terça-feira, 23 de agosto de 2011

A FESTA DA DEDICAÇÃO E A RETÓRICA

22 Celebrava-se a festa da Dedicação, em Jerusalém. Era inverno, 23 e Jesus estava no templo, caminhando pelo Pórtico de Salomão. 24 Os judeus reuniram-se ao redor dele e perguntaram: “Até quando nos deixará em suspense? Se é você o Cristo, diga-nos abertamente”.
Interessante como Jesus não age de acordo com o que querem que ele faça, ele vai onde quer, faz o que quer, e podemos confiar em sua vontade. Enquanto os dirigentes do templo queriam matá-lo ele se dirige exatamente para o templo, e ali caminha com tranquilidade. A multidão reunida na cidade para a festa e Jesus vai ao lugar em que pode encontrar seus inimigos a sós, ele não procura exibicionismo, ao contrário dos fariseus que faziam suas boas ações nas praças para serem vistos pelos homens, Jesus vai ao templo num momento em que não haviam multidão no templo, a conversa se dá entre ele e os chefes religiosos sem a intervenção de mais ninguém.
Os fariseus dizem a Jesus que já não aguentavam mais aquele suspense, eles dizem que querem uma afirmação de Jesus sobre seu messianismo, para eles, se Jesus era o messias ele precisava anunciar isso. Os fatos porém, apontavam outras razões para o que eles estavam fazendo.
Jesus iniciara o novo êxodo quando curou o inválido no tanque de Betesda, Jesus apresentou uma saída às pessoas que estavam aprisionadas não somente numa vida sem Deus, como também as pessoas que estavam servindo a um falso Deus, com isso as pessoas não precisavam mais ficar aprisionadas ao sistema religioso tradicional dos fariseus porque elas agora tinham a opção de seguir a Jesus Seguir a Jesus se eleva a muito mais do que aderir a um sistema religioso, significa mudar o pensamento a respeito de tudo, é ampliar a consciência para a realidade, é ver a realidade da forma como Deus vê.
Jesus planejou mais do que regras para uma boa vida, Jesus pretende doar sua própria vida para que as pessoas tenham vida plena, e é exatamente aí que há o atrito de Jesus com os chefes judeus, os judeus entendiam que a vida das pessoas pertencia a eles, tanto que eles aprisionavam mesmo as pessoas em seu modo de vida e faziam o que bem entendiam, eles acreditavam que as pessoas tinham direito a vida que eles davam. O modo de Jesus e a doação de vida que Jesus fez estava tirando as pessoas do domínio dos fariseus, ou seja, Jesus estava tirando as pessoas do domínio dos religiosos, e com isso sua fonte de renda, indiretamente Jesus estava tirando a vida dos fariseus. Eles queriam uma declaração verbal, mas Jesus não age como eles, que declaram muitas coisas sem se preocupar em evidenciar suas próprias palavras.
Jesus não declara com palavras que é o messias, sua declaração é em ação e quando ele diz aos fariseus que eles não creem ele os põe contra a parede pois eles não podiam negar suas obras, pois “contra fatos não há argumentos!”
Em Jesus não vemos uma ladainha de “eu faço isso!” ou “eu não faço isso!” tudo que Jesus fala é comprovado pelas suas ações, não há controvérsia entre suas palavras e suas ações. Se eles queriam uma declaração eles precisavam andar com ele, ver o modo como ele agia, diferente de muitos cristãos de hoje ele não precisava esconder nada de ninguém. Sendo assim ele pode chamar as ovelhas para andar junto com ele, estar com ele desde a manhã até a noite, 24 horas por dia.
Em qualquer atitude de Jesus ele é diferente dos dirigentes religiosos, enquanto eles precisavam da tradição para fazer o povo acreditar neles, Jesus andava com o povo, enquanto eles precisavam de muitas regras e métodos para fazerem as pessoas andarem segundo eles queriam, Jesus precisava somente de sua voz, pois como Jesus declara: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem”. Quem dera a muitos pastores hoje terem a mesma atitude de Jesus, quem dera que o amor fosse toda a base do relacionamento entre as pessoas nas igrejas fosse o mesmo amor que havia no relacionamento entre Jesus e suas ovelhas.
É possível entender um pouco dessa diferença quando avaliamos a atitude de Jesus para com as ovelhas, ele não fica dizendo a elas como fazer para conseguir a vida eterna, ele simplesmente as chama, e as suas ovelhas o seguem, e independente do que vier a seguir ou do que essas ovelhas façam no caminho que percorrerem com Jesus elas ganham a vida eterna. Não é premio, não é recompensa por boas ações, é uma dádiva imerecida pelo fato de estarem com Jesus, não é mérito das ovelhas, é mérito de Jesus.
Jesus é um pastor fiel e firme no que faz, sendo assim as ovelhas que seguem Jesus tem a garantia de que nada pode tirá-las (ninguém as poderá arrancar da minha mão) de junto dele. Jesus anuncia também sua unidade com Deus, sendo ele um com Deus, qualquer coisa que fizerem contra ele estarão fazendo contra Deus, a mesma determinação que há em Deus de proteger seu povo está em Jesus em proteger suas ovelhas. Assim como Jesus disse: “Eu e o Pai somos um


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