"Glória a Deus nas maiores alturas, paz na Terra e boa
vontade entre os homens!"
Essa saudação angélica aos pastores, em Belém da Judéia, na
madrugada em que nasceu Jesus de Nazaré, anunciava o cumprimento de várias
profecias, e a consecução de uma promessa, o nascimento da criança prometida do
jardim: o descendente da mulher, que esmagaria a cabeça do serpente, signo do
adversário de nossas almas, fomentador da confusão que inviabiliza qualquer
relacionamento, seja com o Deus, seja consigo mesmo, seja com o próximo.
O Deus Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), através do
Filho, de quem a criança da manjedoura, nascida sob a sombra da cruz, e à luz
da ressurreição, é a encarnação, oferecia a sua própria vida para que houvesse
paz.
Nesse gesto, ao satisfazer o princípio de justiça, que
permite o sustento do Universo, a Trindade eterna semeava o princípio da graça,
o princípio do favor imerecido, que permite o perdão.
A Trindade eterna pode perdoar-nos por nossas ofensas.
Perdoados, nos reencontramos com o Eterno, e, assim, conosco, pois a identidade
de cada um de nós estava nos aguardando em Deus, e fica desvendada a razão de
nossa existência: comungar com a Divindade Trina. E, conscientes e movidos pela
graça, podemos oferecer ao outro o perdão, que é a condição para a paz, e a
semeadura da justiça.
É Natal, Jesus nasceu! O Deus veio ao nosso encontro para
que possamos nos achar na existência, e, então, encontrar o outro na vida, que,
necessariamente, deve ser compartilhada entre todos, para que a dignidade, que
impõe a satisfação das condições necessárias para um viver com a melhor qualidade,
seja um bem universal.
Feliz Natal!
©ariovaldo.ramos
Fonte: http://ariovaldoramosblog.blogspot.com/2011/12/natal.html
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