por John Piper
Ora, quem é que vos há de
maltratar, se fordes zelosos do que é bom? Mas, ainda que venhais a sofrer por
causa da justiça, bem-aventurados sois. Não vos amedronteis, portanto, com as
suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor,
em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que
vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e
temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós
outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo.
Ora,
quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom?
Os
crentes devem ser “zelosos do que é bom”. Você pode fazer alguma coisa boa por
alguém? Pode ajudá-lo? Pode mudar alguma coisa ruim e torná-la boa? Então,
faça-o — e faça-o com zelo!
Você
será prejudicado? Não, em última instância. “Se Deus é por nós, quem será
contra nós?” (Rm 8.31) “O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá
fazer o homem? (Hb 13.6) “Não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada
mais podem fazer… Não se vendem cinco pardais por dois asses? Entretanto,
nenhum deles está em esquecimento diante de Deus. Até os cabelos da vossa
cabeça estão todos contados. Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais”
(Lc 12.4, 6-7).
Verso
14a: “Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados
sois.”
Sim,
haverá oposição, se você for zeloso do que é bom e justo, mas nunca esqueça a bem-aventurança:
“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino
dos céus” (Mt 5.10).
Versos
14b-15a:“Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis
alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor.”
Você
reverencia aquilo que teme. Por isso, acovardar-se em temor diante dos homens é
o oposto de prostrar-se diante do Senhor da glória.
Versos
15b-16a: “Estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos
pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e
temor.”
Por
que eles perguntam sobre a nossa esperança? Porque a fome de felicidade no
coração humano é tão intensa, que a única explicação para a nossa prontidão em
sofrer por causa da justiça tem de ser uma esperança. Foi exatamente isso que
Jesus disse: “Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos
céus” (Mt 5.12). A esperança sustenta o zelo pelo bem, quando somos
perseguidos. As pessoas sabem disso intuitivamente. Por isso, elas perguntam a
respeito de nossa esperança.
Verso
16b: “Com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós
outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo.”
Existe
um espaço de tempo entre a ocasião em que uma boa atitude é praticada e o momento
em que é reconhecida como boa por nossos oponentes. Primeiro, eles “difamam”
nossa atitude. Então, mais tarde, eles ficam “envergonhados”. Quanto tempo
depois? Talvez, somente no Juízo Final algumas pessoas verão as coisas como
realmente são. Para alguns, este reconhecimento pode vir mais cedo. Pedro
descreveu a mudança do injuriar para o glorificar a Deus: “Mantendo exemplar o
vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós
outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a
Deus no dia da visitação” (1 Pe 2.12). Assim, por enquanto, eles nos difamam
como malfeitores, porém, mais tarde, glorificarão a Deus pelas próprias boas
obras que antes injuriavam. Isto pode significar que eles foram convertidos
aqui, ou que foram compelidos a render glória no dia do Julgamento.
Não
temos o direito de fazer a determinação final. Nosso dever consiste em falar
com uma consciência pura e dar uma resposta amável e reverente.
Você
tem zelo por uma causa digna? Existe alguma coisa boa pela qual você está sendo
difamado? Ou a sua rotina é tão inofensiva neste mundo perverso, que se
enquadra adequadamente com as coisas que estão se passando, e, por isso,
ninguém lhe pergunta coisa alguma?
O
leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não
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