por John Piper
A
marca distintiva de um filho de Deus não é a perfeição, e sim a fome por
Cristo. Se temos experimentado a bondade do Senhor, desejaremos a Cristo (1 Pe
2.2-3). A razão para isso é que um filho possui a natureza de seu pai. Somos
participantes da natureza divina (2 Pe 1.4), se somos nascidos de Deus e temos
a semente divina permanente em nós (1 Jo 3.9). Somos como que lascas da Antiga
Rocha. 1 Pedro 2.4 afirma que Cristo é precioso para Deus, e o versículo 7 nos
diz que Ele é precioso para o crente. Por conseguinte, o crer que salva não é
apenas uma concordância com o fato de que a Bíblia é verdadeira. O crer que
salva implica uma nova natureza que valoriza aquilo que Deus ama.
À luz deste fato,
considere João 17.26. Que promessa maravilhosa! Nessa ocasião, Jesus está
orando por seus discípulos e por todos os que crerão nEle, pelo testemunho
verbal de seus discípulos (Jo 17.20). Ele concluiu sua oração com a mais
sublimes das petições: “Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei
conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles
esteja”.
Considere
atentamente. O pedido de Jesus ao Pai foi que o amor de Deus pelo Filho
estivesse em nós. Você já pensou que Jesus deseja que você o ame não somente
com o seu amor, mas também com o amor que Deus Pai tem pelo Filho? Como isto é
possível? É possível por causa do novo nascimento. Tornar-se um crente
significa ter uma nova natureza, outorgada por Deus. Em termos práticos, isto
significa que Deus entra em nossa vida por intermédio do Espírito Santo e
começa a dar-nos novas afeições, novas emoções, ou seja, as emoções de Deus. É
a presença de Deus, o Espírito, em nossa vida que nos faz amar a Jesus com o
amor de Deus Pai. De fato, o Espírito Santo deve ser visto como o amor de Deus
em uma Pessoa. Ser governado pelo Espírito significa ser governado por um amor
divino por Jesus. Ele estava simplesmente orando que fôssemos cheios do
Espírito, a Pessoa divina que expressa o amor que o Pai tem para com o Filho.
Deste modo, seremos cheios do próprio amor com o qual o Pai ama o Filho.
Que imenso amor! Em
todo o universo, não existe amor maior do que o amor transbordante que existe
entre o Pai e o Filho, na santíssima Trindade. Nenhum amor é mais poderoso,
mais intenso, mais contínuo, mais puro, mais repleto de deleite no Amado do que
o amor de Deus para com o Filho. É uma energia de gozo que faz as bombas
atômicas parecerem fogos de artifício. Oh! como o Pai se deleita no Filho! Oh!
quão precioso o Filho é para o Pai! “Este é o meu Filho amado, em quem me
comprazo”, disse o Pai no batismo de Jesus (Mt 3.17). “Este é o meu Filho
amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mt 17.5).
Em todo o universo,
ninguém é mais precioso para o Pai do que o seu Filho, Jesus Cristo. É deste
modo que Ele deve ser precioso para nós. Com que amor infinito o Pai ama o
Filho! Esta é a grandeza para a qual estamos nos dirigindo em nosso deleite no
Filho. Ó crente, junte-se ao Pai neste maior de todos os amores! Se você é nascido
de Deus, veja Jesus com os olhos de Deus.
Para vós… que
credes, é a preciosidade.
Extraído
do livro:
Penetrado
pela Palavra, de John Piper
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