segunda-feira, 27 de junho de 2011

O EVANGELHO SE FAZ ASSIM


Nesta semana que passou (dias 14-18 de Junho) estive na Bolívia em algumas comunidades ribeirinhas e o que passo a relatar foi o que passamos e vimos nesta tão maravilhosa viagem.

Chegamos em uma equipe de 14 pessoas contando comigo. A equipe foi fazer evangelismo e obre social com trabalho com as crianças e atendimento odontológico.
Trabalho com crianças em Nueva Brema
Na segunda-feira passamos em Nueva Brema, uma base naval. Ali tivemos o primeiro contato e o primeiro trabalho. Tínhamos um dentista no barco que arrancou muitos dentes e uma enfermeira que conversou com as mulheres sobre saúde e ajudou no que pôde. Fizemos também trabalho com crianças, contamos com a ajuda do palhaço Mimi. Nesta comunidade também fizemos um culto a noite.
Culto em Nueva Brema
Na terça-feira visitamos 3 comunidades, Comunidade de Pedrita pela manhã onde houve trabalho com as crianças, extração de dentes e palestra para as mulheres sobre saúde, em La Solga foi feito o mesmo tipo de trabalho e em Carmem e Tres Esfuerzos houve culto.
Comunidade de Pedrita
Na quarta-feira pela manhã visitamos a comunidade de San Borra onde encontramos uma comunidade maior e melhor estruturada que as em que já havíamos passado. Passamos pelo posto de Fernando Alonso, depois seguimos até Valle Del Norte onde há uma congregação presbiteriana onde chegamos na parte da noite, ficamos em Valle Del norte durante a quinta-feira, não havia muito o que fazer alem do culto, a comunidade é muito pequena e residem hoje poucas famílias.
Crianças da comunidade de La Solga
Na sexta-feira voltamos e passamos em La Sallut onde houve trabalho infantil, a comunidade é pouco menor que San Borra, mas a escola é melhor estruturada. Chegamos na sexta-feira a noite em Costa Marques.
Crianças de Carmem e Três Esfuerzos
Algumas coisas me chamaram a atenção nesta viagem.
Escola da comunidade de Sanborra
Um fato que me chamou a atenção foi que a equipe que foi era constituída de pessoas diferentes, pessoas com estilos de vida diferentes, tanto se comparar o grupo que foi de Vilhena/Ji-Paraná com o grupo de Costa Marques quanto se a comparação for feita individualmente.
Helder e Pastor Ruberto, Sr. Orlando e família
Outra coisa interessante foi também a disposição das pessoas para fazer a viagem, ninguém ali foi pensando em se divertir sem ajudar, todos sabiam do trabalho a ser feito, e não houve má vontade da parte de ninguém em nenhum momento houve reclamações eu mal humor.
Crianças da comunidade de La Salud
Vimos pessoas realmente com necessidades, vimos que Jesus não é somente pregado em palavras, mas deve ser vivido no que fazemos, vimos que igreja não deve ser um prédio que as pessoas vão para se sentir bem, vimos também que a alegria pode ser encontrada numa vida reta com Deus.
Da Direita para a Esquerda: Helder, Hamilton, Baltazar, Ruberto, Eduardo, Celson, Edson, Elizabeth, Noêmia, Bete, Gessy, Davyson e Àlefi
Encontramos pessoas como dona Elida, uma irmã de Costa Marques muito disposta a ajudar e muito gaiata também, mas com um amor grande no coração. Seu França, que vai ser condecorado em poucos dias por alguns acontecimentos de seu passado. Sr Edimilson que cuida do barco com muito zelo, e como ele mesmo disse: “eu não sei pregar, mas o que sei fazer eu faço”. E outras pessoas que tornaram esta viagem possível.
Da esquerda para a direita: Gessy, Célia, Noêmia, Bete, Elizabeth, Élida, Cássia, Àlefi e Candelária

Encontramos pessoas simples de tudo que se possa imaginar, crianças que ficaram felizes em ganhar um pequeno kit para estudar, donas de casa contentes por aprender coisas novas sobre doenças e dicas de saúde. Pais de família alegres por ganhar um isqueiro, porque eles não tem nem mesmo um fósforo para acender o fogo e precisam manter sempre uma fogueira acesa, mas essas coisas não duram.
Vimos que reclamamos pelo que não temos sendo que não nos falta o necessário, devíamos agradecer por ter mais do que precisamos. Confundimos o que precisamos com o que queremos, e pedimos insistentemente a Deus coisas que queremos esquecendo dos que não tem nada. Uma viagem como esta serve pra reacender qualquer chama missionária, o amor pelo próximo e a própria salvação ganham sentido novo depois de algo assim.
Ver crianças tão pobres e tão amáveis, que nos agradecem por estar ali, felizes pelo fato de que estamos ali para ser Cristo para elas, lembrar que Deus não se esqueceu deles, mesmo quando a tristeza é maior que o próprio coração.
Vimos ali que a solidão é muito grande, pois a distância entre uma comunidade e outra não é diminuída por nada, nós diminuímos a saudade com um telefonema ou e-mail, eles não tem nada disso.
Aprendi que ser igreja de Cristo não é somente agradecer pelo que tenho, mas ajudar pessoas tão próximas que não tem nada disso. Foi assim que Jesus fez, e é assim que ele espera que façamos.

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