por John Piper
Para
toda pessoa melancólica, que pensa de maneira patológica sobre a morte, existem
provavelmente milhões de pessoas que não pensam muito a respeito dela. Quando
Moisés contemplou a brevidade da vida, ele orou: “Ensina-nos a contar os nossos
dias” (Sl 90.12). É bom pensarmos na morte. Devemos viver bem para que morramos
bem. Parte do viver bem inclui o aprendermos por que a morte é lucro.
Nesta
meditação, oferecemos cinco razões, mas elas representam apenas um pouco das
glórias. Por exemplo, elas não contemplam a grande glória da ressurreição; mas,
embora fiquem aquém daquele grande Dia, existe o suficiente para nos deixar sem
fôlego e dizer, como Paulo:
Para
mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.
1. No momento da morte, os
crentes serão aperfeiçoados.
Não
haverá mais pecado em nós. Acabaremos com a luta interior e com os
desapontamentos de ofender o Senhor, que nos amou e a Si mesmo se entregou por
nós.
“Mas
tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e
a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e igreja dos
primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos
justos aperfeiçoados” (Hb 12.22-23).
2. No momento da morte, seremos
libertos do sofrimento deste mundo.
Ainda
não desfrutaremos da alegria da ressurreição, mas teremos o gozo de ser livres
do sofrimento. Jesus contou a história de Lázaro e o rico para mostrar a grande
reversão que ocorre na morte: “Então, [o rico] clamando, disse: Pai Abraão, tem
misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me
refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão:
Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro
igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos”
(Lc 16.24-25).
3. No momento da morte,
ganharemos profundo descanso em nossa alma.
Haverá
uma serenidade sob o olhar e o cuidado de Deus que ultrapassa qualquer coisa
que já conhecemos neste mundo, no mais brando entardecer de verão, ao lado do
mais pacífico lago, em nossos momentos mais felizes.
“Vi,
debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra
de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz,
dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem
vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi
dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco
tempo” (Ap 6.9-11).
4. No momento da morte,
experimentaremos um profundo senso de estar em casa.
Toda
a raça humana, mesmo sem perceber, sente muita falta de Deus. Quando formos ao
lar, para viver com Cristo, haverá um contentamento que excede qualquer senso
de segurança e paz que conhecemos. “Estamos em plena confiança, preferindo
deixar o corpo e habitar com o Senhor” (2 Co 5.8).
5. No momento da morte,
estaremos com Cristo.
Cristo
é a pessoa mais maravilhosa que qualquer outra na terra. Ele é mais sábio, mais
forte e mais amável do que qualquer pessoa com quem nos alegramos em passar
tempo. Cristo é sempre interessante. Ele sabe exatamente o que fazer e o que
dizer, em cada momento, para tornar os seus amigos tão felizes quanto puderem
ser. Cristo transborda amor e infinita percepção a respeito de como usar seu
amor para fazer que os seus sintam-se amados. Por isso, Paulo disse:
“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o
viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de
escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir
e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fp 1.21-23).
Com
estas cinco razões para considerarmos a morte como lucro, vimos apenas a
superfície da maravilha. Existe mais — muito mais.
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