouco dessa diferença quando avaliamos a atitude de Jesus para com as ovelhas, ele não fica dizendo a elas como fazer para conseguir a vida eterna, ele simplesmente as chama, e as suas ovelhas o seguem, e independente do que vier a seguir ou do que essas ovelhas façam no caminho que percorrerem com Jesus elas ganham a vida eterna. Não é premio, não é recompensa por boas ações, é uma dádiva imerecida pelo fato de estarem com Jesus, não é mérito das ovelhas, é mérito de Jesus.
Jesus é um pastor fiel e firme no que faz, sendo assim as ovelhas que seguem Jesus tem a garantia de que nada pode tirá-las (ninguém as poderá arrancar da minha mão) de junto dele. Jesus anuncia também sua unidade com Deus, sendo ele um com Deus, qualquer coisa que fizerem contra ele estarão fazendo contra Deus, a mesma determinação que há em Deus de proteger seu povo está em Jesus em proteger suas ovelhas. Assim como Jesus disse: “Eu e o Pai somos um


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A IGREJA E A EVANGELIZAÇÃO



Quando a igreja proclama o Reino de Deus, ela está obedecendo ao mandado de Jesus, que ao falar aos onze discípulos na Galileia, disse: “...É me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, ensinai as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. (assim seja feito)” (Mat. 28:16-20). Proclamar o evangelho é manter-se ao alcance da promessa de Cristo, de estar com a igreja até a consumação dos séculos. O livro de Atos dos Apóstolos, registra o último encontro de Jesus com os onze. Nesta oportunidade, Jesus recomendou-lhes, que permanecessem em Jerusalém, à espera do Consolador que Ele haveria de enviar da parte do Pai. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra (Atos 1:8). Em seguida Jesus sobe para os céus na presença de seus discípulos deixando esta recomendação mais uma vez, de que a igreja deve primar pela proclamação do evangelho. A proclamação virá sempre em primeiro lugar, se antecedendo a adoração na ordem dos fatores da missão da igreja. Somente pessoas convertidas, regeneradas e restauradas pelo sangue de Cristo poderão adentrar no Santo dos Santos e adorar a Deus em espírito e em verdade. Jesus mencionou mais a proclamação do evangelho do que a própria adoração, praticamente a adoração como ensino de Jesus tem poucos registros.
No encontro com a mulher samaritana Jesus foi abordado por ela sobre a questão da adoração. “...Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar”. (João 4:20). Tendo Jesus se manifestado sobre o assunto, dizendo: “...a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém se deve adorar. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (João 4:21-24). É interessante notar que em seguida a mulher samaritana faz uma confissão de fé, dizendo que acredita que quando o Messias vier Ele anunciaria tudo. E, Jesus faz pela primeira vez a grande confissão de seu ministério. A mulher crê pela fé que o Messias anunciará tudo. E, Jesus, o Messias, diz: Eu sou, eu que falo contigo” (João 4:25-26).
É importante mencionar que em Mateus 28, Jesus disse ter todo o poder no céu e na terra, motivo pelo qual outorgava-lhe o direito de enviar os discípulos por todo o mundo para proclamar o evangelho ensinando-o a todas as nações. Já em Atos, Jesus afirma que os discípulos receberiam a virtude ao descer sobre eles o Espírito Santo. Em algumas traduções diz que os discípulos receberiam “o poder ao descer sobre vós o Espírito Santo”. Fica bem claro que antes do pentecoste o poder estava tão somente sobre Jesus. Agora, não.  Agora o poder para proclamar o evangelho já está sobre a sua igreja. “Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós” (Mat 10:19). 

Ministério da Evangelização

Evangelizar é obedecer a grande comissão de Mateus 28:18. A igreja deve ter a evangelização como algo prioritário. Deve ser a grande meta e objetivo da igreja, evangelizar a tempo e a fora de tempo (II Tim. 4:2). É necessário portanto que todo o corpo de Cristo abrace esse ideal que é apresentar a salvação a um mundo sem Deus e sem salvação. Em Mateus 9:35-38, está relatado que Jesus depois de percorrer cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas dos judeus, pregando e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo, vendo a multidão, teve grande compaixão, porque andavam desgarrados e errantes, como ovelhas que não tem pastor. A pergunta que fazemos é esta: mudou muita coisa de lá para cá? Não são em nossos dias as mesmas multidões? Claro que sim e agora muito maiores. “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (João 9:4), concluiu Jesus.

Serviço de Evangelização Dominical

Este serviço pode ser feito de diversas maneiras: Cultos ao ar-livre em locais previamente marcados. Visitando hospitais, presídios, pessoas interessadas ao evangelho. Distribuindo folhetos e convidando pessoas.

Serviço de divulgação

Esta tarefa consiste em divulgar à comunidade os trabalhos e eventos da igreja, através de faixas, cartazes, folhetos, convites etc.

Serviço de Expansão

A igreja deve estar preocupada com a sua expansão, criando espaços para novas frentes evangelísticas e missionárias. Enviando e sustentando obreiros de modo que o Reino de Deus se propague em todos os cantos e recantos.

Serviço de Integração

A igreja deve estar totalmente integrada tanto interiormente como exteriormente. Diria que interiormente todos os departamentos da igreja devem gozar de santa comunhão. Perfeitamente integrados como membros do corpo de Cristo. Exteriormente deve ter atuação ímpar de modo que seja a luz do mundo e o sal da terra como Jesus se referiu. Devemos manter boas relações com a comunidade onde estamos inseridos, com as autoridades constituídas e com as demais denominações que nos cercam. O que não devemos fazer é participar do mundo, mas devemos nos identificar com o mundo. É tendo empatia com o mundo que vamos saber das suas dificuldades, dos seus problemas, das suas dores, dos seus anseios e das suas angústias. É diante do mundo que a igreja terá a oportunidade de testemunhar de Cristo de tal modo que o mundo veja em cada crente um discípulo autêntico. E o que é o discípulo? Discípulo é aquele que se parece com o seu mestre. Assim, cada crente deve se parecer com Jesus.

Escola de Treinamento e Missões

Deve ser dado ênfase ao treinamento de pessoas vocacionadas para o ministério missionário, oferecendo-lhes condições favoráveis para o seu devido preparo. A igreja deve encaminhar os seus candidatos as faculdades teológicas para melhor se prepararem para o exercício do ministério de missões, principalmente transculturais. Devemos ajudar em oração e financeiramente. Uma vez completado o curso teológico, o novo bacharel estará pronto para ser enviado ao campo missionário. 

UNIÃO

A união ou comunhão na igreja é primordial, pelo que Jesus rogou ao Pai, dizendo: “... Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que os tens amado a eles como me tens amado a mim (João 17:21-23). Este é o grande ensino de Jesus acerca da comunhão e esta deve ser a grande meta da igreja de Jesus. Só há uma maneira do mundo crer que Deus enviou Jesus, se formos um com Ele, assim como Ele é um com o Pai. Só há uma maneira do mundo conhecer que Deus enviou a Jesus, se Jesus estiver em nós, assim como o Pai está em Jesus, se formos perfeitos em unidade, assim como Jesus é perfeito em unidade com o Pai.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A FÉ EM AÇÃO - Tiago 2:14-18



No Brasil 82% da população vive nas cidades e 25% dos 6 Bilhões da Terra vivem em favelas e acampamentos dos sem-terra, dentro das cidades. Isso tudo representa um grande desafio para as igrejas que estão nas cidades! Mais de 2 Bilhões sofrem com a fome. Morrem anualmente 12 milhões de crianças de fome. 800 milhões passam fome. No Brasil, o problema não é a falta de alimento, mas o acesso a ele!
A distribuição injusta de renda nos revolta: 2/3 dos habitantes do mundo ganham menos de 2U$ Dia. No Brasil cerca de 90% da população vive com 15 a 20% da renda do país.
A pobreza domina as nossas cidades e no campo a situação é pior ainda. Nas cidades variam o índice de pobreza ficando entre 35% a 75%. Mas é bom que se diga que a pobreza recebeu uma nova classificação, segundo a Sociologia atual: Pobreza; Miséria; Miséria Absoluta.
Algo que me intriga bastante: Por que crescem o número de igrejas nas comunidades carentes e elas continuam carentes? Por que não muda? –Ilust.: Exceção a Igreja Metodista da Torre/Recife/Pe que abriu suas portas para os favelados inundados e hoje está construindo casas para todos.
Todo esse quadro social desafia a igreja hoje e principalmente a nossa fé! Dá para viver o cristianismo sem se preocupar com os famintos? Dá para apresentar o nosso discurso cristão sem a prática correspondente? Sim, mas cairá no vazio e total descrédito!! Foi o que TIAGO tentou nos alertar....! Fé sem obras é morta!

I - FÉ EM AÇÃO NOS LEVA ÀS OBRAS

Tiago nos dá 2 exemplos: ABRAÃO em Tiago 2:21-22; RAABE em Tiago 2:25 e Josué 2:8-11 (Declaração de fé que a levou às obras)!
Seria Loucura sacrificar a vida de um filho? – Sim! Mas vejam só a declaração de Fé: Gn 22:7-8
Seria loucura arriscar-se pelos espias? – Sim! Mas Raabe acreditou no Deus deles e sabia que a sua única chance de sobrevivência era tentar conseguir o favor desse Deus!
Seria loucura acreditar que Deus irá prover os recursos para a construção do nosso templo? – SIM! Mas nós sabemos e conhecemos o Deus a quem nós servimos!
Seria loucura entregar o dízimo, mesmo estando com dívidas e aperto financeiro? – Sim! Mas pela fé nós entregamos e o Senhor Honra a nossa Fé! Mas aquele que tem a Fé Morta nada disso faria!
Deus nos desafia a Ter uma Fé VIVA e não Morta! – Hb 10:38 "mas o meu justo viverá pela fé..."
Mesmo que só tenhamos 5 pães e 2 peixes, entreguemos ao Senhor, com fé e alimentaremos multidões!

II – FÉ EM AÇÃO NOS LEVA AO AMOR

A Sociedade está cansada de discurso sobre a nossa fé em Jesus! Ela está querendo ver isso de forma concreta, palpável...!
Ilust.: O Bom Samaritano!- Amarás ao próximo... E quem é o meu próximo?? E Jesus perguntou: Quem foi o próximo do que estava caído, quem verdadeiramente demonstrou em Amor a sua Fé?... – Quem é o seu próximo? A Quem Deus tem nos apresentado no caminho da nossa fé, no caminho da igreja, para que demonstremos a nossa Fé pelo Amor? – Adianta alguma coisa dizer que tem fé e não demonstrá-la em amor?
Adianta ter uma Fé que não se transforma em Amor? – (V.15-16) – Alegorizar: ... abraçar o irmão, orar por ele e dizer: Deus vai resolver!!! E depois despedi-lo sem nada de concreto!! Philippe Maury: "Não existe o amor a Deus sem o amor ao próximo e não se pode amar o próximo sem lhe falar de Deus"!

III- FÉ EM AÇÃO NOS LEVA À SALVAÇÃO

A grande preocupação de Tiago era a seguinte: Fé Morta salva alguém? (V.14b)
Nossa Teologia é muito clara: A Salvação vem pela fé! Ela não vem pelas obras! (Ef 2:9)! E por uma interpretação errônea, muitos deixaram de praticar as Boas Obras, deixaram a sua fé Morrer!!!
Será que algum membro de Igreja ouvirá Naquele Dia: Mat 25:41"Apartai-vos de mim porque tive fome, sede... ! Ah! Senhor! Eu não sabia! Eu pensei que não precisava fazer nada disso! Que só era falar que tinha Fé em Jesus e guardar essa fé...!
CONCLUSÃO: Quantas vezes eu me revolto, me aborreço, de ver tanta injustiça social, fome, miséria, analfabetismo, gente comendo palma... desigual distribuição de renda, aumento de R$6,00 no Salário Mínimo... Muitas vezes até procuramos culpados... Mas que tal transformamos essa triste realidade numa excelente oportunidade de crescimento para a Igreja? Que tal aproveitarmos essa situação para Colocarmos a Nossa Fé em Ação?
A Fé é uma força que Deus deu ao homem capaz de realizar coisas e obras inimagináveis! Inclusive realizar a Ação Social! A Nossa Igreja está fazendo muito pouco nessa Área!
A Ação Social, no Brasil, é uma área que garante crescimento a Igreja que nela investir! Torna a Igreja Querida, Amada, Respeitada e Conhecida na Comunidade! E perante o Senhor, alegra o Seu coração!
2a Igreja Batista em Sobradinho/DF – 02/05/99 - Pr. Wagner Tenório de Almeida

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Relação do Cristão com o Governo



Os cristãos estão no mundo, mas não devem ser do mundo (João 15:17). Os cristãos vivem no mundo como peregrinos, considerando-se cidadãos do céu (Filipenses 3:20). Entretanto, os cristãos também têm responsabilidades como cidadãos dos países da terra. Como pode um cristão conciliar os conflitos entre duas cidadanias, a terrestre e a celestial? O que as escrituras ensinam sobre os governos nacionais e a responsabilidade de um cristão para com eles?

Princípios

A pergunta que pretendiam usar como armadilha deu a Jesus a oportunidade para Ele definir a relação básica de um cristão com o governo. Veja a pergunta: "É lícito pagar tributo a César, ou não?" (Mateus 22:17). Os inimigos de Jesus pensaram que tinham maquinado um dilema sem saída. Se Jesus dissesse para pagar os impostos, ele não só ficaria impopular (porque os judeus odiavam ter que pagar impostos aos dominadores romanos) mas também poderia ser retratado como sendo contra Deus, uma vez que Deus exige fidelidade exclusiva. Mas, se Jesus dissesse para não pagar, ele seria preso pelos romanos, por traição. A maneira como Jesus resolveu o dilema foi impressionante. "Jesus, porém, conhecendo-lhes a malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. Trouxeram-lhe um denário. E ele lhes perguntou: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. Então lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Mateus 22:18-21). Jesus pediu uma moeda e perguntou o nome e a cara de quem estavam nela. É claro, essas moedas eram propriedade de César: Elas tinham sua assinatura e sua imagem nelas. Os judeus estavam recebendo os benefícios da dominação romana e tinham obrigação de pagar pelo que eles estavam recebendo e devolver a propriedade de César quando exigida. Ao evitar a armadilha, Jesus lançou o princípio básico regulando a relação do cristão com o governo: o homem tem uma dupla natureza e uma dupla cidadania. O homem tem responsabilidade para com o governo, no campo civil e para com Deus, no campo espiritual. Normalmente, é possível dar tanto a Deus como ao governo o que lhes é devido. Em geral, quando alguém se torna um cristão, ele não se retira do mundo nem corta todas as relações terrestres, mas leva os princípios cristãos para cada relacionamento da vida (1 Coríntios 7:17-24).
Paulo ampliou estes pontos e deu uma explicação mais completa do papel do governo no plano de Deus. "Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores: porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra" (Romanos 13:1-7). Paulo mostrou que as autoridades superiores são estabelecidas por Deus. Deus é o rei e o soberano sobre as nações (Salmo 47; Daniel 4; Jeremias 18:5-10). Deus estabeleceu autoridade em muitas áreas da sociedade. Na família, por exemplo, Deus estabeleceu o esposo e o pai como autoridades. Do mesmo modo, Deus constituiu o governo civil como a autoridade da nação. Deus instituiu o governo civil para servir como seu ministro para o bem: para louvar o que é direito e para vingar o mal. Princípios de justiça e direito são o alicerce do governo do universo, por Deus, e foram planejados por Deus para serem, do mesmo modo, o alicerce dos princípios do governo civil (Salmo 89:14-15; Jeremias 22:1-5; Provérbios 14:34).
O uso que Deus faz do governo para punir o mal é importante. No contexto (Romanos 12:17-21), Deus proibiu os indivíduos de vingar o mal pessoalmente. Deus é o vingador. Então, no capítulo 13, vemos que um dos meios que Deus usa para punir o mal é o governo civil. Este capítulo autoriza o governo a usar a espada, para executar a pena de morte (Romanos 13:4). Isto está de acordo com um princípio básico de justiça e direito revelado por Deus, muito no começo da história humana: "Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem" (Gênesis 9:6). Hoje em dia, esta tarefa de executar a justiça por meios de castigar os malfeitores deve ser feita pelo governo (veja também 1 Pedro 2:13-17). O governo tem o direito dado por Deus para usar os princípios da justiça para punir os malfeitores.

Responsabilidades

O cristão tem certas responsabilidades em relação ao governo:
1. O cristão deve orar pelos funcionários do governo (1 Timóteo 2:1-2).
2. O cristão deve pagar os impostos (Mateus 22:21; Romanos 13:6-7). É errado o cristão deixar de pagar os impostos que ele legalmente deve. Deus espera que o cristão aja com honestidade e integridade em todas as áreas da vida.
3. O cristão deve obedecer o governo e suas leis (1 Pedro 2:13; Romanos 13:1-2, 5). De fato, Deus espera que o cristão respeite e se submeta à autoridade de todas as formas (Tito 3:1). Uma atitude revolucionária é condenada (Provérbios 24:21-22). Não há, na Bíblia, nenhuma passagem que especifique uma forma particular de governo (democracia, república, monarquia, etc.); o cristão deve submeter a qualquer tipo de governo que tem o poder. Em resumo, os cristãos obedecem à lei.
4. O cristão deve honrar o governo (Romanos 13:7; 1 Pedro 2:17). Tem que ser cuidadoso para não difamar os funcionários do governo (Judas 8-10).

Limite

Há um limite básico para a obediência do cristão ao governo: ele tem que obedecer a Deus antes que ao homem (Atos 5:29). O cristão não pode nunca permitir que qualquer autoridade, de qualquer tipo, suplante a autoridade de Cristo. A autoridade de Cristo está acima da autoridade do pai, do esposo, do presbítero da igreja, do chefe no trabalho ou do funcionário do governo. Nunca podemos desculpar a desobediência a Deus baseados em alguma lei ou decisão do governo. Temos que obedecer a Deus antes que ao homem!
Pense numa ilustração moderna. Algumas vezes, as pessoas se valem das leis liberais do governo, a respeito do divórcio, para desculpar sua ignorância do que Deus disse. Basicamente a Bíblia condena o divórcio (Mateus 19:6) e diz que as pessoas que estão casadas segunda vez, estão cometendo adultério (Mateus 5:32; Marcos 10:11-12; Lucas 16:18; Romanos 7:2-3). Uma exceção é dada: aqueles que se divorciam de seus cônjuges por adultério podem tornar a se casar (Mateus 19:9). Freqüentemente, o governo permite o divórcio e novo casamento por outras razões. Não podemos nunca pensar que a permissão do governo, automaticamente, significa a aprovação de Deus. Historicamente, os governos têm aprovado tudo, desde a idolatria até o assassinato. Mas, com permissão do governo ou não, um cristão jamais tem o direito de desobedecer a Deus.
Deus autoriza a existência do governo civil e manda os cristãos obedecerem. Mas, como em qualquer relacionamento humano, as expressas ordenanças de Cristo têm mais autoridade do que as ordens de qualquer homem ou instituição.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A IGREJA QUE PRECISAMOS SER



No livro de Atos dos Apóstolos encontramos o modelo de Igreja a ser seguido através dos anos pelo povo de Deus. É nossa esperança que Deus nos permitira ser essa uma igreja ao estilo da Igreja Primitiva, cujas características damos a seguir:
1.    Uma Igreja com muitas decisões para salvação
A. Atos 2.47; 5.14 - B. A Igreja existe para evangelizar e conduzir os homens a Cristo.
2.    Uma Igreja que batizava com freqüência os muitos novos convertidos
A. At 2.41 - O trabalho do discipulado é tão importante quanto o do testemunho
3.    Uma Igreja que conservava a sã doutrina
A. At 2.42 - Doutrina é alimento. Sem ela a Igreja entra em declínio espiritual.
4.    Uma Igreja que desenvolvia intensamente a comunhão
A. At 2.42; 4.32 - Nos fomos chamados para exercer a comunhão, I Co 1.9
5.    Uma Igreja cujos Obreiros eram instrumentos de milagres
A. At 2.43; 4.29,30; 5.12;8.6,7 - Sem milagres o mundo não se convence de que Cristo esta entre nós
6.    Uma Igreja profundamente dedicada a oração
A. At 2.42; 3.1; 6.4; 4.31 - A oração é a respiração da alma. A oração é o oxigênio da Igreja.
7.    Uma Igreja que ocupava o templo e as casas
A. At 5.42; 9.11;10.24;16.13-15;20.19,20 - A Igreja que fica somente nas casas não instrui o povo; a Igreja que fica somente no templo não alcança o povo.
Para que venhamos a ser uma Igreja como a descrita acima, tudo que temos que fazer é DECIDIR. Por que não faze-lo agora, nesta passagem de ano? Assim seja, para a gloria de Deus e crescimento de Seu Reino aqui na Terra.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tolerando o Ateísmo



por John Piper

A igreja existe para “propagar a paixão pela supremacia de Deus em todas as coisas, para alegria das pessoas”. Esta é nossa missão. “Todas as coisas” significa negócio, trabalho, educação, meios de comunicação, esportes, artes, lazer, governo e todos os detalhes de nossa vida. Isto significa que Deus deveria ser reconhecido e crido como supremo por todas as pessoas que Ele criou. A Bíblia, porém, nos ensina que nunca haverá um tempo, antes da volta de Jesus, em que todas as pessoas honrarão a Deus como supremo (2 Ts 1.6-10).
Então, de que maneira expressamos uma paixão pela supremacia de Deus em um mundo pluralista, no qual a maioria das pessoas não reconhece a Deus como parte importante de suas vidas e menos ainda como parte importante do governo, educação, negócios, trabalho, artes, recreação ou entretenimento? Em seguida, apresentamos cinco maneiras:
1. Em todas as ocasiões, mantenha uma convicção de que Deus está sempre presente e dá a todas as coisas o seu significado mais importante. Ele é o Criador, Sustentador e Governador de todas as coisas. Temos de conservar em mente a verdade de que todas as coisas existem para revelar algo das infinitas perfeições de Deus. O pleno significado de tudo, desde cadarços de sapatos a naves espaciais, é a maneira como essas coisas se relacionam com Deus.
2. Em cada circunstância, confie que Deus usará sua sabedoria administrativa, criativa, sustentadora e seu poder para fazer todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que O amam. Isto é fé na graça futura de que Deus será para nós tudo o que promete ser, em Cristo Jesus.
3. Tome decisões que revelam o supremo valor de Deus acima daquilo que o mundo valoriza supremamente. A graça de Deus é melhor do que a vida (Sl 63.3). Portanto, preferimos a morte à perder a doce comunhão com Deus. Isso mostrará a supremacia dEle acima de tudo o que a vida oferece.
4. Fale às pessoas sobre a suprema dignidade de Deus, de maneiras criativas e persuasivas. Conte às pessoas como podem ser reconciliadas com Deus, por meio de Cristo, para que desfrutem da supremacia de Deus, como proteção e ajuda, em vez de temê-la como juízo.
5. Mostre com clareza que Deus mesmo é o fundamento de seu compromisso com uma ordem democrática pluralista — não porque o pluralismo é o ideal de Deus, e sim porque, em um mundo caído, a coerção legal não produzirá o reino de Deus. Os crentes concordam em tolerar crenças não-cristãs (incluindo crenças naturalistas e materialistas), não porque o comprometimento com a supremacia de Deus é irrelevante, e sim porque tal comprometimento tem de ser espontâneo, pois, do contrário, será indigno. Temos um fundamento teocêntrico para tolerarmos o ateísmo. “Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim” (Jo 18.36). O fato de que Deus estabelece seu reino por meio do milagre da fé, e não por força de armas de fogo, significa que os crentes não endossarão, nesta época, governos coercivos — cristãos ou seculares.
Esta é a razão por que resistimos à secularização coerciva implícita em leis que reprimem atividades cristãs em lugares públicos. Não resistimos porque almejamos estabelecer o cristianismo como a lei do país. Isto é intrinsecamente impossível, por causa da natureza espiritual do reino. Pelo contrário, resistimos porque a repressão do livre exercício da religião e da persuasão é tão errado contra os crentes quanto contra os secularistas. Cremos que esta tolerância está arraigada na própria natureza do evangelho de Cristo. Em certo sentido, a tolerância é pragmática: liberdade e democracia parecem ser a melhor ordem política que os homens inventaram. Mas, para os crentes, a tolerância não é puramente pragmática. A natureza relacional e espiritual do reino de Deus é o alicerce de nossa aprovação do pluralismo — até que Cristo venha com direitos e autoridade que não temos.
Disseminemos uma paixão pela supremacia de Deus em todas as coisas, não por coerção, e sim por uma convicção constrangedora. Preservemos a forma de governo em que a fé pode falar livremente, não forçada, nem silenciada pela mira de uma arma.

Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper.
Copyright: © Editora FIEL
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A Divindade de Jesus Cristo



No espiritismo, Ele era um reformador da Judéia, com a missão de ensinar aos homens uma elevada moral, a moral evangélico-cristã; foi a segunda revelação de Deus (a primeira teria sido Moisés, e a terceira, o espiritismo); foi um médium de primeira grandeza, um espírito iluminado. Para os testemunhas-de-Jeová, Ele é um ser criado por Jeová, poderoso, mas não Todo-Poderoso. No budismo, Jesus foi um grande Mestre. No mormonismo, Jesus não foi gerado pelo Espírito Santo, e viveu em poligamia: Marta e Maria, irmãs de Lázaro, teriam sido suas esposas.
No islamismo, Jesus teria sido um mensageiro de Deus, porém menor que Maomé. Na Nova Era, Jesus não é Deus porque todos somos deuses; a Era de Peixes, de Jesus, está se expirando, e um novo avatar surgirá para conduzir a humanidade à Era de Aquários, que colocará o mundo em ordem e estabelecerá a paz.
Negar a divindade de Jesus é uma das características das seitas, mas "as portas do inferno não prevalecerão" contra a Igreja de Cristo. Para nós, cristãos, Jesus Cristo é Deus. A prova disso não é apenas a nossa fé. Contamos com a Bíblia Sagrada, livro escrito por cerca de 40 escritores, divinamente inspirados.
Contamos também com o testemunho de apóstolos que caminharam com Jesus, ouviram suas palavras e viram seus milagres, a exemplo de Pedro que declarou enfático: "TU ÉS O CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO" (Mateus 16.16). Temos as palavras do próprio Jesus que afirmou: "EU E O PAI SOMOS UM" (João 10.30). Temos o testemunho do profeta Isaías que, 700 anos de o Verbo habitar entre nós, chamou-O de "Deus Forte" e "Pai da Eternidade" (Isaías 9.6).
Contamos, também, com o testemunho de milhões de vidas transformadas pelo poder que há no Seu nome. Tratar-se-ia de apenas um espírito evoluído, um homem com poderes mediúnicos como desejam os kardecistas? Se Jesus é apenas um espírito iluminado, por que não "baixa" nas sessões espíritas? Se Jesus foi igual a Buda e Maomé, onde estão seus ossos? Em lugar nenhum iremos encontrá-los porque Jesus ressuscitou, e vive e reina para sempre. Aleluia! Vejamos o que dizem as Escrituras sobre a divindade de Jesus.

Cristo, O Criador

"Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez... estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu (João 1.3, 10)). "Pois nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades, tudo foi criado por ele e para ele" (Colossenses 1.16). "...a nós falou-nos [Deus] nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez o mundo (Hebreus 1.2).

Cristo, O Deus

"A virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamarão pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus conosco" (Mateus 1.23). "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... e o Verbo se fez carne e habitou entre nós (João 1.1,14). Atenção: "O Verbo era Deus", e não "o Verbo era um deus", como desejam os testemunhas-de-Jeová. "Eu e o Pai somos um" (João 10.30); "Quem me vê, vê o Pai" (João 14.9). "O Pai está em mim, e eu nele" (João 10.38).
"Disse-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu" (João 20.28); "Deles são os patriarcas, e deles descende Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém". (Romanos 9.5). "Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 2.9). "Porque um filho nos nasceu...o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9.6). "Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna" (1 João 5.20). Outras referências: João 1.15,18,30; Colossenses 1.15; 2 Coríntios; 4.4; 5.19.

Cristo, O Eterno

"Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim" (Apocalipse 22.13). "Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão nascesse, eu sou" (João 8.58). "Eu e o Pai somos um" (João 10.30,38). "Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me vê, vê o Pai... crede-me quando digo que estou no Pai e o Pai está em mim" (João 14.9-11,20; 17.21). "Vim do Pai e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o Pai" (João 16.28) Outras ref.: João 1.18; 6.57; 8.19.

Cristo, O Todo-Poderoso

"É-me dado todo o poder no céu e na terra" (Mateus 28.18). "Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-poderoso" (Apocalipse 1.8). Outras referências: Efésios 1.20-23; João 21.17.

Cristo, O Salvador

"Mas quando apareceu a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, não por obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante a lavagem da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo, que ele derramou ricamente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador" (Tito 3.4-6).
"E em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4.12). Vejam a ênfase: "Em nenhum outro nome". Não sobra para Buda, para Allan Kardec, para Maomé, para Confúcio, para Lao-Tsé, para Osíris, Vishnu, Brama, Shiva, Zoroastro, Maytreia. O nome de Jesus está acima de todos e de tudo. Outras referências: João 3.16; Lucas 4.18; Isaías 61.1.
Jesus não foi um simples fundador de uma religião. Os afamados fundadores de seitas que surgiram na história da humanidade estão todos mortos e devidamente enterrados; seus corpos foram comidos pelos vermes, e seus ossos, se ainda restam, estão em algum lugar.
Com Jesus não aconteceu a mesma coisa. A terra não pôde detê-lo; a morte não teve domínio sobre Ele. Jesus ressuscitou do sepulcro e sobre isto há o testemunho das Escrituras; há o registro de testemunhas oculares que com Ele estiveram durante sua vida terrena e após a sua ressurreição, e viram-no ascender aos céus (Mateus 28.1-10; 16-18; Marcos 16.1-14; Lucas 24.1-53; João 20.1-18).

Os Títulos de Jesus

De forma direta ou indireta, pelo nome ou pelos títulos, o nosso Salvador permeia toda a Bíblia, onde é apresentado, por exemplo, como Messias, Redentor, Libertador, Perdoador de pecados, Juiz, Rei dos reis e Senhor dos senhores. Vejamos alguns dos títulos de Jesus distribuídos por vários livros:
Gênesis: Semente da mulher. 
Jó: Redentor. 
Salmos: Pedra angular. 
Cantares: Rosa de Saron. 
Isaías: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Emanuel, Glória do Senhor, Legislador, Poderoso de Jacó, Renovo, Santo de Israel. 
Jeremias: Justiça nossa. 
Daniel: Ungido ou Messias. 
Miquéias: Juiz de Israel. 
Ageu: Desejado de todas as nações. 
Zacarias: Rei. 
Malaquias: Mensageiro da aliança, Sol da justiça. 
Mateus: Filho amado, Filho de Davi, Filho de Deus, Filho do homem, Guia, Rei dos judeus. 
Marcos: Filho do Deus Bendito, Santo de Deus. 
Lucas: Consolação de Israel, Filho do Altíssimo, Poderoso Salvador, Profeta, Salvador, Sol nascente. 
João: A Porta, a Ressurreição e a Vida, Bom Pastor, Cordeiro de Deus, Criador, Deus Unigênito, Eu Sou, Luz do mundo, Luz Verdadeira, Verbo, Verdade, Vida, Videira verdadeira. 
Atos: Justo, Santo, Senhor de todos. 
Romanos: Deus bendito, Libertador. 
1 Coríntios: Adão, Nossa Páscoa, Rocha, Senhor da glória. 
2 Coríntios: Imagem de Deus. 
Efésios: Cabeça da Igreja. 
1 Timóteo: Bem-aventurado e único Soberano, Mediador, Rei dos reis, Rei dos séculos, Senhor dos senhores. 
Tito: Salvador. 
Hebreus: Apóstolo da nossa confissão, Herdeiro de todas as coisas, Autor e Consumador da fé, Grande Sumo Sacerdote. 
1 Pedro: Pastor e Bispo das almas, Príncipe dos pastores. 
1 João: Advogado. 
Apocalipse: Alfa e Ômega, Cordeiro, Leão da Tribo de Judá, O Primeiro e o Último, Primogênito, Rei dos santos, Resplandecente estrela da manhã, Todo-poderoso.

A Trindade

Negar a divindade de Jesus é negar a existência do Deus trino, ou seja, do Deus único, eternamente subsistente em três Pessoas: a Primeira Pessoa, Deus Pai; a Segunda Pessoa, Deus Filho; e a Terceira Pessoa, Deus Espírito Santo. A unidade divina é uma unidade composta dessas três pessoas, coexistentes, porém distintas. Examinemos a Palavra:
"Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR" (Deuteronômio 6.4). Este versículo é muito usado pelos que não aceitam a Trindade. Sustentam que não existem três Deuses, mas apenas um. Ora, a idéia do Deus trino, da unidade composta, está subjacente em outras passagens, como veremos a seguir.
"Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem..." (Gênesis 1.26). O uso da primeira pessoa do plural – FAÇAMOS – indica que Deus não estava só na obra da Criação: o Filho e o Espírito estavam presentes. Vejam também Gênesis 3.22; 11.7; Isaías 6.8.
"Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28.19).
"A graça do Senhor Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós" (2 Coríntios 13.13). Conhecida como a "bênção apostólica", este versículo revela o Deus trino.
No batismo de Jesus no Jordão, conforme Mateus 3.16-17, temos o Espírito de Deus "descendo sobre Jesus"; a voz do Pai dizendo "Este é o meu Filho amado"; e o Verbo, o Deus Filho ali encarnado e habitando entre nós.
O livro de Judas fala da Trindade: "Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai a vós mesmos na caridade de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna" (Judas 20.021).
O apóstolo Pedro deixou o seu testemunho sobre as Pessoas da Trindade: "Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo" (1 Pedro 1.2).
Na seguinte passagem Jesus mais uma vez revela sua divindade e reafirma a existência da trindade em Deus: "E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder" (Lucas 24.49). A promessa diz respeito ao batismo no Espírito Santo, plenamente cumprida em Atos 2.1-4. Vejam que a promessa é do Pai, mas quem envia é o Senhor Jesus; envia do alto, do céu. Jesus confirma o que já houvera dito: "Eu e o Pai somos um". Outra referência: Atos 2.32-33.
A verdade é que "Deus estava em Cristo", como afirmou o apóstolo Paulo (2 Coríntios 5.19). Finalmente, fiquemos com estas palavras gloriosas: "O Filho é o resplendor da sua glória e a expressa imagem da sua pessoa [do próprio Deus], sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder. Havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade nas alturas" (Hebreus 1.3).
Autor: Pastor Airton Evangelista da Costa - Igreja Assembléia de Deus
Palavra da Verdade - Aquiraz - Ceará. Data deste trabalho: 14.12.1999