por John Piper
Ao me ajoelhar naquela
manhã de segunda-feira, durante meu devocional, disse: “Ó Senhor, tem
misericórdia de mim, pecador! Ajuda-me. Por favor, vem e restaura a minha
alma”. Em seguida, perguntei calmamente: “Senhor Jesus, o que querias dizer
quando falaste: ‘Aquele… que beber da água que eu lhe der nunca mais terá
sede’? Estou com sede nesta manhã. Ouvi meu colega David Livingston dizendo,
ontem à noite, que ele tem sede. Quase todo crente que vem ao meu escritório
tem sede. Qual era a tua intenção ao dizer que aqueles que bebessem da tua água
não teriam mais sede? Não temos bebido? Esta promessa é vã?”
O Senhor respondeu.
Ele me mostrou o resto do versículo, e derramou sobre ele uma luz que nunca
vira antes. João 4.14 começa assim: “Aquele… que beber da água que eu lhe der
nunca mais terá sede”. Isso foi o que me levou a clamar: “O que pretendias
dizer? Estou tão sedento! Minha igreja está sedenta! Os pastores com quem eu
oro estão com sede! Ó Jesus, o que querias dizer?”
Jesus respondeu da
única maneira pela qual sei que Ele responde. Abriu-me os olhos para ver o
significado do que disse na Bíblia. Eu já havia memorizado esse versículo na
manhã do domingo, para a minha própria alma e para um possível uso na oração
pastoral. Assim, enquanto eu orava, os elementos da comunicação divina estavam
no seu devido lugar. (Oh! que percepção perdemos quando não memorizamos mais
das Escrituras!)
Enquanto eu suplicava,
a segunda parte do versículo falou por si mesma. Jesus disse: “Pelo contrário,
a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna”. Com
estas palavras, veio a resposta. Não era uma voz audível, e sim, a voz de
Jesus, na Palavra iluminada e aplicada pelo Espírito Santo.
A resposta era assim:
quando bebem da minha água, a sede de vocês não é aniquilada para sempre. Se
isso acontecesse, vocês sentiriam, posteriormente, qualquer necessidade de
minha água? Esse não é meu objetivo. Não quero santos auto-suficientes. Quando
bebem da minha água, ela se torna uma fonte em vocês. Uma fonte satisfaz a
sede, não por remover a necessidade por água, e sim por estar lá, para lhes dar
água sempre que têm sede. Vez após vez! Como nesta manhã. Portanto, beba, John.
Beba.
Agora, enquanto
escrevo, vejo esta verdade preciosa no Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor; nada
me faltará”. Apesar disso, clamamos: “Ó Senhor, hoje eu tenho necessidades!
Conheço centenas de pessoas que têm necessidades e confiam em Ti como o pastor
delas. Qual a tua intenção ao dizer que nada nos faltará?”
Agora, aprendemos uma
lição. Primeiramente, clamamos. Depois, lemos: “Ele me faz repousar em pastos
verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma”.
Refrigera-me. Isso significa que as necessidades surgem em minha alma, e,
então, o Senhor Jesus as satisfaz. Elas surgem novamente; Ele as satisfaz. A
vida é um ritmo de necessidade e suprimento — e, às vezes, um ritmo de perigo e
livramento. “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte…”. O vale se
tornará (novamente) em verdes pastos, e as águas tranqüilas fluirão
(novamente!). Até agora, a fonte está jorrando do interior e o fará para
sempre. Por que a fonte, em nosso íntimo, não é nós mesmos; é Deus. “Quem crer
em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto
ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem”
(Jo 7.38-39).
A sede é satisfeita
pelo Espírito de Cristo revelando-nos a Si mesmo e as suas promessas, para a
satisfação de nossa alma. Mas a sede não é obstruída, para que não percamos o
impulso de vir a Ele vez após vez, em busca de tudo o que Deus prometeu ser
para nós em Jesus.
Aquele que tem sede
venha e continue vindo, até que nossa comunhão seja tão íntima, que não haja
qualquer distância entre nós e o Senhor.
O
leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não
altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de
autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a
Editora Fiel.
Nenhum comentário:
Postar um comentário